4 julho 2016
4 julho 2016, Comentários 0

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

foto-para-site-artigo

Vive-se um momento que a todos nos convoca à união, ao trabalho solidário, à fraternidade, à paz, a fim de que sobrevivamos aos fatores dissolventes que se alastram por todos os lados. O ser humano periclita em seus conflitos e as suas fugas espetaculares são mais perversas e destrutivas do que as causas das suas atuais aflições. Violência e guerra, ausência quase total de valores éticos e alucinações, festas e prazeres exuberantes, quais na antiga Roma antes da ruína total. E as ameaças de horror multiplicam-se através dos crimes hediondos, da banalidade do estupro, individual e coletivo, dos esportes de altíssimo risco, dos empreendimentos sórdidos.

Há, sem dúvida, grandes realizações ao lado da miséria moral, econômica e social, falando a linguagem inigualável da solidariedade, mas parece que se demoram em bolsões que não alcançam as multidões esfaimadas sob o acúleo de diferentes necessidades. Certamente, somos diferentes, temos diversificados pensamentos, o que é muito saudável. Nada obstante, por que ao invés de lutarmos uns contra os outros por causa da nossa maneira de encarar as ocorrências, não valorizamos tudo quanto nos identifica e trabalhamos em harmonia? Recentemente as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) firmaram tratado de paz com o governo, após mais de 50 anos de lutas fratricidas e um saldo de mais uma centena de milhar de assassinados de ambos os lados, raiando esperanças…

Neste mesmo período, a Grã-Bretanha, através do seu plebiscito, resolveu sair do bloco europeu, gerando grande dificuldade nos países do continente e ao próprio ex-Império, em cujas terras, em alguma época, o Sol não desaparecia. Os fatos têm demonstrado através da História que a união é a única maneira de sobrevivência dos seres humanos assim como das nações. Recentemente o Papa Francisco propôs que, ao invés de pedir-se desculpas aos homossexuais, deveríamos pedir-lhes perdão. A proposta é válida para o nosso comportamento antifraterno.

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 30-06-2016

Achou interessante? Passe um e-mail ou ligue para os  nºs  abaixo e comente, isso é muito importante para a permanência da coluna no referido jornal.

Central Telefônica: (71) 3340-8500
Redação:   (71) 3340 – 8800
Email – opiniao@grupoatarde.com.br

Comments are closed.