Gráfica Alvorada

d-destaque-grafica-alvorada-B
Em fevereiro de 1949, a benfeitora disse-nos que a nossa tarefa é levar a mensagem através da palavra, mas ela gostaria de mandar cartas aos corações amigos que se lhe vinculavam através da história. E a palestra, naquele tempo, não alcançava muita gente. Foi quando ela então pediu que fôssemos reunindo as mensagens. Durante 15 anos eu psicografei e ela disse que eram experiências.

Um dia mandou que rasgasse tudo, porque aquilo eram experiências. Selecionou algumas e publicamos “Messe de Amor” em 1964, no dia 5 de maio apresentado no Ministério da Fazenda, então no Rio de Janeiro.

A partir dali, ela convidou vários espíritos amigos porque as suas mensagens são despretensiosas e levam consolo aos que sofrem, procuram decodificar a beleza da Doutrina Espírita para quem não dispõe de muito tempo para mergulhar o pensamento.

Mas aí os amigos espirituais foram chegando, fomos psicografando, reservando horários próprios, temos uma disciplina muito severa estabelecida por ela, nos horários compatíveis e agora já fomos além de 200 livros publicados, com 4 que estão no prelo, e mais de 8 milhões de exemplares vendidos em 16 idiomas.

Os direitos autorais foram cedidos à Mansão do Caminho, a maior parte, à Federação Espírita Brasileira, à Editora O Clarim, à Comunhão Espírita Cristã de Curitiba e a outras entidades. Demos 35 livros a diferentes entidades, incluindo a creche Amélia Rodrigues, de Santo André, em face do extraordinário trabalho que realiza.

Então, ela diz que o livro é um amigo silencioso sempre aguardando aquele que necessita de iluminação. E como a Doutrina Espírita, graças à Divina inspiração, torna- -se fundamental para o mundo a 18 de abril de 1857, com o lançamento de o “Livro dos Espíritos”, temos pelo livro um grande e profundo respeito, mesmo pelas mensagens mais modestas; elas podem ser simplórias, para quem já conhece, mas, às vezes, fundamentais para pessoas humildes como minha mãe, que era na Terra analfabeta, meu pai, que era um homem de poucas letras que aprendeu a desenhar o nome para votar nos idos que já estão no passado. Então, às vezes, uma página muito simples que as pessoas examinam e não lhe dão valor, uma página dessas é muito preciosa para quem não tem alguma. É como pão. Para os que têm a mesa farta, acepipes. Para aqueles que nada têm, a côdea de compaixão transformada em alimento.

Então, o livro é o alimento da alma. E o livro espírita, escrito por companheiros encarnados eminentes, como nós temos no Brasil e no mundo, que dedicaram a sua vida a essa tarefa de confortar e de libertar consciências, é credor de nosso maior respeito. O livro mediúnico trabalhado por companheiros sérios dedicados ao bem, que não estão muito preocupados com a sua imagem, mas em ser muito fiéis à Doutrina Espírita.