7 abril 2016
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Divaldo Franco no Rio Grande do Sul – Pelotas – 07 de abril de 2016

Pelotas/RS

07 de abril de 2016

Divaldo Franco, em chegando ao Theatro Guarany, local da conferência, foi entrevistado por Fernanda Puccinelli, da TV Cidade – Pelotas. Foram abordados assuntos como os resultados alcançados pela Mansão do Caminho, obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção; as migrações atuais; a brasilidade e a miscigenação; a crise e sua possível solução; o encantamento de Divaldo por Pelotas, entre outros. Divaldo deixou uma mensagem de otimismo, dizendo que vale a pena viver e amar.

 

Em uma promoção do Conselho Regional Espírita da 5ª Região da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, e estando presentes várias caravanas vindas de 22 cidades da região, de três Estados e de três países, Divaldo situou o público, estimado em 1.500 pessoas, lembrado o caráter impermanente da vida e das situações que o homem experimenta em sua jornada evolutiva. Ora se percebe harmônico, feliz, e inesperadamente se identifica em uma situação perturbadora.

Detentor de conhecimentos científicos de alta tecnologia, propiciadores para investigar as micropartículas e o macrocosmo, o homem hodierno ainda não foi capaz de penetrar em seu próprio âmago, conhecendo-se, compreendendo-se, bem como a própria sociedade em que vive, embora exteriorizando sentimentos de compaixão, de solidariedade.

Uma gama de excelentes pensadores, ao longo da história da humanidade, tem propiciado aos indivíduos o desenvolvimento de um maior grau de lucidez. Experimenta situações aflitivas e infelicita-se. Por outro lado, o desenvolvimento de valores internos oferece ao homem a plenitude. É nessa criatura paradoxal, destacou o nobre conferencista, que Deus está erguendo o santuário da paz, da felicidade.

Divaldo Franco, inspirado como de hábito, narra com sentida emoção uma história de amor e de superação. Archibald Joseph Cronin, escritor escocês, era formado em Medicina. Na sua atividade de recém-formado médico, e desejando fazer o bem, escolheu uma noite por semana para auxiliar as crianças órfãs e desafortunadas. Após procedimento cirúrgico bem-sucedido, com o auxílio de uma enfermeira igualmente inexperiente, foi surpreendido pelo óbito de sua pequena paciente que sofria severa doença respiratória.

A enfermeira, que deveria ficar de vigília toda a noite, dormiu. A pequena paciente havia inadvertidamente retirado a cânula pela qual respirava. O médico fez um relatório ao órgão fiscalizador da profissão, responsabilizando a enfermeira recém-diplomada. Algo fez com que o médico não entregasse o seu relatório, denunciando o ato praticado pela enfermeira. Passaram-se os anos. Um artigo de jornal despertou a curiosidade do escritor. Buscou averiguar e localizar a mulher que levava o epíteto de o Anjo da Noite.

A vida para uns é mansa, para outros é severa. O Anjo da Noite cuidava de crianças órfãs. Velava pelo sono de seus pacientes. Não dormia. Resgatava vidas por causa daquela vida. A enfermeira redimia-se perante a sua própria consciência. O escritor e médico pode constatar que um gesto baseado na ira pode aniquilar uma existência, mas se o gesto for alicerçado no amor pode salvar inúmeras vidas.

Jesus Cristo veio trazer a esperança. Ensinou o amor para que a vida tivesse um significado. Suas doces palavras embelezam a vida, fortalecendo todo aquele que Nele crê. Quem aprende a amar não necessita perdoar, pois que não se ofende. Na marcha da humanidade há situações e episódios lamentáveis, mas há, também, fatos de grande relevância e significado, desde grandes cometimentos, até os singelos que produzem seus efeitos no amor, e são significativos aos que experimentam amar, tanto quanto aos que são amados.

O orador de escol destacou a singeleza de o Evangelho do Cristo, as promessas da vinda do consolador, a lição inigualável e amorosa de Francisco de Assis e os mártires cristãos. A verdadeira felicidade é quando o indivíduo imola suas imperfeições em favor do próximo. Francisco de Assis preparou o século XVI para que a religião se apartasse da ciência. No século XVII o homem se libertou da fé para encontrar a razão. No século XVIII a razão libertou a criatura humana. No século XIX as luzes da ciência desceram à Terra como catadupas de estrelas e o ser humano abandonou a matéria para entrar nos arcanos divinos. Nos séculos XX e XXI o ser humano viaja em bólidos espaciais para o infinito das dimensões das galáxias, porém não alcançou a mesma evolução de natureza moral, porque não conseguiu dosar com equilíbrio a razão, a bondade e a ternura.

O Espiritismo apresenta a imortalidade de forma inigualável, oferecendo ao homem o caminho mais suave para alcançar a plenitude. É necessário possuir coragem para amar. O ódio é o amor que enlouqueceu. Em o amor encontra-se a chave para a plenitude. A atualidade é de crises. Crise pessoal, nacional e internacional. É importante não se deixar abater e se contagiar com cargas energéticas negativas advindas das crises. O amor deve ser experimentado sem reservas, com entrega total, amando-se e amando ao próximo.

Finalizando, afirmou que as experiências até agora colocadas em prática não deram certo. Experimentemos, pois, ensinou o Professor Divaldo Franco, o amor. Cada um deve estar atento para descobrir os invisíveis da sociedade humana. São os desvalidos, os marginalizados de toda ordem, os indigentes, os que experimentam aflições ocultas. A proposta de o Evangelho de Jesus é estender as mãos aos invisíveis, utilizando-se dos ensinamentos da Doutrina Espírita e seus postulados libertadores. Com o Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a notável conferência sendo aplaudidíssimo, estando o público de pé.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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