24 junho 2016
24 junho 2016, Comentários 0

O Instituto de Desenvolvimento Humanitário o Semeador da cidade de Alphaville SP, escolheu o espaço Ópera Cristal para recepcionar Divaldo Franco e um público de 1.200 pessoas para o evento comemorativo dos 25 anos de sua fundação, na noite de 24.06.2016.

Divaldo Franco inicia suas considerações recorrendo ao filósofo e crítico cultural alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 — 1900) que escreveu o seguinte pensamento: Toda vez quando surge uma ideia nova ela passa por três períodos distintos:
1. Período em que é combatida tenazmente – NEGAÇÃO
2. Período em que passa a ser ridicularizada – ZOMBARIA
3. Período onde finalmente é aceita.

Com a Doutrina Espírita não foi diferente. Tão logo ela foi ganhando notoriedade pela seriedade de seus postulados, surgiram adversários gratuitos para combatê-la.
Teve início, então, a fase dos combates e perseguições não somente por parte das religiões dogmáticas cujos ataques eram previsíveis. As reações mais contundentes, porém, partiram dos meios científicos europeus.

Pierre-Marie-Félix Janet (1859 — 1947) psicólogo, psiquiatra e neurologista francês com importantes contribuições para o estudo moderno das desordens mentais e emocionais envolvendo ansiedade, fobias e outros comportamentos anormais foi o mais destacado entre todos que assestaram seus ataques contra a Doutrina Espírita, buscando atingir a mediunidade e, por conseguinte, invalidar todo o arcabouço dos coerentes e lógicos postulados da doutrina libertadora.

 

Em 1.889, Pierre Janet, publicou o livro L’automatisme psychologique: Essai de psychologie expérimentale sur les formes inférieures de l’activité humaine. (O Automatismo Psicológico – Ensaio de Psicologia Experimental sobre as Formas Inferiores da Atividade Humana)
O livro, em sua segunda parte, consagra inteiramente o Capítulo 3 para apresentar os resultados dos estudos dos diversos fenômenos espíritas (mediúnicos) chegando mesmo a elaborar capítulos sobre o Espiritismo (Resumo Histórico do Espiritismo e Hipóteses Relativas ao Espiritismo)

São, porém, nos capítulos finais que Pierre Janet busca ferir de morte a mediunidade afirmando que o fenômeno mediúnico é uma desagregação psicológica e que se explica como sendo uma dualidade cerebral (aquilo que sou versus aquilo que sonho ser).
A conclusão do eminente cientista é um golpe terrível para os médiuns e para a mediunidade: ” Os fenômenos ditos mediúnicos eram, na verdade, manifestações patológicas, doentias e se equiparavam aos distúrbios psiquiátricos como a esquizofrenia, a histeria e a epilepsia”.

Com a chancela da ciência, os médiuns passaram a ser tidos como possuidores de alienação mental.
Um rótulo amargo e terrível estava sendo colocado nos médiuns: A mediunidade é sinônimo de loucura.
O mais agravante é que Pierre Janet jamais houvera pesquisado e efetuado experiências com médiuns ou mesmo assistido a uma seção mediúnica. Seus estudos e conclusões basearam-se em trabalhos divulgados por outros pesquisadores.

Pierre Janet e outros que concordaram com essa tese sem sentido lógico sequer se deram ao trabalho de ler a questão que Allan Kardec formula aos Bons Espíritos em O Livro dos Médiuns, capítulo XVIII – Dos inconvenientes e perigos da mediunidade – Influência do Exercício da Mediunidade sobre a Saúde, item 221, 5ª questão:
Poderia a mediunidade produzir a loucura?
E a resposta é clara, lógica e taxativa.
“A mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen”.
Nesse ponto Divaldo Franco, mira a plateia que o ouve atentamente e esboçando um leve sorriso, faz um contraponto.
A postura desses pseudossábios capazes de tal acinte contra algo que nunca estudaram com profundidade, acabou por despertar o interesse de outros cientistas sérios como Alexandre Aksakof (1832— 1903) que publicou o livro Animismo e Espiritismo comprovando a legitimidade da Mediunidade.

Ao mesmo tempo, por toda a Europa, corriam notícias da realização de fenômenos mediúnicos extraordinário como o do médium escocês Daniel Dunglas Home (1833 — 1886) famoso por sua capacidade de mediunidade de efeitos físicos como a de levitar até várias alturas e a manipular fogo e carvões em brasa sem se machucar entre outras inúmeras. (vide detalhes no livro Daniel Dunglas Home – O Médium Voador, publicado pela Editora Bezerra de Menezes – EBM) ou ainda da médium italiana Eusápia Palladino (1854 — 1918) extraordinária médium de efeitos físicos cuja mediunidade foi objeto de pesquisas pelos mais renomados cientistas da época (Alexandre Aksakof, César Lombroso, Charles Richet) entre outros e ainda a não menos célebre Hélène Smith, pseudônimo de Catherine-Elise Muller (1861 ? 1929 ) que se tornou famosa pela publicação do livro “Des Indes à la Planete Mars” (Da Índia ao Planeta Marte) por Théodore Flournoy (1854 — 1920) médico e professor de Filosofia e Psicologia na Universidade de Genebra que estudara oir décadas sua mediunidade.
Para não ficar somente nos eventos históricos do século XiX, Divaldo Franco compartilha com os presentes o episódio da mensagem especular (escrita possível de ser lida pelo reflexo de um espelho) e em frances ditada pelo espírito Léon Denis durante o 4° Congresso Internacional de Espiritismo, realizado em 2.004 em Paris, França) e outro fato similar ocorrido na Alemanha nos anos 1980, quando a mentora Joanna de Ângelis, utilizando-se da sua mediunidade, enviou aos presentes mensagem, igualmente especular, em alemão clássico. E os fatos se seguiram em italiano e árabe.

Impossível que essas sejam ocorrências do subconsciente, pelo simples fato de que o médium desconhecia completamente os idiomas das mensagens psicografadas.
É falsa a afirmação de que o fenômeno mediúnico é consequência da dualidade cerebral.
Há somente uma única explicação: A imortalidade da alma e a possibilidade do intercâmbio entre ambos os planos da vida.
Passada o período da NEGAÇÃO a Doutrina Espírita experimenta a fase da ZOMBARIA, quando seus seguidores são tidos como pessoas menos esclarecidas, incultas, ralé e escória social em manifestações preconceituosas e discriminatórias.
Em verdade quem assim se posiciona revela um comportamento fomentado pela ignorância e profundo desconhecimento da Doutrina Espírita.

E finalmente o terceiro estágio: a ACEITAÇÃO conquistada pela lógica irretorquível de seus postulados, pela proposta magna de que fora da caridade não há salvação, pela leveza das interpretações dos ensinamentos de Jesus e acima de tudo pela consolação misericordiosa que nos proporciona a todos pela certeza de que a morte não existe, pela convicção maravilhosa de que nossos queridos que já voltaram à Pátria Espiritual vivem.
Bendita Doutrina que vem nos alertar de que devemos observar nosso próximo que transita ao nosso lado e que, no entanto, são “invisíveis” às percepções de nossos sentimentos, afeição e atenção.

Neste ponto, a emoção suscitada pelas palavras carregadas de vibrações dulçorosas de Divaldo vai abrindo passagem até chegar ao âmago de nossos corações.
Lágrimas incontidas afloram. O mundo se nos afigura mais belo enquanto que uma voz silenciosa repete amorosamente:
“Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e aflitos e eu vos aliviarei”

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro

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