27 maio 2016
27 maio 2016, Comentários 0

DIVALDO FRANCO NA EUROPA – 2016

Bad Honnef, 27 de maio de 2016

No dia 27 de maio, pela manhã, o médium e orador espírita Divaldo Franco viajou de Mannheim para a cidade de Bad Honnef, ambas na Alemanha, para ali proferir um seminário de 2 dias.

Ao início da noite, como preparação para os trabalhos do fim-de-semana, realizou com as mais de 180 pessoas já presentes um estudo da mensagem de Jesus, recordando o “culto do Evangelho no Lar” ou, ainda, as reuniões entre os cristãos primitivos nas catacumbas.

Faziam-se representados, na ocasião, 17 países de diferentes continentes: Alemanha, Suécia, Suíça, Brasil, Luxemburgo, Espanha, França, Bélgica, Itália, Reino Unido, Áustria, Canadá, Polônia, Estados Unidos, Holanda, Portugal, Emirados Árabes (Dubai).

Após bela apresentação artística, Divaldo referiu-se aos encontros de Jesus com os corações amigos para orar, quando Ele falava do “Reino de Deus” e conclamava a todos para os esforços e as renúncias necessárias no trabalho de construção desse reino na Terra. Também foi comentado sobre o período difícil que a Humanidade enfrenta, de caos, de violências de vários matizes, de ansiedades e depressões, de sofrimentos profundos, e que as ondas mentais de teores negativos, face a tantas dores, cria uma psicosfera densa, perturbadora e danosa para os seres humanos. Aquela reunião, como qualquer outra oportunidade de orar, funcionaria, ainda, como um recurso de limpeza psíquica, mediante o qual as irradiações mentais nobres, de amor, paz e fraternidade, diluiriam aqueloutras de conteúdo negativo.

 

Lucas Milagre, trabalhador da instituição “Mansão do Caminho” e que acompanhava o médium nesse roteiro pela Europa, abriu, aleatoriamente, a obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e procedeu a leitura da lição contida no capítulo 7 (“Bem-Aventurados os Pobres de Espírito”), item 13, intitulada “Missão do Homem Inteligente na Terra”.

Em seguida, foi explicado que a população presente no local compunha-se, como sabido, dos encarnados e dos Espíritos livres do corpo físico, e que nem todos os desencarnados encontravam-se suficientemente desmaterializados a ponto de poderem usar a linguagem pura do pensamento como forma de comunicação, não prescindindo, então, da comunicação verbalizada e no idioma que lhes era familiar quando ainda estavam na Terra. Dessarte, Divaldo propôs que aqueles que fossem convidados a comentar a lição lida na oportunidade, falassem nos idiomas dos países que representavam.

Edith Bukhard (Suíça), Anne Sinclair (Reino Unido), Manuel Sunyer (Espanha), Xavier Llobet (Catalunha-Espanha), Regina Zanella (Itália), Zelina Poinsignon (Luxemburgo), Ilda Hans (Suécia), Gorete Newton (Suíça) e Júlio Zacarchenco (Brasil) apresentaram suas considerações sobre o texto nos seus respectivos idiomas: alemão, inglês, espanhol, catalão, italiano, francês, sueco e português.

Os comentários finais ficaram a cargo de Divaldo, que narrou a história de Upagupta, segundo o poema “Abhisar”, de autoria de Rabindranath Tagore. Upagupta era um monge budista. Seu mestre fora Sanavasi, discípulo de Ananda, que foi um dos principais discípulos de Buda. Na história, o monge vivia em peregrinação constante, a divulgar a mensagem budista. Quando encontrava-se em um campo em Mathura, adormeceu. Vasavdatta, uma linda cortesã da cidade, por ali passando, percebeu o monge dormindo. Encantada com a bela aparência do rapaz e seu magnetismo incomum, a jovem convidou-o para ir à sua casa. Mas ele recusou-se, dizendo, gentilmente, que naquele momento não poderia acompanhá-la e que, num futuro não muito distante, ele aceitaria o convite. Ela insistiu várias vezes, mas debalde. E saiu profundamente contrariada. Sete meses mais tarde, durante uma festividade na floresta, onde todas as pessoas da cidade reuniam-se, Upagupta, de passagem, foi além das cercanias da região e encontrou Vasavdatta severamente deformada por uma doença cruel, com pústulas que cobriam-lhe todo o corpo. Por causa da enfermidade, os moradores do vilarejo lançaram-lhe fora para além dos muros da cidade, para que não contaminasse a ninguém. Upagupta reconheceu-a e recolheu-a em seus braços para cuidar-lhe do corpo e da alma. A antiga cortesã, agora sem o esplendor físico, completamente deformada, indagou-lhe sobre quem era. E o gentil monge redarguiu: Vasavdatta, eis que chegou o tempo de buscar-lhe e estar contigo, sou Upagupta.

Com essa comovente narrativa, o médium elucidou sobre “os pobres em espírito”, do sermão do monte. Segundo sua palavra, a admoestação do Cristo referia-se à necessidade de esvaziarmos o ego para vivermos a plenitude do Self. Deveríamos esvaziarmo-nos das ambições, do orgulho, das vaidades, do egoísmo, e preenchermo-nos com ternura, afabilidade, paz, amor, paciência. Seria um esforço de superação das nossas más inclinações, para a aquisição de virtudes.

Vasavdatta, a cortesã, tinha as riquezas do reino de Mamom, vivia de ilusões e sofria do terrível vazio existencial. Quando as ilusões dissiparam-se e ela teve de enfrentar a realidade, Upagupta veio ao seu encontro, para oferecer-lhe a mensagem de redenção espiritual, a fim de que pudesse encontrar a alegria de viver e a plenitude. A sua mensagem era o Amor, porque somente o Amor é capaz de preencher o vazio existencial , conectando o ego e o Self.

As palavras finais desse encontro foram em versos, dentro de melodiosa e perfeita métrica, exortando a todos à vivência do Amor: “Agora! É o teu santo momento de ajudar!”

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel

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