22 junho 2016
22 junho 2016, Comentários 0

O espaço Golden House, na Capital paulistana, foi o local escolhido pelo Núcleo Assistencial Espírita Paz e Amor em Jesus para receber o público de 1.800 pessoas que se reuniram para ouvir a mensagem de amor e de iluminação trazida por Divaldo Franco na noite de 22.06.2016.

No clima psíquico de harmonia e de positiva expectação o médium orador Divaldo Franco deu início à palestra com seu carinho e competência habitual juntando os pensamentos filosóficos da antiga Grécia com os avanços recentes da Física e Astronomia.

Fala-nos de Protágoras ((490 a.C. — 415 a.C.) um sofista da Grécia Antiga, célebre pela frase: “O homem é a medida de todas as coisas” e de Anaxágoras (500 a.C. — 428 a.C.), filósofo grego do período pré-socrático que ao afirmar: “Cada parte contém o todo, sendo o todo a soma de suas partes” cria a corrente de pensamento conhecido como atomismo qualitativo cuja consequência imediata é a de ampliar os horizontes humanos mediante a substituição do pensamento existente dos quatro elementos constituintes da matéria de Empédocles (água, ar, fogo e terra) convertendo-os em uma infinidade de elementos qualitativamente diferentes e imutáveis que são como as sementes de todas as coisas.A partir dos pensamentos antigos Divaldo Franco os une à vanguarda do pensamento científico atual com a Teoria do Todo nome popular da Teoria da Grande Unificação, (TGU), esforço científico hipotético que (juntando a mecânica quântica e a relatividade geral) busca explicar e conectar em uma só estrutura teórica, todos os fenômenos físicos.

 

 

Com essa abordagem, Divaldo evidencia que a criatura humana é o resultado da somatória das suas próprias aspirações que vão sendo adicionadas umas às outras quais as sucessivas camadas de poeiras e sedimentos que vai cobrindo a superfície da Terra.Partindo da premissa de que a viagem de iluminação interior se alonga por um grande percurso, que deve ser vencido com sacrifício e vontade bem direcionada e tomando como referência o livro “Os Quatro Compromissos” do autor americano-mexicano tolteca Miguel Ruiz (publicado no Brasil pela Editora Best Seller) Divaldo utilizando-se de técnica oratória inovadora nos leva a uma viagem que tem início há 5.000 anos no seio da civilização Tolteca

Os Toltecas viveram há muitos milhares de anos e habitavam as regiões onde hoje se situa o México e em algumas áreas do atual Panamá.Vários filósofos e cientistas Toltecas se concentraram na cidade de Teotihuacán, com o propósito de estudar a sabedoria espiritual de seus antepassados que era encarada como uma fonte Divina de felicidade e amor demonstrando que a ética contemporânea é tão remota quanto a arte de pensar que um dia ergueu uma criatura do barro carnal e elevou-a às culminâncias do Universo, mediante a constatação de que a vida está vinculada a quatro compromissos morais e que a verdadeira felicidade é consequência daquilo que se pensa e depois daquilo que se emite (verbal ou graficamente).

Os Xamãs Toltecas elaboraram um método permitindo ao povo assumir uma nova postura na vida mediante o desenvolvimento de um novo comportamento onde as pessoas deveriam assumir quatro compromissos em todas as atitudes na vida para consigo, com o próximo e para com a Força Geradora.

E Divaldo enumera os compromissos:
1. SEJA IMPECÁVEL COM A SUA PALAVRA.
Sendo o primeiro compromisso entende-se ser o de maior importância uma vez que a palavra é o mais poderoso instrumento que possuímos, e tanto pode ser usado para nos escravizar ou nos expressando nosso poder criativo. É na palavra que está centrada a nossa estrutura ético-moral (A boca fala do que está cheio o coração. Jesus- Mateus 12:34).

A palavra tem uma importância inimaginável, pois pela força do verbo materializamos nossos pensamentos e estes, uma vez materializados, nos trarão benefícios ou prejuízos, e igualmente todos que nos ouviram. A palavra não é apenas um som ou um símbolo gráfico ou pictórico que se lê.

A palavra exprime força, energia e tanto constrói como destrói.
Jesus, Modelo e Guia da humanidade atento a isso nos ensinou:

Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna. Mateus 5:37
Jesus já deixava muito claro que somente possui a palavra impecável, aquele que tem uma vida impecável e igualmente refletida na frase: “Pensar corretamente, falar retamente e agir com correção” do príncipe Siddhartha Gautama, o Buda

E ilustrando a importância do falar e agir impecavelmente, Divaldo Franco narra a história extraída da tradição da Grécia antiga, na qual um poeta desvela em praça pública a conduta venal e ignominiosa do tirano de Siracusa.
Incomodado com as afirmações do poeta, o tirano o encarcera condenando-o à morte a ser cumprida em uma semana.

Diante da condenação o poeta pede ao tirano que lhe permita despedir-se dos seus pais e família desde que outra pessoa ficasse no seu lugar na prisão, assegurando, assim, seu retorno.
Um amigo do poeta concorda e substitui-o no cárcere, para que o quase irmão possa despedir-se de seus queridos.

Chegando o dia da execução e não tendo retornado o poeta, o tirano mandou executar o amigo que o substituíra e enquanto a multidão se aglomerava para assistir o ato zombando daquele que houvera confiado na palavra do amigo, eis que chega o verdadeiro réu para assumir a pena que lhe fora imposta.

Diante evidenciando que o pensamento correto, manifesta-se no reto falar resultando na ação com correção.
O tirano, venal e corrupto, confrontado com a retidão das palavras e a correta ação do poeta decide por perdoá-lo.

Ligeira pausa e Divaldo Franco discorre sobre o segundo compromisso:
2- NUNCA TOME PARA SI AQUILO QUE É DIRIGIDO PARA OS OUTROS E NÃO TIRE CONCLUSÕES SOBRE NADA:

Temos o impulso atávico de tirar conclusões sobre tudo que nos chega à percepção. Trazemos, com isso, o objetivo classificar e arquivar os acontecimentos.
O risco está no fato de que muitas vezes consideramos verdadeiras ocorrências e observações que nem sempre estão bem alicerçadas ou compreendidas.
A conclusão equivocada passa a ser considerada como “verdade” e, então cristalizamos nossa opinião de aquilo que pensamos é verdadeiro e tiramos conclusões sobre o que os demais fazem.

Logo em seguida Divaldo nos brinda com o terceiro compromisso:
3- NÃO LEVE, NUNCA, A MÁGOA DENTRO DO SEU CORAÇÃO.

Não permita que a mágoa faça morada no seu íntimo, pois a mágoa mata, pois acabamos por somatizar a mágoa e os ressentimentos tornando-os tóxicos corrosivos a dilapidar nossa saúde, nas formas de alergia, complicações gástricas.
Não leve em consideração os comentários, e ofensas dirigidos a você, sem analisar antes, e não leve nada para o campo pessoal.

Quando consideramos no campo pessoal, é porque – psicologicamente – de alguma forma estamos concordando com aquilo que de nós está sendo dito.
Temos o hábito de considerar os fatos pelo lado pessoal em função da excessiva importância pessoal que nos damos e passamos a considerar que tudo o que se sucede ao nosso redor tem a ver conosco.
Na realidade os pensamentos, palavras e ações dos demais refletem somente a forma pela qual os outros entendem o mundo e nada tem a ver conosco.
Psicologicamente, quando alguém te agride ou ofende, equivale a ele estar olhando num reflexo de espelho.

Dessa forma o agressor dirige ao agredido um defeito que existe nele próprio. Se ele desconfia de você é porque é capaz de praticar a mesma imperfeição.
Devemos nos esforçar para nada levarmos pelo lado pessoal, nem as agressões e nem, também, os elogios. Quando lograrmos ver as pessoas como elas realmente são, sem nos abalarmos emocionalmente pelas suas ações, não seremos feridos pelo que se digam ou façam.

Daí a insistência do Mestre Galileu em nos ensinar que deveríamos perdoar não 7 vezes, mas setenta vezes sete vezes, sempre sem cessar.
O perdão é uma forma de entender a miséria moral do nosso próximo.
O perdão não é esquecer aquilo que nos feriu, mas sim NÃO devolver na mesma moeda.

E após uma breve pausa Divaldo aborda o quarto compromisso:
4- QUANDO VOCÊ FIZER ALGO, FAÇA-O MUITO BEM, DANDO SEMPRE O MELHOR DE SI.
Nossas ações devem ser realizadas sem esperar qualquer recompensa, posto que temos o hábito de esperar o reconhecimento pelas nossas ações e quando este não nos chega no prazo que ansiamos, nosso ímpeto e dedicação vai diminuindo de intensidade, portanto, não aguarde recompensa por agir corretamente.

Simplesmente faça o seu melhor e assim a sua satisfação interior será a sua maior recompensa.
Para concluir a exposição Divaldo nos convida a considerarmos nossas ações junto dos “invisíveis” que pululam à nossa volta.
Normalmente damos o agasalho ou o cobertor para o desabrigado, mas raramente o abraçamos. A campanha do agasalho é uma oportunidade para exercitarmos o nosso melhor, indo além daquilo que nos pedem.

Dar o seu melhor é ser feliz desde já.
No semblante daqueles que se retiravam podia-se concluir que refletiam sobre as palavras de Jesus, relatas por Mateus no capítulo 5 versículos 41 e 42:

“…E se alguém quiser tirar-te a túnica, deixa que leve também a capa. Se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir e não te desvies de quem deseja que lhe emprestes algo. Ame os que te odeiam”

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro

Comments are closed.