16 junho 2016
16 junho 2016, Comentários 0

No dia 5 de junho de 2016, Divaldo Pereira Franco teve mais uma participação no XVI Congresso Espírita Colombiano, com o seminário Sexo e Consciência.

Considerando a sutileza do tema proposto, Divaldo optou por dar-lhe conotação de uma conversa íntima, no intuito de chegar a um ponto máximo de comportamento ético, em relação à nossa consciência e atitudes sexuais.

Afirmou que, durante largo tempo, se confundiu consciência com conhecimento. Carl Gustav Jung deu-lhe uma excelente definição: o momento de consciência é aquele no qual o ego toma conhecimento de seus conteúdos psíquicos, ou seja, aquele em que podemos e devemos atuar em determinada situação.

Graças a isso, o notável psicólogo Pedro Ouspensky, discípulo de Gurdjieff, estabeleceu que nos situamos em níveis diferentes de consciência:

Consciência de sono – são os que vivem sem ter a percepção do que ocorre. Constituem a maioria da população.

 

Ele divide, ainda, a sociedade em fisiológica e psicológica. A primeira é aquela que estaciona nas funções primárias: comer, dormir, praticar sexo.

Os que detêm ideais, os que pensam na Humanidade, pertencem ao grupo da sociedade psicológica.

O segundo nível de consciência é a consciência desperta: a felicidade está ligada à felicidade do outro. Abre-se ao altruísmo, à solidariedade e à fraternidade. A estatística seria de 5% da população que se encontra neste nível.

Consciência de si mesmo é o terceiro nível: estou em um corpo, sou uma alma, uma consciência e essa administra a máquina orgânica, através de sete funções: intelectiva, emocional, instintiva, movimento, sexual nas posturas anatômicas masculina e feminina, com as posturas psicológicas de ânima (feminina) e animus (masculina; a emocional superior e a intelectiva superior.

O quarto estado é o da Consciência cósmica, no qual, segundo Ouspensky se encontra 3% da população. Como exemplo, citou Paulo de Tarso: Já não sou eu quem vive, é o Cristo que vive em mim. É o estado crístico, um estado de integração com o pensamento cósmico.

Dos personagens do Evangelho, Divaldo elegeu como modelo de transformação moral, a figura de uma mulher, Maria de Magdala, uma meretriz e relatou seu amor a Jesus. Ela, junto à mãe dEle e o apóstolo João Evangelista foram os únicos a permanecerem ao pé da cruz, quando da crucificação.

E foi para Maria de Magdala que Ele apareceu, após a morte, por primeira vez. Foi ela que anunciou o retorno dEle das sombras da morte.

Mais tarde, ela ficou entre os leprosos, falando-lhes do reino dos céus, da abnegação, da caridade. Acabou por contrair a enfermidade e morreu, em Éfeso, em casa de Maria de Nazaré, a quem fora visitar, descobrindo-se em final da própria existência.

Prosseguiu falando a respeito das questões sexuais, dizendo da sua condenação pelas religiões ortodoxas, enquanto Joana de Ângelis afirma: Não há nada mais extraordinário do que a comunhão sexual, quando assinalada pelo sentimento do amor.

Paulo de Tarso, por sua vez, asseverou: Uma coisa somente é imunda quando a mente o é.

O verdadeiro sexo deve ser realizado com ética. Na tradição junguiana e na psicologia transpessoal, o sexo é considerado fundamental para a vida. É preciso viver a experiência sexual com dignidade, amar e servir ao próximo, lutando contra as imperfeições.

Narrou as experiências de Francisco Cândido Xavier canalizando sua energia sexual para a mediunidade, psicografando de oito a dez horas por dia, deixando-nos pouco mais de quatro centenas de obras.

Finalizou Divaldo narrando sua própria experiência, desde a juventude, dizendo-se pai de 684 filhos que não tinham pais. Frisou da sua felicidade por ter encontrado no Espiritismo a razão primordial da vida, a razão essencial do amor.

Texto:Diana Burgos.
Fotos: Luís Fernando Vargas e facebook
Tradução sintetizada por Maria Helena Marcon.
Em 16.6.2016.

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