13 maio 2016
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Zurique, 13 de maio de 2016

Há 30 anos, Divaldo foi convidado por Andre Studer, fundador da Fundação G19 em Zurique, para proferir um seminário sobre o tema reencarnação. Com o êxito alcançado, Divaldo passou a comparecer na cidade, anualmente, em pentecostes, a convite da Fundação. Depois de alguns anos suas palestras foram levadas também aos Grupos Espíritas fundados na Suíça.
Em 2010, com a intenção de levar a mensagem espírita a um maior público suíço, em local neutro, fora dos centros espíritas, o médium baiano foi convidado para proferir uma palestra no Centro de Convenções e Eventos “Volkshaus”, em Zurique. A cooperação entre Valdemir Hass e a Associação Espiritualista “Lichtall”, com mais de mil associados, possibilitou atrair um grande número de suíços às palestras de Divaldo.
A cooperação solidificou-se e o trabalho tem crescido ano a ano.

No último dia 13 de maio, Divaldo proferiu sua quinta palestra naquele local, com o tema “A Imortalidade da Vida e a Busca da Felicidade”. O evento recebeu um público de mais de 450 pessoas, sendo grande parte de suíços, com expressivo interesse dos presentes pelos livros espíritas em alemão.

 

O tema foi introduzido com uma viagem ao início do Universo e da vida na Terra. Desde o fenômeno do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos, ao início da vida na Terra, na intimidade dos oceanos, a interrogação dos cientistas sempre apontou para o início de tudo, a causa inicial de todas as coisas. Antes do Big Bang, o que teria existido? Para os niilistas, seria o nada, mas para outra corrente científica, seria impossível admitir que o Universo inteligente seria resultado do acaso. Ademais, na atualidade, admitir-se-ia a existência de outro universo antes deste hoje conhecido. Com relação à vida física na Terra, as explicações sobre o seu começo e o seu desenvolvimento estariam presentes na Teoria da Origem e Evolução das Espécies, de Charles Darwin. Entretanto, prosseguiria a dúvida quanto ao antes e ao depois da vida física. E a própria observação do corpo humano, a sua formação e a sua fisiologia, levaria-nos ao questionamento a respeito de como uma máquina tão sofisticada e perfeita poderia formar-se e funcionar apenas por força do acaso. Esses questionamentos sempre interessaram à Filosofia, desde o período Pré-Socrático.

Conforme asseverado, somos seres imortais; nossa vida original e natural é a espiritual; do mundo espiritual viemos e para lá retornaremos após a existência física.

Sócrates, filósofo grego, teria referido-se à vida imortal, chegando mesmo a afirmar que era habitualmente orientado pelo seu “daimon”, isto é, pelo seu Espírito guia. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, que teve oportunidade de observar os fenômenos mediúnicos, elaborou a teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo, demonstrando a imperecibilidade do ser e a memória ancestral, ou seja, de existências anteriores. E a própria mensagem de Jesus, expressa naquilo que disse e em suas vivências, constituiria sério convite ao despertamento do ser com relação à sobrevivência da alma e às consequências “post-mortem” de suas condutas na Terra.

Por essa razão, segundo foi explicado, a doutrina do Cristo exorta-nos ao exercício do Amor em todas as suas expressões, sendo ele a lei maior e central de todo o código moral divino. Esse sentimento libertar-nos-ia de nossos conflitos e culpas, promovendo em nós o estado de saúde integral (físico, psicológico e espiritual).

Nesse sentido, o Espiritismo convidaria a todos para eleger a imortalidade como meta psicológica profunda da existência, nesta perspectiva da sobrevivência da alma e dos efeitos de nossa conduta na Terra no mundo espiritual, de maneira a vivermos no corpo de tal maneira a garantir uma posição de equilíbrio e feliz no além.

Divaldo recordou que para demonstrar cientificamente a continuidade da vida após o decesso, a Doutrina Espírita utilizou-se do processo de intercâmbio entre os dois planos da vida (físico e espiritual), a mediunidade, a fim de que fosse possível aos próprios “mortos” retornarem para expressar-nos suas experiências, alegrias, angústias, conquistas e fracassos, alertando-nos sobre o que está a nos aguardar no mundo invisível, a depender do que fazemos de nossa existência física.

A mensagem imortalista é de otimismo, esperança, alegria e amor, pois que dá-nos a certeza de que todos os nossos esforços de aperfeiçoamento intelecto-moral não são em vão, nunca se perderão no nada, e de que nossos laços afetivos nunca se rompem, unindo as almas para a eternidade.

Vivermos cada dia com a experiência que ele nos traz, no trabalho constante de autoconhecimento e de autoiluminação, com a certeza de nossa imperecibilidade espiritual, da continuidade da vida além da morte, das oportunidades infinitas de recomeço e burilamento por meio das reencarnações, sem, portanto, a necessidade de criarmos angústias e ansiedades, seria experimentar conscientemente o Amor e a Misericórdia de Deus por todos nós, vivendo a felicidade desde agora, ainda que atravessando os momentos difíceis da atualidade.

A conferência foi encerrada com uma exortação à alegria de viver, para que todos os que sofremos nunca nos esqueçamos da transitoriedade da existência física, de que todos os sofrimentos são passageiros e encerram em si um aprendizado para o Espírito e de que além das paisagens lúgubres das dores na Terra há beleza por toda parte, se tivermos olhos de ver, dependendo de nós prepararmos a nossa vida futura , após a desencarnação, amando aqui e agora, o quanto pudermos.

Texto: Júlio Zacarchenco com cooperação de Valdemir Hass.
Fotos: José Manuel

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