2 março 2016
2 março 2016, Comentários 0

Em continuidade a programação referente a XVIII Conferência Estadual Espírita, realizada de forma descentralizada pelo interior do Paraná, Divaldo Franco atendeu a mais um compromisso realizando uma conferência no Cine Ópera, em Porto União/SC, cidade contígua a União da Vitória/PR. Após sessão de autógrafos, Divaldo concedeu rápida entrevista para a TV MIL, destacando a mensagem da paz, da vivência dos preceitos exarados pela Doutrina Espírita e por Jesus, salientando o trabalho profícuo do nobre codificador da Doutrina, consubstanciado nas Obras Básicas.
Com o auditório superlotado, com mais de 1.200 pessoas, Divaldo foi recebido com aplausos. Na mesa diretiva estavam lideranças espíritas do Paraná e de Santa Catarina que apreciaram, com o público, a apresentação do Grupo Musical Meimei, da evangelização infantojuvenil do Centro Espírita Amor e Caridade, de União da Vitória.

O Semeador de Estrelas, Divaldo Franco cativou o público apresentando o tema: felicidade. Com uma breve análise antroposociopsicológica do ser humano, envolvendo o medo, a ansiedade, o pânico e a depressão, o conferencista de escol discorreu, desde os filósofos pré-socráticos, que indagavam sobre a finalidade da vida e os efeitos dos eventos de vida, detendo-se nas quatro fundamentações filosóficas sobre a felicidade. A de Epicuro, a doutrina filosófica hedonista, que preconizava o ter, o possuir. A proposta filosófica do cinismo, com Diógenes como seu expoente, afirmava que a felicidade seria não ter nada. A terceira corrente filosófica, o estoicismo, era defendida por Zenão de Cítio. Sócrates personalizou a quarta vertente filosófica, e que está em acordo com a mensagem de Jesus, defendia que para a criatura humana se sentir feliz é necessário adquirir a consciência de ser, autoconhecendo-se. Portanto, para Sócrates a felicidade não é ter, nem deixar de ter, mas se constitui em o homem sentir-se pleno, integral.

 

Com toques de humor, e apresentando histórias de alto significado moral e ético, Divaldo discorreu sobre a solidariedade, a busca pelo autoconhecimento, o controle dos impulsos como fatores propiciatórios para que a criatura humana conquiste a felicidade, vivendo os postulados de amor ensinados pelo Mestre de todos os tempos. O Século XIX, preparando os vindouros, recebeu e conviveu com a presença e o trabalho de grandes e notáveis pensadores. O Século XXI, disse o Professor Divaldo Franco, será o período em que as pessoas estarão voltadas ao fazer bem, com correção. Será a filosofia do bem fazer.
Porém, a filosofia mais notável é a do amor. Amar a si e ao próximo, ao passo em que o indivíduo vai transformando-se em um ser melhor, fazendo aos outros tudo o que desejaria receber de seu semelhante. O amor, na atualidade, deixou de ser teológico, passando a ser considerado pelos psicoterapeutas como terapêutico, recomendando aos portadores de depressão, por exemplo, a leitura das parábolas de Jesus, notadamente a do Filho Pródigo.

Cada criatura humana é autora de seu destino, como bem ensina a Doutrina Espírita sobre a Lei de causa e efeito. É necessário, frisou o nobre conferencista, que as criaturas humanas amem-se, iniciando por amar os da família, transformando-se em um ser melhor, moralizando-se, descobrindo-se imortal, reconstruindo a afetividade. Deus é Amor. É possível ser feliz, basta fazer aos outros tudo o que desejaria receber do outro. Finalizando, ressaltou a importância da prece, seja para louvar, agradecer ou pedir. A vida, enriquecida de objetivos nobres, é propiciadora de plenitude, de felicidade que se apresenta a cada momento. O público encantado e externando o seu agradecimento e reconhecimento pelo belo trabalho, levantou-se e aplaudiu o Semeador de Estrelas com intensidade e demoradamente. Estiveram presentes caravanas de várias cidades do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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