14 maio 2016
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Winterthur, 14 de maio de 2016

Na noite do último dia 14 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Winterthur, na Suíça, com a presença de mais de 200 pessoas.

A velha Palestina foi o cenário evocado para o início das reflexões da noite. Aqueles eram tempos difíceis. E o nascimento de Jesus seria o marco transformador da Humanidade.

Conforme explicou o médium, o messianato de Jesus foi todo marcado pelo profundo amor e pela misericórdia ofertados a todos nós, que foram bem expressos em sua mensagem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou…”; “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei…”. Era uma paz incomum, jamais encontrada na Terra até então, era uma paz transcendental. E esse imenso tesouro, Ele desejara ofertar-nos, sem aguardar nenhuma recompensa, nem mesmo a de amá-lo.

 

Foram recordados alguns fatos da vida do Cristo na Terra, como as diversas curas por ele realizadas, destacando-se a de Natanael Ben Elias, o paralítico de Cafarnaum, que voltou a andar. Mas também cegos, hansenianos, surdos-mudos tiveram seus males físicos por ele eliminados. De acordo com a narrativa de Amélia Rodrigues, constante da obra psicográfica de Divaldo e repetida por ele próprio na oportunidade, após um dia inteiro de socorro aos sofredores, com inúmeras curas , Simão Pedro teria retirado o Mestre do meio da massa e levado-o para descansar e refazer-se à beiro do lago. Ali vira Jesus chorar, indagando-lhe da razão do pranto. Talvez fosse por alegria decorrente do êxito das curas. Mas a resposta foi negativa. Era de tristeza mesmo. E então o discípulo foi esclarecido que os que naquele dia houveram recebido a cura física, estavam, naquele momento, criando maiores comprometimentos morais para si mesmos. Jesus, então, afirmara que a Boa Nova não se prestaria para trazer alegrias superficiais e que Ele não teria vindo para remendar os corpos dilacerados pela insensatez humana, pois que a mensagem divina era da realidade imortalista a ser vivenciada por todos, sem demoras.

Para dar uma ideia a respeito da grandeza de Jesus, em diferentes aspectos, Divaldo referiu-se a diversos pensadores e suas análises sobre o homem Jesus. Ernest Renan, filósofo e historiador francês, afirmou que Jesus foi um ser tão grandioso que não coube na História da Humanidade e dividiu-a em antes e depois dele. Jean-Paul Sartre, outro filósofo francês, descreveu Jesus como sendo um homem incomum. A Dra. Hanna Wolff, psicoterapeuta alemã, escreveu um notável livro no qual asseverou que Jesus foi o maior e melhor psicoterapeuta que já existiu no planeta. Em realidade, confirmou o conferencista, os ensinamentos de Jesus teriam antecipado em muitos séculos muitas descobertas das Neurociências, da Astronomia, da Psicologia etc.

De acordo com o explicado, a mensagem cristã perdeu sua força quando Roma tornou o Cristianismo a religião oficial do Estado. De perseguidos, os cristãos passaram a ser perseguidores. E a mensagem foi corrompida. Mais tarde, com o Segundo Concílio de Constantinopla, alguns pontos da doutrina cristã foram tornados heréticos, a exemplo da reencarnação, por questões políticas e pessoais. Fora uma longa jornada ao longo da História, com o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico, especialmente a partir do século XVII, passando pelo Iluminismo Francês, os ideais da Revolução Francesa, a declaração dos direitos e liberdades individuais, a fim de que, no século XIX, em cumprimento à promessa de Jesus, chegasse na Terra o Consolador, o Espiritismo, com o esforço coordenado de uma plêiade de Espíritos nobres, capitaneados pelo Cristo, e de Allan Kardec, alma de escol reencarnada para a tarefa de reunir os ensinamentos ditados pelos Benfeitores espirituais da Humanidade, organizá-los e torná-los, pedagogicamente, um código de conhecimento universal.

Conforme ressaltado, cientistas de grande peso, como Sir William Crookes, Charles Richet, Cesare Lombroso estudaram os fenômenos mediúnicos e, ante as provas incontestes, confirmaram os postulados da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos e da reencarnação.

Esse plano extraordinário elaborado no mundo espiritual e concretizado na Terra, sob a direção do Cristo e que fez surgir no planeta a Doutrina dos Espíritos, teve como objetivo trazer-nos a terceira grande revelação da Lei Divina para a Humanidade, oferecendo-nos o esclarecimento sobre as razões de nossos sofrimentos e o roteiro seguro para a libertação de nossas dores, físicas e morais, de modo a alcançarmos o estado de plenitude.

Divaldo concluiu suas reflexões declarando que a Nova Era já iniciou-se na Terra, mesmo que ainda envolta nos resíduos do período de provas e expiações, cabendo a cada um de nós realizarmos as tarefas do autoconhecimento e autoiluminação, de modo a construirmos uma nova sociedade, rica de bondade, amor, paz e beleza.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel

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