10 fevereiro 2016
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O Homem Integral, encerramento do 32º Congresso Espírita do Estado de Goiás.

Apesar do clichê, o 32º Congresso Espírita do Estado de Goiás, cujo tema de fundo esse ano foi o de “Educação com o Cristo”, encerrou suas atividades com chave de ouro.

E nem poderia ser de outra forma. O concorrido evento contou com a presença de Divaldo Pereira Franco que por mais de 2 horas discorreu sobre o tema “O Homem Integral”.

Para aqueles que imaginam que o tema escolhido para o encerramento nada ter a ver com o assunto principal vale lembrar que o conceito de homem integral refere-se, a um processo que tem por precípuo objetivo o aperfeiçoamento espiritual, a utilizar-se continuamente da educação.

 

De maneira segura e lúdica, referindo-se constantemente a fatos e exemplos, Divaldo deixa claro que não devemos confundir o homem integral com o homem perfeito, uma vez que os postulados Espíritas referem-se ao aperfeiçoamento moral e intelectual da criatura e não a busca da perfeição.

Iniciando sua narrativa pela evolução do psiquismo que transita do instinto para a razão culminado com o amor, Divaldo observa que nossa mais ancestral emoção é o medo.

Posteriormente aflora a razão e a criatura passa a ter a percepção da divindade e o vislumbre da continuidade da vida no plano espiritual. A cultura grega e os seus pensadores e filósofos intuíram esses fatos, enquanto que os egípcios a eles chegaram pelo intercâmbio mediúnico.

Divaldo discorreu, então, de forma segura sobre o conhecimento e a conscientização da realidade universal, como sendo os pilares de arrimo do homem integral. Aborda a seguir os níveis de consciência de Pedro Ouspensky:

1. Consciência de sono SEM sonhos (onde se demoram cerca de 90% da humanidade)

2. Consciência de sono COM sonhos

3. Consciência de Si mesmo.

4. Consciência Cósmica. (Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim. Gálatas 2:20)

Divaldo, magistral e didaticamente, ilustrou cada um desses níveis permitindo-nos a todos identificar aquele em que estagiamos, permitindo-nos, assim, estabelecer um programa pessoal de aperfeiçoamento.

Para abordar essa fase da conferência, Divaldo Franco cita, então, o pensamento de Huberto Rohden, filósofo e Teólogo brasileiro, da abissal diferença que existe entre os termos cristão e crístico.

O primeiro se refere a todo aquele que professa ou adota quaisquer uma das diversas denominações religiosas cristãs, enquanto que a segunda é aplicada somente àqueles que vivem e praticam os ensinamentos e a moral de Jesus, muitos deles sem sequer serem cristãos.

A partir desse foco Divaldo discorre sobre os inúmeros fatos da vida e dos exemplos de homem integral vivídos por Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma e a sua Satyagraha (um termo formado pelas palavras: Satya – Verdade – e agraha – Firmeza, constância). Ghandi sem ser cristão era, contudo, crístico.

De Ghandi – que afirmou amar o Cristo, mas temer aos cristãos – Divaldo salta para Martin Luther King Junior que inspirado por Ghandi em um encontro entre ambos, deu início à luta pela igualdade racial nos EEUU.

Nesse ponto da narrativa, Divaldo emocionou a todos quando das lutas de Martin Luther King saltou para o discurso do presidente dos EEUU Barak Obama do mesmo local onde teve início a luta pelos direitos civis.

Os aplausos demorados e em pé foram os mais eloquentes testemunhos da grandiosidade da apresentação.

Texto: Djair de Souza Ribeiro
Fotos: Sandra Patrocínio

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