25 maio 2016
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Divaldo Franco – Roteiro Europa 2016 – Frankfurt, 25/05/2016

DIVALDO FRANCO NA EUROPA – 2016

Frankfurt, 25 de maio de 2016

Na última quarta-feira, 25, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Frankfurt am Main, Alemanha, com o tema “Cura e Autocura”.

O evento foi realizado na “DJH Jugendherberge Frankfurt”, com a presença de mais de 190 pessoas.

A dissertação foi iniciada com a evocação do pensamento de Protágoras, filósofo do século V a.C., que afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”, estabelecendo, assim, o princípio da relatividade da observação da realidade pelos seres humanos. Nesse mesmo sentido, 23 séculos depois do filósofo grego, Immanuel Kant falaria que a percepção da realidade varia de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.

Por isso, cada indivíduo teria uma relação muito particular com a realidade, percebendo os fenômenos exteriores e com eles interagindo de maneiras variadas. A Psicologia moderna, então, concluiria que somos o resultado de nossas emoções.

 

Essa introdução seria para esclarecer-nos que os estados de saúde e de doença e os processos de cura e autocura dependem diretamente de como percebemos a realidade (interna e exterior) e com ela interagimos.

Foi citado um trecho da mensagem “A Paciência”, do capítulo 9 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, que diz que “a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. A colocação, conquanto aparentemente estranha, adquire um sentido profundo, positivo e lógico à luz da reencarnação. Reconhecendo que já passamos por diversas experiências corpóreas e que cometemos equívocos que geraram-nos desarmonias psicológicas e energéticas, ficaria fácil compreender as aflições atuais como efeitos de nossos atos negativos do passado. Na atual reencarnação, teríamos a oportunidade de expungir as desarmonias espirituais e energéticas, reajustando as nossas emoções e eliminando as nossas culpas. A dor, dessarte, seria uma bênção na medida em que representaria a misericórdia de Deus a facultar-nos a chance de recomeço a nós outros que somos equivocados reincidentes.

O estado natural da criatura humana seria o de saúde, de equilíbrio. Mas, por causa de nosso raciocínio ainda mal orientado, de nossas emoções inferiores e do extravasar de nossas paixões, optando por prazeres negativos, resultado do ego, geraríamos em nós estados de desarmonia, de desequilíbrio.

A divindade teria criado um código de leis naturais perfeitas a manter o equilíbrio universal. Toda vez que infringimos essas leis, quebramos a harmonia e estabelecemos em nós o desequilíbrio, resultando no estado de doença.

A recuperação desse estado, conforme explicado, poderia ser facilmente alcançada por meio do exercício do Amor. Os resgastes de nossos atos infelizes não precisariam ser, necessariamente, pelo sofrimento. Jesus afirmaria que “o amor cobre a multidão de pecados”, deixando claro que a cura de nossos desequilíbrios e patologias pode ser obtida pelo amor, evitando-se o prolongamento de nossas dores. A Lei de Amor seria a base de toda a proposta filosófica e psicoterapêutica do Evangelho de Jesus.

Ainda sobre o amor, ele fora apresentado como a força mais poderosa do Universo. Albert Einstein teria assim afirmado, em uma carta à sua filha, dizendo-lhe que o amor seria uma força muitíssimo mais poderosa que a gravidade, o eletromagnetismo, a força quântica forte e a força quântica fraca.

Divaldo discorreu sobre a abordagem a respeito da saúde feita pelo médico cirurgião e cancerologista estadunidense Dr. Bernie Siegel, que teria asseverado que deveríamos desenvolver 4 tipos de fé como base para a nossa saúde: a fé em Deus, no médico, no tratamento e em si mesmo. Nessa mesma linha de pensamento, a respeito da cura e autocura pelo poder da mente e equilíbrio de nossas emoções, a Organização Mundial de Saúde teria proposto que cada indivíduo fosse o seu próprio médico e que sempre consultasse a própria consciência, para a eliminação de más inclinações e culpas e melhor condução de sua vida.

Foi apresentadas, também, as experiências e descobertas dos neurocientistas Dr. Michael Persinger e Vilayanur Ramachandran. A partir de imagens obtidas com tomografias com emissão de pósitrons, verificou-se que determinada região do cérebro humano produziria uma reação luminescente toda vez que a pessoa ouvia o nome de Deus, em qualquer idioma, sob qualquer designação. Essa área cerebral teria sido chamada de “o ponto de Deus”, demonstrando que somos seres que trazemos a divindade em nós, conforme afirmado por Jesus e confirmado pela Doutrina Espírita. A partir dessa descoberta, a Dra. Danah Zohar, física, iniciou estudos nesse campo e concluiu que o ser humano teria um terceiro tipo de inteligência, muito mais importante do que a intelectual e a emocional. Seria a inteligência espiritual, que diria respeito à forma como o indivíduo conecta-se com a transcendência e a sua realidade profunda (espiritual).

Na conclusão das reflexões acerca do binômio saúde-doença e da cura e autocura, Divaldo afirmou que temos de ter a consciência de que somos Espíritos imortais, construtores de nossa saúde ou do estado patológico em nós, mediante as ações, os pensamentos e as emoções que cultivamos, em perfeita obediência à lei de ação e reação. Dessa forma, seria ideal que procurássemos sorrir mais, fazer mais o bem, amar mais, sendo gentis e gratos, e , fazendo a viagem interior, eliminássemos os nossos conflitos, procurando superar as nossas más inclinações, tornando a nossa existência numa permanente primavera de amor, paz, esperança e sonhos.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

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