10 janeiro 2016
10 janeiro 2016, Comentários 0

Encerrando o VI Congresso Espírita Paraibano em João Pessoa, na Paraíba que se realizou dos dia 8 a 10 de janeiro de 2016 o médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco proferiu, na manhã deste domingo, dia 10, o Seminário O Despertar do Espírito, no Teatro A Pedra do Reino, para mais de duas mil pessoas presentes e 35 mil que acompanharam pela internet que transmitiu, ao vivo, pela TV da FEB.

O seminário foi realizado em dois módulos e um intervalo.

Divaldo citou a obra “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada”, de autoria de Robert Fisher, e sugeriu a todos uma “viagem” interior, em busca da nossa realidade. Referindo-se à alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, que confrontou-se com os grandes conflitos da criatura humana como: o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, que toda a criatura humana tem: o ego e o Self.

 

Arquétipos , que são conjuntos de “imagens primordiais” originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo; marcas antigas porque todos nós temos conflitos de nascença mas também outros do insconsciente profundo, lembranças das encarnações. A problemática do ego que para Kardec era o egoísmo e “outros venenos” e da necessidade de lutarmos contra nossas tendências negativas (ego) e caminhar até o self, podendo, assim, nos transformar em criaturas humanas melhores, alterando nossa conduta moral até, um dia chegarmos a plenitude.

Em seguida, Divaldo analisou a estória do Cavaleiro da Armadura Enferrujada” de forma poética e com extraordinária capacidade de provocar mudanças profundas em nossas vidas nos revelando de forma simples, verdades de uma sabedoria profunda. O primeiro passo do cavaleiro na sua viagem iniciática e alquímica é também o nosso primeiro passo no caminho misterioso da Verdade e da Vida. Suscita a expansão da nossa mente e nos transforma, libertando-nos do egoísmo, das paixões e de todas as barreiras que nos impedem de nos conhecer e amarmos a nós mesmos.

Na estória, o cavaleiro mantem-se muito tempo vestido com sua armadura de ferro. Lutava contra inimigos reais e imaginários, salvando donzelas mesmo quando não queriam ser resgatadas. Corria para as cruzadas e não parava nunca. E embora casado com uma esposa fiel e poetiza, Juliet, e com um filho de cabelos dourados, Chistopher, eles pouco se viam. Quando Chistopher queria saber como era o pai, Juliet o mostrava fotografias.

O cavaleiro começa, então a ter dificuldades para comer, beber e dar abraços por causa da armadura e conversar com ele só era possível através da viseira fechada. Juliet pede que ele remova a armadura ameaçando afastar-se cada vez mais. O que não foi fácil, a armadura estava muito enferrujada, nem mesmo o ferreiro conseguiu.

O cavaleiro resolve afastar-se e faz uma viagem, conhece outros personagens, com os quais se relaciona e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. É quando descobre que tem que atravessar uma trilha e que vai se deparar com três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Precisou viver um pouco em cada um deles para aprender as lições e continuar sua viagem em busca de sua libertação.

Ele procura Merlin. Merlin é um mago, profeta e conselheiro do rei Artur, criador da Távola Redonda, símbolo dessa parte boa que encontramos no céu.

Que o mostra que a vida não é como a queremos mas que já está elaborada.

O cavaleiro vai então refletindo sobre a própria vida, conhecendo-se mais e passa a mudar seus pensamentos e comportamentos, e , com isso, a armadura, começa a cair aos poucos de seu corpo até que se vê totalmente livre dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro é também a nossa viagem em busca do autodescobrimento e de autoiluminação, nos libertando das máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.

Durante nosso processo evolutivo criamos tendências negativas, mudamos nossa própria natureza, passamos a usar máscaras que revelam a nossa personalidade, tudo em nome de convenções sociais, egoísmos, vaidades, ciúmes, invejas… Dessa forma perdemos a percepção de nós mesmos, com o nosso ser profundo, com a nossa realidade espiritual.

Divaldo ensina que precisamos todos fazermos essa viagem interior para que nos desarmemos! O conhecimento é a luz através da qual encontraremos nosso caminho, que somos Espíritos imortais e a grande dificuldade na busca pela felicidade é que a procuramos no lugar errado. O caminho da felicidade está

no Evangelho de Jesus e precisamos amar, vencendo os nossos medos e dúvidas,nos livrando de todos esses venenos, tirando o peso da culpa, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.

Divaldo menciona frases que marcam nossos corações como: …”A beleza salva o mundo, (da obra O Idiota de Dostoievski). Não devemos temer ou ter vergonha da beleza, da gentileza, da suavidade, da doçura e do amor. Ninguém mais suave que Jesus. A verdade é tão grandiosa que Jesus a nos deu por etapas, por parábolas. Lembremos dos nossos irmãos invisíveis. As dores são processos de purificação e não processos punitivos. Se sentirmos saudades, em memória daqueles, façamos aquilo que os fariam felizes”…

Divaldo encerrou o VI Congresso Espírita Paraibano parabenizando a Federação Espírita Paraibana pelo seu centenário.

Incansável, o Semeador de Estrelas retornou ao palco do Teatro A Pedra do Reino às 15h para receber carinhosamente a todos que fizeram uma fila interminável para receber o autógrafo nas obras do médium e tirar fotos. E depois ainda presenteou o público com mais uma brilhante e bem humorada palestra onde enfatizou a necessidade de educarmos nossas crianças, dando amor e exemplo e explicando como surgiu A Mansão do Caminho e também o

Movimento Você e a Paz que foi lançado oficialmente na cidade de João Pessoa. Concluiu pedindo que cada um de nós comecemos trabalhar a paz em nós mesmos e só assim mudaremos o mundo!

Fotos e texto: Maria Rachel Coelho

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