26 outubro 2017
26 outubro 2017, Comentários 0

Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2017
Bahia, 26 de outubro.

Abertura

No período noturno, com a presença de mais de 660 inscritos, a vigésima edição desse magnífico evento de caráter internacional, que mobiliza espíritas e simpatizantes, teve seu momento de abertura marcado pela homenagem aos 20 anos dessa grandiosa e bem-sucedida realização, iniciada em 1997 com 255 presentes. O dia do nascimento de Nilson de Souza Pereira, o Tio Nilson, 26 de outubro, quando completaria 93 anos de idade foi relembrado, homenageando-o carinhosamente. A beleza e a harmonia das músicas, belamente interpretadas, elevando o padrão emocional dos presentes, criou um ambiente de confortável equilíbrio.

Após cumprimentar e acolher os participantes, Divaldo Franco, falando sobre a temática do encontro, A jornada heroica da alma, deixou uma pergunta para ser respondida por cada participante até o final do evento: – O que te falta para tornar-se um herói? Fixando-se na mensagem do monte, as bem-aventuranças, o destacado médium e orador espírita frisou a comunhão de Jesus com Deus no alto da montanha, e a necessidade dos amigos para que se possa enfrentar as vicissitudes da vida, assim como Jesus se fez rodear de amigos naquele sublime momento, os seus diletos discípulos.

 

 

 

Moisés e Elias, o fardo e o jugo, o amor e a caridade são eventos magnos – personalidades e ensinamentos – que transformaram a humanidade, que nunca mais foi a mesma após a mensagem exemplificada pelo Mestre de Nazaré. Um dia não mais haverá lágrimas e dores, pois que o homem, vencendo a montanha dos desafios, das dificuldades, da solidão, comungará com Deus.

No mundo, Jesus viveu para o homem, amigo e solícito para com seus irmãos, conquistou os seus corações, jamais contaminando-se. Suas ações foram de acolhimento e esclarecimento aos desvalidos, aos sofredores, miseráveis e doentes da alma, aos cegos e leprosos, doando a sua paz, como só Ele pode dar. A Sua jornada foi heroica, tornando-se ponte para os necessitados de toda ordem. Encerrando esse primeiro momento, Divaldo suplicou ao Mestre a ajuda para carregarmos a nossa cruz afim de tornar-nos, também, heróis do amor, dulcificando-nos no trabalho em favor do próximo.

Convidando um quarteto de profissionais da área da saúde, Divaldo entabulou um esclarecedor diálogo, dirigindo perguntas que objetivavam respostas sobre a construção de uma jornada de um herói na atualidade. Cláudio e Iris Sinoti, psicoterapeutas; Patrícia, médica geriátrica; e Juan Danilo Rodriguez, médico de família e psicólogo, equatoriano residente em Quito, se esmeraram em definir o herói, suas dificuldades, a necessidade do amor e do autoamor, a contribuição espírita para a construção desse herói adormecido no imo de cada um, o autoconhecimento, livrando-o da ignorância de si mesmo, sendo chamado a entrar em contato consigo, encontrando a força moral para a construção do homem de bem, o homem da nova era.

O homem, ainda mergulhado nas sombras, isto é, na ignorância, principalmente de si mesmo, deve amar-se, libertando-se de suas marcas antigas. As doenças não devem se constituírem em propriedades dos que as possuem, mas, fazendo delas as amigas facilitadoras do equilíbrio e da harmonia. O autoencontro, o desenvolvimento da força interna para descobrir o amor a si mesmo, aceitando as ingerências da vida, o envelhecimento, são etapas que contribuirão para a construção do herói desejável. Possuir a consciência dos valores e qualidades éticas, desenvolvendo características humanas, colocando-as a serviço do bem, do amor, amando-nos uns aos outros, tornando-nos melhores hoje do que fomos ontem. Assim se constrói um herói.

Narrando o Poema Meu Deus e meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco encerrou a magnífica abertura do Encontro Fraterno, edição 2017, a vigésima, sob calorosos aplausos.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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