17 dezembro 2015
17 dezembro 2015, Comentários Comentários desativados em Tribunal de Justiça do Estado da Bahia

Salvador/BA – 14 Dez 15
Divaldo Franco, atendendo convite, e com apoio do Desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá, esteve palestrando na sede do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia – TJBA -, na manhã do dia 14 de dezembro. O auditório estava lotado por altos Membros da Magistratura, servidores do poder judiciário e convidados especiais. Recepcionado pelo Presidente do TJBA, Desembargador José Olegário Monção Caldas e demais membros do colegiado judiciário, Divaldo foi apresentado aos presentes no auditório pelo Dr. Salomão Resedá que destacou dados da extensa biografia do expositor espírita. Frisou, o magistrado, que todos ali estavam para ouvir não a prata da casa, mas ouro ocasional, ressaltando que todos os que trabalham em favor da paz são bem-aventurados.
Marcel Mariano, da Vara da Infância e Juventude, afirmou que qualquer homenagem que se possa prestar a Divaldo Franco será sempre pequena. Destacou a presença do casal Marcelo e Andréa, da Flórida/EUA, e de Demétrio Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção.

Iniciando a sua exposição, Divaldo apresentou o pensamento filosófico de Cícero que dizia que: “a História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade.” Já no Século XVII, o filósofo Francis Bacon escreveu que “uma filosofia superficial leva a mente do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religião.” Os homens, libertando-se da noite medieval, construíram uma sociedade que se desenvolveu no conhecimento, dominando várias ciências, intelectualizando-se, sem, contudo, avançar em mesma velocidade no desenvolvimento moral.

Com base nisso, ressaltou a necessidade de se observar e reflexionar a respeito dos fatos históricos, para melhor compreender a realidade, buscando a verdade. O século XVII foi o período em que houve a ruptura entre a Ciência e a religião. Thomas Hobbes, Pierre Gassendi e John Locke, eminentes representantes do pensamento do seu século, romperam com a religião e resgataram o atomismo grego, que, antes, já era a teoria adotada por Leucipo, Lucrécio e Demócrito, contrários ao idealismo socrático. Destacou o eminente orador, também, os feitos de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, entre outros. Viktor Frankl e Carl Gustav Jung, ambos psiquiatras, destacavam que todos deveriam encontrar e vivenciar um sentido existencial profundo. A ausência de um sentido nobilitante na vida produz um estado de vazio existencial. Esse sentido da vida é a imortalidade.

O Embaixador da Paz e da Bondade, Divaldo Franco salientou os princípios fundamentais do conhecimento humano a partir do Século XVII, até chegar aos dias atuais, onde o homem tornou-se uma criatura tecnológica, divagando ligeiramente sobre a história. Partindo da história de Creso, o último rei da Lídia, com base nos relatos do historiador grego Heródoto de Halicarnasso, Divaldo apresentou vários fatos que marcaram a trajetória do homem e suas ligações com os fatos espirituais, transcendentes.

Entre estes, os fatos ocorridos com Apolônio de Tiana, em Éfeso, em 16 Set 96; com o filho de Dante Alighieri, Jacopo, em 14 de Mai de 1231; a visão do Papa Pio V, em 05 Out 1571, anunciando a vitória sobre os Mouros, no momento que ela acontecia, na Batalha de Lepanto, no Golfo de Corinto, estando a mais de 600 milhas marítimas; a visão de Emanuel Swedenborg, sobre o incêndio que devastava a cidade de Estocolmo, estando ele em Gotemburgo, a mais de 508 quilômetros de distância; os fatos ocorridos com o Cardeal Eugênio Pacelli, que teve o seu Papado anunciado, com antecedência, pelo Espírito Papa Pio X.

Divaldo Franco discorreu sobre o nascimento de Jesus, o maior personagem da História, que veio para mudar a estrutura moral da Terra. Jesus é uma figura extraordinária, comparada a outros que se destacaram no pensamento filosófico e do poder temporal. Foi o único personagem da História que estabeleceu o Amor como diretriz segura para o encontro com a paz.

Destacando a publicação de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, por Allan Kardec, Divaldo asseverou que o homem é a mais bela escultura da humanidade. Blaise Pascal, filósofo e matemático francês do século XVII, também foi analisado. Pascal afirmava que a sociedade deveria educar-se e desenvolver-se em duas bases fundamentais: o “espírito de geometria”, isto é, a lógica, a razão; e o “espírito de finesse”, a gentileza, a amabilidade; a fim de que fosse alcançado o “espírito do coração”, ou seja, o amor, a paz. Nesse sentido, asseverou Pascal, profeticamente, que se a sociedade optasse por desenvolver apenas a vertente da lógica, da razão, as criaturas acabariam por se entredevorar.
Finalizando sua conferência, Divaldo apresentou dados sobre o conhecimento científico da atualidade, desde o macro ao microcosmo, sem, contudo, ter logrado, o homem, alcançar a paz, a serenidade, pelo contrário, estando se entredevorando. É de lamentar, frisou, que ainda a humanidade da Terra se encontra mergulhada na violência, em patologias de toda natureza. A vida possui um sentido ético, um sentido psicológico, destacou o nobre orador e médium espírita, aplaudidíssimo e procurado por inúmeros presentes para um cumprimento, um aperto de mão, de felicitações.

Texto: Paulo Salerno

Fotos: Jorge Moehlecke

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