4 junho 2016
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XI Congresso Espírita Colombiano – A busca da paz interior

Nasci da poeira das estrelas. Minha vida é uma canção de eternidade, que vai de experiência em experiência, cantando a glória do viver. Diante de mim, há uma emoção que me fala das existências passadas e das glórias do amanhã.

Assim iniciou Divaldo a Conferência A busca da paz interior, no dia 4 de junho, no XVI Congresso Espírita Colombiano, fazendo referência à obra do dr. Miguel Ruiz, Os quatro compromissos, no qual é apresentado o caminho para se encontrar a verdadeira felicidade:

1. Seja impecável com suas palavras: a palavra é a música universal. Ela transforma as ondas vibratórias dos pensamentos em emoções verbais, demonstrando o estado de evolução de cada indivíduo.

2. Não faça suposições: se deseja a plenitude, nas conversações, não tire conclusões, de forma precipitada, do que o outro pensa… Desarme-se do rancor, dos sentimentos negativos, do ódio, de suposições destrutivas.

3. Não receba nada como pessoal. Se a pessoa não tem valor moral para dizer o que pensa e se aproveita da sua ausência para falar, impedindo-lhe o direito de defesa, essa pessoa não merece respeito e a falsa imputação não deve ser considerada.

 

4. Faça muito bem o que fizer. Não se satisfaça em fazer qualquer coisa simplesmente por fazer. Faça de uma forma profunda, significativa, dando o melhor de si e não permitindo que ninguém suspeite de seu caráter.

O Espírito Joanna de Ângelis ensina: Não permita que alguém se afaste sem que leve algo de bom dos minutos passados com você.

Tudo isso evoca o Mártir da Cruz, o homem extraordinário que veio à Terra para conduzir a criatura humana pelos caminhos da imortalidade, uma vida impecável.

Leon Tolstói, o notável escritor russo de Guerra e Paz, nos brindou com obras fascinantes, que nos penetram a alma como um punhal, rompendo a ignorância.

Conde, aristocrata da Rússia, renuncia a tudo, quando Jesus o alcança com sentimento de profunda ternura, como jamais encontrara na religião ortodoxa a que se vinculava.

Para poder penetrar na alma da doutrina cristã, para poder ler as anotações iniciais, ele foi estudar grego. Tudo para melhor entender o significado do verbo Amar. E escreveu o livro O reino de Deus está em vós, o que significa que não está fora, não é algo que tenhamos que conquistar, saindo do nosso eu profundo para alcançar o exterior, por meio de rituais. Nada, senão o ritual do amor.

Exerceu grande influência sobre Martin Luther King e Gandhi. Esse, depois de ler a sua obra, se transforma no Mahatma, o grande condutor das massas, o exemplo da não violência, que afirmava: Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho.

Divaldo cita como exemplos do amor e da paz Madre Teresa de Calcutá, o Papa Francisco, Francisco de Assis, Francisco Cândido Xavier, esse líder da literatura nacional e internacional, com obras traduzidas para dezoito idiomas.

Fala, com emoção, de sua experiência de 68 anos, ao lado do dedicado companheiro da Mansão do Caminho, Nilson de Sousa Pereira, que confessava ter dificuldades para amar a Jesus.

Divaldo narra a história de Joana de Cusa, que foi queimada, no circo romano, ao lado do filho, que lhe pedia para negar a Jesus, a fim de não morrer.

Nilson, naquela vida, era esse filho de Joana de Cusa. Estando em Roma, no local do holocausto, Nilson reconhece seu amor a Jesus.

Teve uma vida de abnegação, atendendo aos órfãos e aos pais que não têm filhos.

Pela psicofonia de Divaldo, em sua primeira comunicação mediúnica, disse: Nunca te entristeças. Tu conheces Jesus e quem O conhece, não tem razão para se entristecer.

Quero te pedir, amigo querido, que nunca caias em depressão ou tristeza, diante das lutas iluminativas da vida. Guarda a certeza de que os que te amamos, os guias e teu amigo e irmão, estaremos ao teu lado.

Luta contra as tuas imperfeições, busca o autoconhecimento e te faças hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Estou te esperando.

Confessa Divaldo que, ao escutar a mensagem gravada, não pôde sopitar as lágrimas de gratidão por esta doutrina científica, esta filosofia do amor, esta doutrina ética, com que a Divindade o presenteia, nesta existência longa e profundamente pacífica e pacificadora.

E conclui: assim, se desejais a paz, mantende a paz íntima. Se desejais conquistar o mundo, conquistai a vós mesmos. Se tendes necessidade de vitórias contra as imperfeições, lembrai que os verdadeiros heróis vencem a si mesmos e ninguém lhes conhece as dificuldades do coração.

Estamos convidados para um mundo novo. É preciso que não reajamos contra os que não nos querem bem, que não reajamos ao mal e que tudo façamos para conquistar o bem.

Criemos a nossa paz, vivamos a não violência, mesmo vivendo num mundo violento porque somos trabalhadores da Seara do Mestre Jesus.

Diana Burgos

Tradução adaptada de Maria Helena Marcon
Fotos: Katherine Del Toro

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