26 outubro 2015
26 outubro 2015, Comentários 0

tio-nilson-2015Hoje, dia 26 de outubro, recordamo-nos, em especial, da data natalícia do querido Tio Nilson, grande apóstolo da caridade e inolvidável exemplo para nossas vidas. Amado Tio Nilson, sinta-se ternamente abraçado e sinta nossa gratidão em forma de júbilo.

NILSON DE SOUZA PEREIRA – Por Divaldo Pereira Franco
“Existem vidas que se notabilizam pelos atos de iluminação e de serviço em favor da sociedade. São heróis anônimos nunca aplaudidos, porque se esforçam para passar despercebidos, pois que os seus objetivos transcendem as convenções do mundo e se radicam nas profundezas dos sentimentos do amor a Deus, ao próximo, à natureza e, certamente, a si mesmos. (…)
Nilson de Souza Pereira foi, na Terra, um desses abnegados apóstolos da caridade e do esforço de autoiluminação.
Edificou com as próprias mãos uma obra extraordinária em Salvador, ao nosso lado, a Mansão do Caminho, elegendo o trabalho vigoroso, graças ao qual milhares de crianças, adultos, idosos e enfermos de todo porte têm podido, nos últimos 68 anos de sua abnegação, encontrar um pouso, um auxílio, o próprio futuro sob as bênçãos de Jesus através da Doutrina Espírita. (…) Todos aqueles que convivemos com o seu sorriso franco e a sua habitual gentileza, guardaremos as suas lições de dignidade e renúncia como roteiro de segurança para uma existência feliz.
Profundamente agradecidos, envolvemo-lo em saudades, gratidão, afeto, certo de que no Mais Além, continuará velando pela sua obra e cuidando de nós. Dir-lhe-emos apenas: Até logo, querido benfeitor!
(Escrito por Divaldo Franco e extraído do Jornal A Tarde, de 6.12.2013.)

 

Por um tempo…
Por João Pinto Rabelo

Andamos pelas ruas da Mansão do Caminho, estivemos no auditório do Centro Espírita Caminho da Redenção, olhamos com ternura os jardins, a Casa Grande, o lago, os espaços; conversamos com as pessoas e, em tudo, a presença da ausência, a sensação de vazio, a saudade!
Por que amamos as pessoas, perguntamos, e por que a presença delas se nos impregna sem que nos apercebamos?
Quando elas se vão, um quê não explicado, uma sensação de perda, um vazio não preenchido.
O Tio Nilson deixou em tudo um pouco dele próprio, em cada canto ou espaço.
Uma impregnação do odor pessoal que todos temos e que sem percebermos vamos semeando ao longo dos caminhos… nas terras do coração…
Queremos crer que quando Jesus pronunciou a Parábola do Semeador, de algum modo, Ele se referia, também, às pessoas, com suas terras férteis ou abundantes de espinheiros.
No sepultamento, no cemitério, em todos, a natural consternação, o desejo de manifestar o que não foi dito, como fizeram os muitos filhos da Mansão, os amigos, os gestos de amor não manifestos.
No ambiente do adeus, tinha-se a impressão de que Ele, atraído pelo magnetismo dos amores, voltava e, com um olhar de gratidão e carinho, alongou os braços e, dos olhos, uma lágrima triste… adeus.
Duas mãos ternas, suaves, níveas, pareciam a Ele se dirigir e, num gesto que somente as mães sabem ter, estreitaram-no no coração.
Enquanto se afastava, levado pelas asas da bondade, perguntamos-lhe: “Nilson, quando…” Ele voltou-se, olhou-nos e balbuciou: – Por um tempo!

(Artigo publicado na revista Presença Espírita jan/fev 2014 – ano XXXIX – nº 300

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