6 Maio 2018
6 Maio 2018, Comentários 0

Centro Espírita Caminho da Redenção, 06 de maio de 2018

Ilumina-te e, onde quer que estejas, não olvides de deixar sinais luminosos da tua passagem. (Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)

Com a presença do Presidente da Federação Espírita Brasileira, Jorge Godinho Barreto Nery e sua esposa; e do Presidente da Federação Espírita do Estado da Bahia, André Luís Peixinho e sua esposa, extraordinária programação se sucedeu. Neste ato foi lançado a Web TV Redenção, a TV do Centro Espírita Caminho da Redenção, levando mensagens e conectando os telespectadores ao bem. Após a abertura musical protagonizada por artistas musicais de escol, Divaldo teceu seus agradecimentos aos mais de mil e trezentos presentes, formado por caravanas de diversos Estados do Brasil, de Salvador/BA, e do Exterior, acrescidos de um incontável contingente de assistentes virtuais.

 

 

 

Apoiando-se no mito de Zeus e Hera, o esplendoroso conferencista Divaldo Franco, na exuberância de seus 91 anos de idade, conduziu os assistentes em uma grande aula em busca da felicidade, da plenitude, saindo das trevas para a luz. É a humanidade iniciando a sua caminhada, adquirindo conhecimento, emergindo para a sabedoria. Divaldo, um maestro de almas, regeu espetacular sinfonia de conhecimento apresentando a evolução antroposociocultural do ser humano, desvendando as diversas fases evolutivas, as comunicações primitivas através das expressões rupestres, as primeiras silabações, caracterizando o período primordial da criatura humana, o pensamento pre-mitológico. É o período bárbaro, onde o homem apenas se alimentava, matava e vivia.

Evoluindo, o homem sai da barbárie e entra na fase mitológica, a fase mágica, onde a imaginação é povoada de fantasias, podendo-se compreender que a função sexual é procriativa, porém, o prazer é da alçada do pensamento, novamente o mito Zeus/Hera. Para que se possa bem compreender a evolução do homem em sua própria história, Divaldo Franco toma a criança como exemplo, desde o seu nascimento, passando pela fase da adolescência e atingindo, finalmente, a fase adulta, onde age, ou deveria agir, sob o império da razão, da ética e da moral.

O bem é tudo aquilo que é conforme as Leis de Deus, é a ética do bem-viver. É a ciência do conhecer, do pensar, é a filosofia, é a linha moral de bem-proceder, eximindo-se, assim, de sofrer as consequências do mal-proceder. Avançando em sua escala ascensional, o homem desenvolvendo e vivendo em um caldo de cultura, passa a nutrir o pensamento racional, utilizando-se de um sentido ético e muito lógico, deixando para trás a fase do ser mitológico. Nesta fase surgem as primeiras construções habitacionais rudimentares, o aparecimento do comércio, o pensamento lógico.

As fases experimentadas pelo homem, desde a infantil, a adolescência e a da razão ensejam o desenvolvimento da arte de pensar, que tanto pode ser ética ou não. As crenças, o politeísmo, os sacrifícios aos deuses diversos e selvagens, vão ficando para trás e o homem começa a construir o seu momento ético com o surgimento da estética, conquistando aos poucos a luz. Após passar pelas diversas idades em que está catalogada a história do homem, a da pedra lascada, da pedra polida, do bronze, etc., surge, então, a ciência empírica.

Os Século XVI e XVII são os dos descobrimentos, o pensamento torna-se perscrutador e alcança a fase da tecnologia. O Século XVIII é o da era industrial, desponta a estética, a arte, a beleza que vai mudando na medida que o homem vai aperfeiçoando-se. A humanidade está saindo das trevas para a luz, a luz do saber, embora ainda não tenha atingindo o ideal. Os valores humanos vão se desenvolvendo e postos à serviço da humanidade. A fatalidade do ser humano é a luz. A missão do homem na Terra é a de viajar da sombra à luz, trazendo esse benefício, inclusive, para o Planeta.
Assim é o homem, sua primeira grande invenção, ou domínio, foi o fogo, e a segunda foi a roda. Nisso, tudo mudou.

A Terra passou a ser muito mais clara pelo uso da luz, a propensão é avançar cada vez mais para a luz, refletindo primeiramente nas habitações. Satélites ao redor do Planeta poderão captar a luz solar e distribuí-la para a Terra e, assim, as noites desaparecerão, por que nesse período, a luz captada seria disponibilizada para o lado escuro, o lado sombra. A conquista da cibernética eliminou as distancias, colocando o homem em contato virtual, embora distantes. É um momento em que a solidão se faz companheira assídua, embora esteja em presença física ou virtual com muitos.

Porém, mais significativa, e que merece maiores reflexões e trabalho, é a busca da iluminação interior de cada indivíduo. Sendo as somas de suas experiências, o homem é o construtor de seu futuro, ao passo em que recolhe a semeadura realizada no passado. Todo o esforço em prol da autoiluminação e da libertação da ignorância dá ao indivíduo as condições de uma vida digna e feliz.

O homem deve refletir sobre as suas experiências, sobre a história de suas vidas. Será que há em nossa intimidade muitas trevas? Quais são elas? Para alcançar respostas, ou refletir sobre como construí-las, Divaldo Franco narrou enriquecedoras histórias, facilitando a análise individual em graus comparativos. Apresentando a saga de Eunice Weaver (1902-1969) em atender os leprosos brasileiros e suas proles, e seus ingentes esforços para quebrar barreiras de preconceitos e descasos com os hansenianos. Ficou claro, na narrativa, a ação dos Espíritos desencarnados, que se
dedicando ao bem, legaram páginas de caridade legítima, de abnegação, de humildade e de persistência em alcançar os objetivos colimados. Não poucas vezes os olhos dos assistentes se encheram de lágrimas emotivas, aliviando a comporta da alma sobrecarregada. Outros personagens, fortalezas de caridade no trato com os leprosos, desfilaram na narrativa vigorosa do Arauto do Evangelho, grandes modelos de dedicação, solidariedade e acolhimento.

Destacou o nobre orador que o objetivo era promover uma reflexão sobre a luz penetrando em o indivíduo. Para tal indagou se haverá em nós muitas trevas a vencer em nossas intimidades? E a nossa treva, como vai a nossa sombra, o nosso ego, o nosso orgulho, a nossa presunção, esses estigmas que resultam do nosso processo evolutivo? Advertindo-nos, asseverou que a luz exterior está chegando. Jesus em nossas vidas dilui as trevas, facultando a iluminação interior.

Finalizando o alentado trabalho de semear conceitos, exemplos, e derramar fascículos de luz, Divaldo Franco encerrou o Workshop sob vigoro e demorado aplauso. O público, atendido em seus anseios, e recebendo as bênçãos que se derramavam do alto, ainda permaneceu no ambiente, permutando vibrações, conversando sobre sentimentos.

Devemos buscar a alegria nas coisas simples da vida, no cotidiano, amando sempre e em qualquer circunstância, nunca valorizando o mal, procurando, paulatinamente, vencer as nossas más inclinações, até que alcancemos a plenitude. (Divaldo Franco)

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Comments are closed.