17 dezembro 2015
17 dezembro 2015, Comentários 0

Salvador – 13 Dez 15

Pela manhã, nas dependências do hotel onde o grupo encontra-se hospedado, foi realizada uma reunião de estudos sobre temas diversos com Suely Caldas Schubert.

Ao entardecer, o Dique do Tororó, bucólico recanto dos Soteropolitanos, engalanou-se para receber mais uma etapa do Movimento Você e a Paz, em sua 18ª edição. Presentes mais de duas mil pessoas, o evento contou com a brilhante participação do barítono Maurício Virgens, radicado na Alemanha, que apresentou belas interpretações, encantando os presentes. No palco estavam, entre outros, Emílio Salomão Pinto Resedá, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; e André Luiz Peixinho, Presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia – FEEB; e os oradores Ruth Brasil Mesquita, Marcel Mariano e Divaldo Franco.

 

O Movimento Você e a Paz visa a construção da paz interior, o desarmamento interno e o desenvolvimento do potencial de amor em cada criatura humana. Antes das exposições foi entoada a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, e a liberação de centenas de balões brancos, simbolizando a paz se elevando nos corações e mentes de cada participante desse magnífico evento.

Ruth Brasil Mesquita relembrou o testemunho do Apóstolo Paulo declarando que não delirava ao afirmar amar e defender o Cristo e seus ensinamentos, reafirmando: Não deliro, oh potentíssimo. Indagando se seriam as tragédias mundiais as únicas realidades do homem, a oradora questionou, também, se os seguidores do Movimento Você e a Paz estariam delirando, apostando na paz? Assim, apresentou vários exemplos individuais de sucesso na construção de um mundo melhor, mais humano, mais pacífico, solidário, libertando as pessoas da miséria alimentar e social, estimulando as mudanças em prol de um mundo pacífico.

Marcel Mariano, por sua vez, relembrou os últimos atentados terroristas ocorridos em Paris no mês de novembro, a grandeza das pessoas em não revidar o ódio e a violência, mas de amar aos que disseminam atos insanos. Com breve histórico, relembrou as perseguições aos cristãos iniciadas no ano 58 d.C. A mensagem de amor do Cristo, frisou, é de recuperação dos que estão enlouquecidos pelo mal, produtores de atos malignos. Convidou os presentes a não se deixarem abater ante a violência, mas ter atitudes pacíficas, deixando de se manterem aprisionados pelo medo, a semearem a gentileza, a ação pacificadora, amando, construindo a nova era.

André Luiz Peixinho destacou que a mensagem do Cristo é uma exortação para a construção de um futuro de paz, de amor incontinente. Todos os cristãos possuem um compromisso com Jesus, o de transformar-se em uma potência de paz, desenvolvendo um estado amoroso como lídimos seguidores do Cristo.

João Araújo, do cerimonial, prestou encantadora homenagem póstuma a Nilson de Souza Pereira – Tio Nilson, como era carinhosamente tratado, lembrando as suas ações extremamente pacifista e amorosa.

Divaldo Pereira Franco, o empreendedor do Movimento Você e a Paz, discorreu sobre a bela e comovente história vivida pela menina indiana Ananda, narrada no livro Muito Além do Amor, por Dominique Lapierre, escritor francês, filantropo. Dominique é autor, também, de Esta Noite a Liberdade, destacando a vida de Mohandas Karamchand Gandhi. Ananda, uma menina pária, que vivia garimpando objetos que pudessem ter algum valor nos corpos incinerados no Rio Ganges, na cidade santa de Benares, contraiu lepra. Expulsa de casa, sobreviveu ao ritual de tomar o veneno fornecido pela família. Vagou. Foi agenciada para prostituir-se. Evadiu-se, encontrou a religiosa, Irmã Bandona, uma das irmãs da Ordem de Madre Teresa de Calcutá.

Tornando-se uma das noviças da Ordem de Madre Teresa de Calcutá, e liberta da lepra, Ananda foi trabalhar em Nova Iorque/EUA atendendo os portadores de AIDS. Infectada por um deles, através de uma seringa com sangue, Ananda não desenvolveu a doença. Sua vida é uma mensagem de paz, demonstrando que cada um pode ser um expoente de paz.

O Movimento Você e a Paz solicita que cada um abrace o sentimento do amor, tornando a vida mais afável e generosa, praticando todo o bem possível. O amor é o edificador da vida. Há uma necessidade premente de se amar. Destacou o orador de escol que cada um, motivado pela história de Ananda, decida-se a falar de paz, a dar-se as mãos, a ser solidário. É necessário que cada qual viva a imortalidade, preparando-se desde hoje, manejando as ferramentas da paz, do amor. Destacando o convite de Jesus, que chama os trabalhadores para a sua vinha, Divaldo convidou os presentes a darem a sua contribuição, sendo mais amáveis no lar, na sociedade, construindo uma cultura de paz, envolvendo a todos nas vibrações do amor.

Mergulhados, todos, em dulcidas vibrações, Divaldo Franco narrou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Em uníssono, a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, foi entoada com entusiasmo, alegria e grande vibração. Após efusiva salva de palmas, muitos abraços e desejos de paz, o público foi se retirando do local levando nos corações os sentimentos elevados, e nas mentes os projetos de construção de um mundo pacífico, pacificando-se.

Texto: Paulo Salerno

Fotos: Jorge Moehlecke

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