26 maio 2018
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Divaldo Franco na Europa

Viena, 26 de maio de 2016

Seminário

Na manhã ensolarada do dia 26 de maio de 2018, na belíssima Viena, e a convite dos amigos do Verein für Spiritistische Studien Allan Kardec – VAK, foi realizado o seminário Luz nas Trevas. Cerca de cem pessoas lotaram o auditório para ouvir Divaldo Franco. Ali estavam pessoas oriundas de Portugal, França, Luxemburgo, República Tcheca, Espanha, Áustria, Suíça e Brasil. O experiente orador, discorrendo sobre tão palpitante tema, teve o auxílio sempre eficiente da querida amiga de muitos anos Edith Burkhard, vertendo o conteúdo do seminário para o idioma alemão. Para que todos conhecessem a Mansão do Caminho e suas atividades, bem como a trajetória de Divaldo Franco e o trabalho do ilustre orador convidado, foi apresentada uma série de vídeos elucidativos e atuais.

 

 

 

O querido amigo Dr. Juan Danilo deu início às atividades apresentando as boas vindas, formulando convites para o aprendizado da Doutrina Espírita e a sua aplicação na vida cotidiana de cada indivíduo. Juan discorreu sobre os pensamentos e as dificuldades com a qualidade do pensar. Citando Jesus, que havia enunciado que a felicidade não é deste mundo, destacou que a era do ego transcendente está se iniciando, rumando para a solidariedade, deixando para trás a solidão, e buscando desenvolver a capacidade de amar.

Ato contínuo, Divaldo Franco passou a apresentar reflexões, estimulando os presentes a pensar, notadamente quando há a necessidade de realizar esforços para entender a iluminação, salientando ser necessário muita coragem para construir o autoconhecimento. Cada ser humano tem em si um pouco de psicólogo, especialmente para avaliar aos outros, porque os indivíduos, naturalmente, projetam no outro as próprias imperfeições.

A autoiluminação é um belo desafio, é um convite à viagem mais difícil, a viagem para dentro de si mesmo, pois o grande desafio da criatura humana é a própria criatura, que enquanto não se voltar para o mundo íntimo, continuará deduzindo que maus são os outros, que errados estão sempre os outros. A visão psicologia do homem hodierno é de que o erro está sempre do outro lado.

Tudo o que o ser humano tem, afirmou o querido orador, é muito transitório pois, ou fica escravizado pelo que possui, ou o perde, então, a vida se torna um vai e vem sem fim. Não é importante ter uma religião para se iluminar, porque após iluminar-se o ser entra na espiritualidade, que está acima de qualquer religião, que, em verdade, são metodologias para vincular-se a Deus.

Divaldo Franco, ilustrando a rica abordagem, narrou a bela e comovente história de Adam Rickles, de formação judia ortodoxa, e Joey, seu filho, que por não concordar com o pai resolveu sair de casa. É uma história onde os fatos, como que guiados por mãos invisíveis, vão se sucedendo, propiciando grandes momentos angustiantes que levaram os protagonistas a reflexionarem, ensejando o reconhecimento da ingratidão, do arrependimento, até a culminância do perdão e da gratidão.

Emocionando a atenta plateia, afirmando ainda, baseado na história narrada, que as aparentes coincidências, são milagres do amor, ao que Carl Gustav Jung iria chamar de Sincronicidade. O amor é a alma da vida, assim, todos devem estar atentos aos pequenos gestos de amor que dão
sentido novo a vida, e faz com que o ser humano se renove.

Desnecessário dizer o quanto foi possível aprender ouvindo as narrativas de Divaldo Franco, que hoje se converte em um “poço” de experiências, nesta longa existência em contato com milhões de pessoas. Suas narrativas recheadas de histórias reais, de experiências próprias, de vivências,
auxiliam no entendimento das temáticas abordadas. Tocando os corações e as mentes, dava a impressão de se estar diante de um espelho, ou até imaginar que o animado orador conhecia as problemáticas dos que o escutavam, pois as questões levantadas pelo incansável e dedicado orador possuíam o dom de traduzir perfeitamente o quadro existencial de cada um, naqueles aspectos habilmente abordados.

Foi um dia especial. Ao encerrar o seminário que transcorreu durante todo o dia, o infatigável trabalhador de Jesus relatou sua alegria pelos trinta anos ininterruptos de atividades doutrinárias espíritas em Viena, lançando sementes de amor, de compaixão no solo dos corações amigos que lhe concedem a honra de ouvi-lo.

Agradecendo o carinho com que é sempre recebido, a amizade que lhe nutrem, Divaldo Franco, o Arauto do Evangelho e da Paz, despediu-se e logo recolheu-se sob os auspícios do querido amigo Josef Jaculak, pois que as primeiras horas de domingo, 27 de maio, já irão encontrar Divaldo rumando para Helsinque, na Finlândia. Divaldo Franco é o Semeador que jamais se permitiu escolher o solo onde deposita as sementes do amor, em nome do Mestre Nazareno.

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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