12 março 2018
12 março 2018, Comentários 0

A vida é uma unidade, tanto no corpo como fora dele a criatura humana vive, indiscutivelmente. (Divaldo Franco)

Retornando ao Paraná, como faz habitualmente todos os anos, Divaldo Franco proferiu excepcional conferência sobre a imortalidade da alma para um público de 1.500 pessoas, lotando o auditório do Celebra Eventos, na bela e hospitaleira Campo Mourão. Estando presentes diversas lideranças espíritas regionais e estadual, o evento foi divulgado pela TVA, a emissora da Associação Espírita de Maringá, sendo essa a sua primeira transmissão externa, gerando sinal para a FEBTV. O Grupo Encanto, formado por trabalhadores da Sociedade Espírita Meimei e do Centro Espírita Caminheiros do Bem, ambos de Campo Mourão, com suas belas interpretações vocais e musicais, harmonizaram o ambiente, preparando-o para a conferência que se sucederia. Essa atividade está integrada ao programa descentralizado da XX Conferência Espírita do Paraná, contemplando atividades pelo interior do Estado.

 

 

 

Divaldo Franco, o trator de Deus, nas palavras do saudoso Chico Xavier, completando setenta anos de oratória espírita, chamando atenção para a imortalidade, narrou sintética história escrita pelo inglês William Somerset Maugham (1874–1965), novelista, contista e dramaturgo. Essa pequena história, inspirada em antiga lenda oriental, narra o encontro com a morte em um mercado de Bagdá.

Percorrendo o pensamento filosófico oriental e ocidental, notadamente dos gregos, Divaldo explanou o entendimento de diversas correntes de pensamento sobre a morte e a imortalidade do ser humano. Apoiando-se em fatos históricos, desenvolveu esclarecedora linha de raciocínio, destacando fatos e personagens que corroboraram a imortalidade e a comunicabilidade dos ditos mortos. A vida é uma unidade, tanto no corpo como fora dele a criatura humana vive, indiscutivelmente.

Jesus estabeleceu que a criatura humana é imortal, momentaneamente revestida de matéria densa – o corpo físico. Passando pela criação do Universo, apresentou o trabalho ingente de Allan Kardec estampado em A Gênese, onde o homem, imortal, desempenha um papel importante no contexto espiritual e material, inclusive no aperfeiçoamento dos corpos que lhe serve de vestimenta temporária.

No campo dos fenômenos espirituais, destacando diversos protagonistas, Divaldo Franco evidenciou o grandioso trabalho desenvolvido por Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde conhecido por Allan Kardec, que despertando para as evidências das manifestações espirituais, investigou-as com profundidade, entregando à humanidade a Doutrina Espírita, por ele codificada.

A imortalidade da alma também se expressa pelas inúmeras constatações sobre o conhecimento precoce de grande número de crianças, que não possuindo tempo hábil, discernimento e maturidade, se apresentam com pendores excepcionais em diversas áreas do conhecimento, verdadeiros prodígios, hoje facilmente encontrados através das mídias sociais.

O Espiritismo é a resposta de Jesus à Humanidade sedenta de ternura e confiança, de amor e de caridade, de sorrisos e apertos de mãos. O Planeta Terra, em franca regeneração, recebe seres de outras dimensões, aqui encarnando em auxílio ao aperfeiçoamento do ser humano habitante do orbe terrestre. Facilmente se poderá encontrar Jesus, acolhendo os indigitados, sofredores e carentes de afeto e acolhimento espiritual e material. Esses seres estão por toda a parte, perambulam pelas ruas carregando o peso do sofrimento que se expressa nos dois campos da vida, material e espiritual. O planeta regenerado será construído pelos que possuem sentimentos nobres, a caminho do vir a ser.

Texto: Paulo Salerno

Fotos: Jorge Moehlecke

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