20 junho 2016
20 junho 2016, Comentários 0

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

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A cultura moderna imediatista e o comportamento humano apressado são responsáveis pela falta de lealdade em nossa sociedade. As redes sociais e outros veículos de notícias, com as exceções compreensíveis, têm contribuído para o exibicionismo narcisista, as fugas psicológicas dos conflitos para as apresentações fantasiosas, num insensato disputar pela fama, mesmo que se utilizando de recursos inadequados, quando não agressivos e vulgares.

Faz-se de tudo para tornar-se notícia, ser comentado, invejado… Em consequência, os relacionamentos sociais são ligeiros, sem profundidade nem significado, numa coisificação que se torna tormentosa, especialmente no que diz respeito ao prazer: fumo, álcool, sexo em desvario e drogas ilícitas. A correria desenfreada para as novidades não permite os relacionamentos afetivos que tenham significado e contribuam para a lídima união das criaturas, deixando-as sempre em suspeição, angústia e medo de serem descartadas quando menos esperam. A lealdade desaparece sob o véu da mentira e da malversação de valores éticos, produzindo insegurança e mal-estar.

Os sentimentos saudáveis, que constituem base de sustentação dos afetos, apresentam-se conflitivos, e suspeitas, fundamentadas ou não, passam a perturbar o equilíbrio mental, instalando desconfianças que terminam em lamentáveis discussões, separações e crimes lamentáveis… O culto ao ego e ao prazer substitui todas as outras formas de aquisição elevada, por proporcionarem resposta imediata, enquanto os deveres em relação ao Espírito que se é, são postergados para a quadra da velhice, ou para os dias severos das enfermidades, quando se esperam milagres inexistentes.

Jesus proclamou o amor como solução para todos os problemas, no entanto, eis que esse nobre desafio foi transformado em interesse subalterno. Aja sempre com dignidade mesmo quando aparentemente enganado, descartado, tendo a honra de ser você aquele que é vítima, aquele que ama.

Divaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 16-06-2016

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