31 agosto 2017
31 agosto 2017, Comentários 0

Persista! O amor é a única razão para viver. (Divaldo Franco)

Divaldo Franco é um homem incomparável. Enfrentando uma problemática em o nervo ciático, o que lhe provoca dores acerbas, desconforto para andar e sentar, atende com bonomia e alegria aos que se lhe acercam, desincumbindo-se de seus compromissos agendados. Sem deixar que os circunstantes percebam suas dificuldades, aqueles que o acompanham na intimidade sabem o quão sacrificante é o esforço que realiza para atender a sua agenda, sempre muito solicitada.

Na noite de 31 de agosto de 2017, realizando o minisseminário “Seja Feliz Hoje” no Teatro da FEEVALE, em Novo Hamburgo, encerrou uma jornada iluminativa que se iniciou em Florianópolis, passando por Lages e Chapecó, em Santa Catarina; e Frederico Westphalen, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, acolhendo almas aflitas, enxugando lágrimas e levando a alegria de viver, com otimismo e esperança, estendendo suas generosas mãos em nome do Cristo, pois que, saindo a semear a semente do amor, lança-as à todos os tipos de solos, indistintamente.

 

 

 

Juan Danilo Rodríguez, espírita equatoriano, profissional da área de saúde humana, fundou o primeiro Centro Espírita do Equador, em Quito e também a Fundação Luz Fraterna, dedicada ao tratamento da síndrome autista, e querido amigo de Divaldo Franco, acompanhou todas as atividades realizadas nesse périplo doutrinário, percorrendo sete cidades nos dois estados sulistas. O Dr. Juan é autor do livro Alliyanna, já traduzido ao português, voltado ao atendimento aos portadores de autismo.

Em uma breve intervenção, antes de iniciar a atividade programada propriamente dita, o Dr. Juan apresentou a saudação dos espíritas de Quito, dizendo que está tendo a oportunidade de conhecer e aprender sobre o movimento espírita brasileiro, externando que, em chegando o encerramento dessa jornada iluminativa, já sente saudades do convívio com os espíritas do Brasil, a quem é muito grato.

Divaldo Franco, o Trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, apresentou seus primeiros toques suaves nas almas presentes falando dos filósofos e suas filosofias, da educação e da ética, todos tentando decifrar a felicidade para compreende-la. De Plutarco a Allan Kardec, passando por Sócrates, e detendo-se em Jesus, o orador por excelência falou muito mais aos corações do que às mentes, sensibilizando o ser que se debate ante os afligentes eventos de vida, onde o homem é o seu próprio predador.

Educar é mais fácil do que reeducar, sentenciou, traçando um paralelo entre um passado não muito distante com o desvario com que o homem moderno, materialista, vive na atualidade, perdido de si mesmo. Agindo cada qual conforme seus hábitos, esquece-se de que a vida requer atos de solidariedade, de amor ao próximo e a si mesmo. A família, primeira célula da sociedade humana é laboratório divino, onde a reencarnação aproxima a todos, afins ou não, e, como repositório de energias divinas deveria ser a promotora da alegria de viver, da saúde emocional, do desenvolvimento dos bons hábitos, educando os filhos que Deus confiou aos pais atuais.

Apresentando a história de Creso, o poderoso e riquíssimo Rei da Lídia, deixou claro que a felicidade não está nem na juventude, nem no poder, nem mesmo está na riqueza, porque são eventos passageiros na vida dos homens. Creso imaginava-se a criatura mais feliz, porém, com uma ponta de dúvida, buscou Sólon, um dos sete sábios daquela época, indagando-lhe se poderia se considerar o homem mais feliz.

Em seu trono de ouro, coberto por um manto cravejado de pedras preciosas, investido de um poder magnífico, Creso soube por Sólon que para alguém se considerar plenamente feliz seria necessário aguardar a última cena, tendo em vista que a vida apresenta muitas surpresas. Hoje, talvez, sejas feliz, mas amanhã, quem saberá?, acrescentou o sábio. Mais tarde, Ciro, o conquistador persa, derrotou Creso, dominando a Lídia. Creso, assim, sem juventude, riqueza e poder, compreendeu as palavras de Sólon, percebendo que a felicidade é composta de momentos felizes, não permanentes, mas que analisados ao cerrar as cortinas da vida, o balanço poderá apresentar variações entre o positivo e o negativo.

Problemas, sofrimentos e tristezas fazem parte da vida, por ser dinâmica. A verdadeira felicidade, portanto, é saber administrar a tristeza, não lhe permitindo obscurecer a alegria de viver. A felicidade é algo que trabalhado no presente, conforme seja administrado o momento, produzindo ações, materializando os pensamentos, se concretizará no futuro, compreendendo o ensinamento do Mestre Galileu a sinalizar que a felicidade não é deste mundo.

Ser grato à vida, compreendendo que momentos bons e ruins são fragmentos necessários para o desenvolvimento de uma vida de equilíbrio, de gratidão, do reconhecimento de que se colhe os resultados dos atos praticados, bons ou maus, ou da omissão. Insistir, persistir e continuar no caminho do bem, do amor, do perdão, da fraternidade, da solidariedade conduz a criatura humana a fruir a felicidade agora. Persista, porque o amor é a única razão para viver, sentenciou Divaldo.

Seja, desde já, o mensageiro da esperança, da paz e do amor, desfrutando a felicidade. Todo o ser humano merece ser feliz. Acostume-se com a felicidade, seja feliz hoje, a cada dia, a cada momento. Saiba interpretar a misericórdia divina a lhe conduzir pelas sendas da vida, nem todas pavimentadas, algumas há que são rudes e pedregosas, íngremes e sinuosas, elas te fortalecerão, conduzindo-te à felicidade, conquistada por ti mesmo, enfatizou o lúcido Embaixador da Paz.

Com reflexões e interpretações a respeito da vida, e calcadas na experiência de personalidades e de pessoas simples, Divaldo Franco, descortinou os efeitos provocados pelas causas bem ou malconduzidas, ensinando que não se pode postergar a felicidade, adiando-a, colocando-a onde não estamos. Os que amam, embora experimentando reveses, são felizes e realizados, mesmo os não amados, ainda que enfrentem dificuldades de variada ordem, porque sabem valorizar os momentos de alegria, de felicidade.

Quando o anjo da morte vier nos libertar desse corpo educativo saibamos ser-lhe grato reconhecendo o amor de Deus por nós. Tenhamos alegria de viver, desenvolvendo o hábito de fazer o bem, produzindo a felicidade hoje, orando, pedindo desculpas, acreditando no bem. Sejamos as mãos do amor, Deus necessita de nós, façamos o melhor pelo outro, com abnegação. Assim, o Semeador de Estrelas finalizou o exuberante trabalho apresentado à um público de 1.800 pessoas, que tocadas intimamente, exteriorizavam através de suas faces a tranquilidade da compreensão, embaladas nas aragens benfazejas de Jesus Cristo.

Declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco deixou o seu exemplo de homem profundamente amoroso e fraterno, levando em seu coração a gratidão dos gaúchos.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Comments are closed.