4 março 2016
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XVIII Conferência Estadual Espírita
Pinhais/PR – 04 de março de 2016

Com o tema central, Construindo a Consciência da Imortalidade foi iniciada mais uma edição da Conferência Estadual Espírita que está sendo realizada no período de 04 a 06 de março de 2016, no ExpoTrade Convention Center, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba/PR. Contribuindo para a construção de uma compreensão sobre a imortalidade, os conferencistas Divaldo Pereira Franco, Alberto Almeida, André Trigueiro e Haroldo Dutra Dias estarão abordando temas sobre a consciência da vida espiritual, da imortalidade do ser humano.

Na abertura, Giovana Beira e Matheus Moretti apresentaram belíssimas interpretações musicais, encantando o público formado por cerca de doze mil pessoas. Esse magno evento da Federação Espírita do Paraná – FEP -, foi comandado por Adriano Lino Greca que em suas considerações apresentou breve resumo da história da Conferência Estadual Espírita, homenageando antigos e atuais participantes, destacando Divaldo Franco e José Raul Teixeira que participaram de todas as edições. Raul Teixeira está participando como convidado especial.

Na oportunidade, foi lançado a obra Vida e Valores, uma coletânea de textos selecionados do programa homônimo realizado com Raul Teixeira. Adriano Greca presenteou Raul Teixeira com um exemplar da obra.

Divaldo Franco, desenvolvendo o tema Estudos sobre a Existência de Deus, fez um breve relato histórico desde o Século XVII relativo à aceitação de Deus por parte de pensadores e cientistas daquela época, chegando mesmo a afirmarem que o homem não necessitava de Deus, substituindo-O pela lógica e a razão. As teorias de Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes e Johannes Kleper; do iluminista Voltaire, as do político e revolucionário francês Pierre Gaspard Chaumette; do matemático Jacob Dupont; a filosofia do pai do Positivismo, Auguste Comte; o pessimismo de Friedrich Nietzsche; de Lord Bacon, foram brevemente apresentadas, assim como as de Isaac Newton e outros.

No Século XX, destacou o surgimento do movimento hippie exaltando o materialismo, apregoando a morte de Deus, que a ética não tinha nenhum sentido, e que a família era desnecessária; do conjunto The Beatles; de Hanna Wolf; o ceticismo holandês; a filosofia utilitarista.

Destacando a existência de Deus, Divaldo apresentou a tese do Dr. Abraham Cressy Morrison, químico americano e presidente da Academia de Ciências de Nova Iorque, que desenvolveu sete razões pelas quais um cientista acreditaria na existência de Deus: a lei de probabilidades; a vida; os instintos dos animais; o fenômeno da vida com os genes e cromossomos; a inteligência/razão; o equilíbrio do ecossistema; e a imaginação.

A conclusão desse cientista americano possui pontos de contato com os ensinamentos espíritas, principalmente os relacionados com o conteúdo das perguntas e respostas de números 1 e 4 de O Livro dos Espíritos, onde os Espíritos Superiores afirmam que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas; e que a prova de sua existência está em um axioma aplicado à Ciência: todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.

O sentido ético da vida, destacou o Professor Divaldo, é o Amor, e todo aquele que ama possui alegria de viver. Sobre o Amor, Albert Einstein afirmava ser a força maior que rege o Universo; e que a Humanidade estava necessitando de uma nova bomba, a do Amor. Levando o público a uma reflexão, indagou: Como está a sua vida, o que fazes dela na Terra, ela tem uma meta, um ideal? Encaminhando para uma resposta, o notável expositor afirmou que a meta essencial é a imortalidade. O Amor é convivência, frisou. A força mais poderosa do mundo é o Amor, pois que Deus ama sempre.

Elevando o padrão vibratório e emocional do imenso público, Divaldo narrou a comovente história de Leland Stanford Junior e de sua família. Depois da desencarnação do menino Leland, a família fundou a Universidade Stanford, nos Estados Unidos, uma das mais importantes universidades no mundo.

Finalizando, conclamou ao cultivo da beleza da vida e a alegria de viver, por meio da adoção de um sentido psicológico profundo para a existência e da transformação moral para melhor. Encerrando a apresentação do Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, que se constitui em uma verdadeira prece, Divaldo Franco foi largamente aplaudido.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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