4 novembro 2017
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Divaldo Franco no Rio Grande do Sul
9º Congresso Espírita do Rio Grande do Sul
Porto Alegre, 03 de novembro de 2017

Divaldo Franco, voltando a participar intensamente do excelente Congresso Espírita do Rio Grande do Sul, atendeu inúmeras pessoas concedendo autógrafos, dialogando rapidamente, estampando sempre um belo sorriso, a despeito das fortes dores que experimenta por uma problemática no nervo ciático. Seu exemplo é comovedor, com sua bonomia característica, sinaliza aos atentos observadores que o próximo vem sempre em primeiro lugar, antes mesmo de si.

Concluída a etapa dos autógrafos, que se estendeu por duas horas, Divaldo foi entrevistado pelo Jornal Zero Hora e pela FERGS-TV. Ao jornal falou sobre as suas impressões a respeito das dificuldades em as pessoas agirem com mais amor nas relações, pelo pouco aprofundamento do autoconhecimento. Apesar das imensas dores que atingem a humanidade há, na atualidade mais ações voltadas ao bem, e uma busca por valores nobres, enriquecendo a vida, buscando a paz, sentindo-se feliz pelas realizações íntimas, vivendo com dignidade, servindo sempre, doando-se ao seu semelhante.

 

 

 

Para a FERGS-TV Divaldo falou sobre a violência e o amor, as tecnologias de comunicação interpessoais, os laços familiares corpóreos e os espirituais, o diálogo familiar e os reajustes entre seus membros. Como solução definitiva para a construção de núcleos familiares saudáveis e fraternos, cooperativos, será necessário o desenvolvimento do amor. Outros tópicos giraram em torno da esperança, da felicidade, do autoconhecimento, da aceitação das ocorrências da vida, em qualquer sentido, da livre opção entre a valorização da dor e o viver em estado de felicidade.

Na roda de conversa entre Gabriel Salum, Presidente da FERGS e Divaldo Franco, ficou evidente a necessidade de o homem alcançar a espiritualização. A espiritualidade transcende as religiões e o espiritualismo. Há no homem um gene divido, é a presença de Deus no ser humano, que vem sendo desvendado pela ciência. O esforço no trabalho, quando realizado com alegria, preenche qualquer vazio existencial. Na atualidade a família passa por dificuldades, o diálogo entre seus membros desapareceu e os filhos, em muitos casos, tornaram-se a segunda opção dos pais, que para suprirem a ausência dão-lhes coisas, esquecendo-se de que o principal é doar-se aos filhos, educando essas almas.

O espírita não pode descurar-se de seus filhos, devem apresentar a Doutrina Espírita para eles, dando-lhes uma oportunidade para espiritualizarem-se. Outro ponto foi a abordagem com relação ao uso de álcool e fumo, condenáveis em qualquer circunstância, destacou o nobre conferencista, pelos efeitos que produz naquele que consome e nos demais, em decorrência de seus desdobramentos. Com relação a preocupação aos valores amoedados, o dinheiro, o esforço em obtê-lo, não deve ser uma preocupação primária, mas secundária, tendo em vista que se a obra, o trabalho que se realiza possuir o selo divino, os recursos aparecerão. O dinheiro possui uma importância relativa, os indivíduos necessitam de paz, de simplicidade, de amor, de caridade. Os espíritas devem dar-se mais ao próximo, sorrindo, falando do evangelho, de Jesus, da imortalidade.

Divaldo destacou que na abertura do congresso estavam presentes os ex-presidentes da FERGS e outros abnegados Espíritos, bem como outros benfeitores que derramaram energias salutares sobre os presentes. Ao narrar a presença de diversos Espíritos, Divaldo destacou que eles estão preocupados com a união dos espíritas, sob pena de despedaçarmo-nos, abatidos pelo vendaval. Unir-nos para que as forças do mal não avancem mais. Foi um apelo aos dirigentes das instituições espíritas do Rio Grande do Sul, para que se quebre os pontos de vista, estabelecendo o único roteiro seguro, o da Doutrina Espírita, iniciando na própria casa espírita. Esse congresso espírita, dizem os Espíritos, deve ser o fundamento de uma nova era, tendo em vista que entidades perversas se uniram na erraticidade inferior para combater os espíritas e abater o trabalho do Cristo. É necessário estar vigilante, pois que se trata de uma verdadeira guerra.

Informou Francisco Spinelli, Espírito, naquela singela roda de conversa, que a grande luz parte do Sul para as alturas, lembrando o Pacto Áureo de 05 de outubro de 1949, num esforço para a unificação de todo o Brasil em torno dos postulados doutrinários. As forças ululantes se batem contra os cristãos novos. Os espíritas necessitam estar unidos para resistir.

Após o breve e frugal almoço, Divaldo voltou a atender o público, disponibilizando-se para os autógrafos, para os cumprimentos, para um rápido diálogo acolhedor e orientador.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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