1 novembro 2016
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No dia 26 de outubro passado, Divaldo Franco iniciou as atividades do Movimento Você e a Paz, na cidade de Santa Bárbara-Ba, na praça José Donato de Lima.

Com a presença de um público expressivo, considerando o índice populacional do município, encontrando-se alguns sentados, outros de pé e alguns outros que se colocaram em cadeiras em frente às suas residências, fomos agraciados com uma temperatura bastante agradável na cidade que também é denominada carinhosamente, “Terra Santa”.

Respondendo ao convite feito, tivemos a presença da primeira-dama do município, representando o prefeito Sr. Nilton César Estrela de Menezes, bem como de representantes da Igreja Católica, das Religiões de Matrizes Africanas, e da Doutrina Espírita o coordenador do CR-3 e do Centro Espírita Francisco de Assis.

 

O evento foi iniciado com uma singela homenagem a Tio Nilson, por ser aquela a data do seu nascimento. Sra. Telma Sarraf iniciou falando da significativa importância da data para todos nós, em uma frase que caracteriza o homenageado e o homem de bem que, acreditamos, se fundem na mesma coisa: [“A grandeza de um homem pode ser medida pela capacidade de serviço ao próximo, de humildade e de amor. Os homens grandes chamam a atenção e projetam sombra, mas, os
grandes homens, onde quer que se encontrem tornam-se claridade inapagável,
apontando rumos libertadores” (Joanna de Ângelis). Tio Nilson tornou-se um deles no silencio de suas realizações e na grandeza da sua aparente pequenez].

Em seguida, o mestre de cerimonias, João Araújo, leu um texto de autoria de Divaldo Franco, que foi publicado no jornal A Tarde em 06 de dezembro de 2013, e na Revista Espírita no 300 de Janeiro/Fevereiro-2014.

Após a habitual apresentação do cerimonial, a palavra foi franqueada aos representantes, sendo todos peremptórios em falar da importância da vivência de uma Cultura de Paz.

Divaldo Franco iniciou de forma impactante, com uma frase significativa e real: “Todos comentamos a respeito da paz, no entanto nos olvidamos de que a paz nasce no âmago dos nossos sentimentos para tornar-se uma realidade interior que nos proporcione a harmonia que podemos distender às demais pessoas”.

Lembrou-nos da essencialidade da educação, como também nos apresentou o nobre codificador Allan Kardec, narrando o fato histórico vivenciado pelo extraordinário orador ateniense, aluno de Platão, Licurgo que recebeu um convite para falar sobre a educação. Complementou o pensamento, citando uma frase de Victor Hugo: “Toda vez que se abre uma escola se fecha uma cadeia”.

Consentâneo à temática em reflexão, apresentou-nos o significado profundo da família, elucidando: “A escola primeira da vida é a família. E é exatamente na família que nós aprendemos a conviver para estabelecer vínculos com a futura sociedade. A família é a primeira célula, a célula do organismo social, se uma célula em meu corpo degenera, logo advém o perigo de todo o corpo contaminar-se e perder a sua existência através da infecção. Quando a família perde o equilíbrio e os pais não sabem conduzir-se diante dos filhos, eis a escola da violência, da brutalidade, da vulgaridade, dos sentimentos chãos, porque nós fazemos na rua exatamente aquilo que aprendemos a fazer dentro de casa”.

Na sua peroração convocou-nos a todos a viver em paz e transmitir a paz para o próximo, “não pode haver nada mais agradável do que uma pessoa pacifica, uma pessoa pacificadora, uma pessoa rica de ternura que nos agrada à primeira vista, que nos toca, que nos comove, que sente a dor do próximo… eu me refiro a uma pessoa modesta, à nossa casa, fazer de nossa casa um santuário de paz, vivermos em harmonia, porque de nossa casa, o local de trabalho, o clube, o local de festa, o enamorado, o afeto, a sociedade, serão o resultado natural da nossa paz pessoal”.

Encerrou, numa efusão de agradecimentos, com a Poesia da Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues, e cantando o hino do Movimento Paz pela Paz de autoria de Nando Cordel.

Texto:João Araújo Fotos: Telma Sarraf

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