3 março 2016
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Cumprindo fielmente a sua agenda de conferências, Divaldo Franco esteve pela 62ª vez consecutiva em Ponta Grossa, atividade que se repete anualmente desde o ano de 1954. Recebido com muito carinho e amado pelos espíritas desta bela cidade – a Princesa dos Campos Gerais -, e de outras próximas, o Embaixador da Paz no Mundo vem cativando os corações e despertando as mentes de muitos que o escutam com atenção. Consolando e esclarecendo, conforme proposta da Doutrina Espírita, Divaldo Franco é um referencial. Seu magnetismo torna-se um estimulador para as transformações íntimas, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma criatura acolhedora, compreensiva e abnegada.

O Clube Princesa dos Campos ficou lotado com aproximadamente duas mil e quinhentas pessoas expectantes para ouvirem Divaldo Franco. O Coral Vozes de Francisco, com cinco integrantes, apresentou-se com brilhantismo, compondo um clima de enlevo e reconhecimento ao Mestre Nazareno. A mesa diretiva estava formada por Iara de Freitas Souza, 1ª Vice-Presidente da União Regional Espírita – URE – 2ª Região; Luís Maurício Resende, Conselheiro da Federação Espírita do Paraná – FEP; Adriano Lino Greca, Presidente da FEP; Luiz Henrique da Silva, 2º Vice-Presidente da FEP; Divaldo Pereira Franco, Conferencista; e Edson Luiz Wachols, Presidente da URE – 2ª Região.

Atento as necessidades do público, e por inspiração dos benfeitores, Divaldo Pereira Franco discorreu sobre os transtornos psiquiátricos. Ambientando o estudo que desenvolveria, o conferencista fez breve descrição da obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, autor do livro “Assim Falava Zaratustra”; que afirmava: Louco é todo aquele que perdeu tudo, menos o direito à vida.
A Revolução Francesa encontrava-se em pleno desenvolvimento, com todas as suas consequências; a sociedade francesa ansiava por alcançar a cidadania; e a implantação do reino de terror por Maximilien Robespierre, contribuíam para o desequilíbrio emocional da criaturas.
Nesse cenário vivia um jovem médico francês, Dr. Philippe Pinel, considerado por muitos com o pai da moderna psiquiatria. Em 1.792, após assumir o cargo de diretor do Hospital de La Bicêtre, libertou da prisão os seus pacientes esquizofrênicos, em número de 53, para tratá-los com mais humanidade, procurando restituir-lhes a dignidade, desenvolvendo o que passou a ser conhecido como “terapia moral”.

As ações do Dr. Philippe Pinel inspiraram outros eminentes médicos e cientistas, como o Dr. Tucker, da Inglaterra, e o Dr. Chiarucci, da Itália. A psiquiatria estava iniciando os seus momentos mais notáveis. Louis Pasteur, Paul Pierre Broca e outros notáveis investigadores contribuíram para dignificar o tratamento aos doentes com as suas descobertas. Os estudos de Sigmund Freud sobre o inconsciente, o consciente e o subconsciente, e a tese de Carl Gustav Jung sobre os arquétipos, a sua psicanálise, os estudos sobre os traumas psicológicos, lançaram novas luzes para a ampliação do conhecimento da mente humana. A ciência começava a ser influenciada pelos conceitos novos, aceitando-os.

Com os experimentos hipnológicos do Dr. Jean Martin Charcot, do Hospital Salpêtrière, em Paris, os fenômenos mediúnicos eram considerados histéricos, esquizofrênicos ou fraude do subconsciente. Os médiuns recebiam a classificação de psicopatas, na ótica da ciência, da fisiologia e da psiquiatria.

Humanizando as relações com os pacientes, o psiquiatra Stanislav Grof, um dos fundadores da Psicologia Transpessoal, estabeleceu que a vida é única, com várias existências, identificando que os transtornos procedem da alma, do Espírito.

Divaldo Franco enfatizou que as descobertas científicas estão corroborando os ensinamentos espíritas, pois que em 1861, a Ciência Espírita, codificada por Allan Kardec, em O Livros dos Médiuns, em seu capítulo XXIII, caracteriza a interferência dos Espíritos na vida das pessoas. Os transtornos psicológicos e psiquiátricos, as obsessões espirituais, receberam a atenção necessária por parte do Codificador da Doutrina Espírita, propondo uma psicoterapia de excelência para esses casos.

Albert Einstein, em sua relação com a sua filha, através de cartas, declarou que o mundo necessitava de uma nova bomba, a Bomba do Amor. O Amor, segundo o grande físico, é a lei mais poderosa que rege o Universo. No mesmo sentido, Allan Kardec asseverava que a lei de caridade é a lei do amor em nível mais elevado.

Eben Alexander III, neurocirurgião americano, após passar por uma experiência de quase morte – EQM -, descreveu como é a vida espiritual. Diz o Dr. Eben que noventa por cento dos esquizofrênicos possuem um componente, uma gênese, de matriz espiritual.

Encaminhando a sua conferência para o final, Divaldo Franco narrou a sua experiência com a obsessão, apresentando em rápidas pinceladas as suas relações com uma figura que ele denominou como sendo o “Máscara de Ferro”, que embora recebendo de Divaldo todo o carinho e amor, somente compreendeu, o obsessor, que o amor é a energia, a força, que liberta as criaturas de si mesmas, de seu pretérito.

É necessário, frisou, resgatar as dívidas para com a Lei Divina, através do amor, encontrando um sentido para a vida, alcançando a compreensão sobre a imortalidade da alma. Quando o indivíduo ama, o organismo produz substâncias salutares à vida orgânica.

A humanidade da Terra vive um período decadência moral crítica, experimentando a sexolatria, o individualismo, o consumismo, o egoísmo. Para que esse quadro seja revertido faz-se necessário viver o Amor, em seu sentido mais profundo, retomando a mensagem de Jesus em sua totalidade. O Espiritismo está com os homens na Terra para propiciar a saúde integral, estimulando-o a tornar-se a cada dia melhor do que era antes. Em gratidão, o público pôs-se de pé e aplaudiu vivamente o Paulo de Tarso dos dias atuais.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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