16 janeiro 2017
16 janeiro 2017, Comentários 0

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

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Em face das comodidades e tecnologia de alta qualidade, os veículos modernos facultam diminuir as distâncias físicas, ao tempo que oferecem oportunidades excelentes de conhecer-se outros países, seus hábitos e costumes, suas formas exóticas ou clássicas de viverem.

Esportes inimagináveis e edificações para os divertimentos multiplicam-se com celeridade, ao tempo em que a necessidade de repouso e de lazer mais se acentua na cultura contemporânea, levando os indivíduos a viagens constantes. Simultaneamente, negócios de alto porte exigem a presença de funcionários qualificados em diferentes partes do planeta, assim como especializações e aprimoramentos de técnicas e de estudos avançados apresentam-se convidativos nos países mais desenvolvidos.

Especialmente, a busca de gozos físicos e emocionais, festas retumbantes e exaustivas em navios luxuosos de turismo do prazer cruzam os mares, à medida que aviões, cada vez mais velozes e confortáveis, facilitam as incessantes transferências a lugares luxuosos e exuberantes.

Não poucas vezes, porém, as viagens têm como objetivo encontrar-se paraísos onde a alegria seja permanente e os problemas desapareçam ao toque mágico do sexo conturbado, de bebidas especiais, de drogas de alta qualidade, a fim de vencer-se o cansaço, o tédio, os transtornos emocionais…

O ser humano, na busca do gozo, é quase insaciável…

Busca-se fugir dos problemas naturais da existência, tenta-se ignorá-los, postergando-se-lhes a solução, o que mais os complica.

A finalidade do existir na Terra é desenvolver os valores que jazem internos, que exigem uma viagem corajosa e sem quartel: a de natureza interna.

Os conflitos pessoais e as lutas exteriores fazem parte do programa de crescimento moral e da busca da saúde integral, da plenitude. Ninguém existe que não os experimente.

Com sabedoria Jesus asseverou que o Seu reino, o da paz, não é deste mundo, ensinando que, na Terra, só mediante o esforço de uma viagem interior, tentando-se eliminar as anfractuosidades do caráter, é que se encontra o mais seguro e acertado empreendimento que nos cabe realizar.

As modernas psicoterapias, de igual maneira, não solucionam as ansiedades nem os desafios pessoais, mas orientam o indivíduo ao esforço salutar de descobrir o sentido da vida, elegê-lo e lutar com empenho. Enquanto cada qual não se resolva por essa conquista, as viagens poderão multiplicar-se ao infinito, mas onde quer que se vá, leva-se o problema também.

Dispomos, graças aos meios diversos ao nosso alcance, de tesouros valiosos para serem penetrados: leituras edificantes, realizações fraternas, solidariedade, ações de autoiluminação, amor e comunhão com Deus.

Viaje bem!

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 16/01/2017

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