12 maio 2017
12 maio 2017, Comentários 0

Santificação Maternal

Quando percebeste as sublimes vibrações da maternidade no teu seio, foste tomada pela aflição, considerando-se a magnitude do evento para o qual não te sentias preparada.

Não desejavas um filho, nem esperavas que o incidente sexual de que participaras resultasse na concepção…

De imediato, surgiu-te a ideia infeliz do aborto criminoso como solução para que se apresentava como problema desafiador.

Anelavas por um futuro rico de oportunidades e de triunfos, o que então se tornaria difícil em razão da presença do filhinho não programado e que nasceria em circunstâncias desfavoráveis.

Quando comunicaste ao companheiro responsável pela tua gravidez, de maneira cruel e cínica ele escusou-se a qualquer responsabilidade, informando que eras adulta e conhecias os métodos impeditivos da concepção, havendo-te permitido a fecundação com intenções secundárias e infamantes…

A seguir, desapareceu da tua existência, deixando-te abatida e insegura, dominada pelo medo de enfrentar a família e a sociedade que te não compreenderiam a conduta.

Felizmente, na circunstância aflitiva, resolveste buscar refúgio na oração em que leniste a alma sofrida, tomando a decisão de prosseguir corajosamente.

Aqueles eram dias de muita hipocrisia e intolerância.

Nada obstante, aceitaste o desafio, pagando o preço da atitude impensada, quando te facultaste a comunhão sexual irresponsável, e enfrentaste todos os empecilhos que se te apresentaram…

(…) E renasceu nos teus braços o anjo filial que santificou a tua maternidade.

Embora as dificuldades que advieram, os sacrifícios que te impuseste na codição de mãe solteira e solitária, conseguiste avançar com decisão, amparando o filhinho amado que se transformou na razão mais nobre da tua atual existência.

Transformaste as noite insones ao seu lado fébril em experiências de iluminação, entregue ao desvelo e à meditação.

Acompanheste todos os seus passos inseguros e tentativas de crescimento, oferecendo-lhe ternura, autoconfiança e amor.

O tempo transcorreu lento, mas feliz.

Hoje, quando recordas a jornada vivenciada, emocionas-te e agradeces a Deus haver-te concedido a benção da maternidade que soubeste santificar através do amor e da abnegação.

Nunca te arrependeste da decisão de tornar-te mãe. Aureolada pelos júbilos do dever cumprido, sorris, jubilosamente, e, ditosa, bendizes o filhinho que se transformou em cidadão e, ao lado, está construindo o mundo novo de esperanças e realizações edificantes pelo qual todos lutamos.

Deus te abençoe, mãe abnegada e feliz!

A maternidade, em qualquer circunstância em que se apresente, é dádiva sublime do amor de Deus para todas as criaturas.

Por mais perversa apresente-se a situação em que se concebeu, jamais se permita o aborto criminoso, ceifando a vida do ser inocente que necessita experienciar a oportunidade de crescimento para Deus e para si mesmo.

Ser mãe é tornar-se cocriadora com a Divindade em sublime oportunidade de santificação.

Viver, portanto, a materniodade em todas as suas expressões, é conquista sublime da criatura humana no seu processo antropopsicológico da evolução.

Livro – COMPROMISSOS DE AMOR
Amélia Rodrigues / Divaldo Franco

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