6 junho 2018
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Divaldo Franco na Europa

Stuttgart, 06 de junho de 2018

Conferência

No entardecer de 06 de junho de 2018, quarta-feira, lá estava o incansável trabalhador do Cristo, Divaldo Franco, que logo após desembarcar no aeroporto de Stuttgart, na Alemanha, foi atender o convite do Spiritistischen Studienkreis’ Allan Kardec Gruppe S.E.E.L.E e.V. – de Stuttgart, para discorrer sobre a vida. Contemplando as necessidades de compreensão dos locais, a conferência contou com a tradução de Edith Burkhard para o idioma alemão. Assim, Divaldo Franco encerrou, com esta atividade, um ciclo de 29 dias, passando por treze cidades de nove países europeus, como faz já há trinta e dois anos, divulgando o Espiritismo e o Evangelho de Jesus.

 

 

 

Apresentando o tema e ambientando o público, Divaldo Franco iniciou a sua conferência perguntando, o que é a vida? Talvez, na área da filosofia, seja uma das mais difíceis definições. Aristóteles afirmava que a vida é um dos grandes mistérios, um fenômeno inexplicável que se apresenta em multifaces. Segundo o Dr. Cressy Morrison, diretor do museu de Nova Iorque, a vida é um milagre, é um químico fabuloso, consegue transformar matéria em decomposição em perfume de flores. Albert Schweitzer, construindo na África o novo mundo da solidariedade do século XX, afirmava que é necessário que o ser humano tenha respeito pela vida.

Nesta hora de tecnologia, este ser predador, que é o homem, vem ameaçando a vida em suas várias manifestações. Abordando o pensamento e a consciência, Divaldo Franco discorreu sobre os seus conceitos e consequências, fazendo referência a George Gurdjieff e os quatro níveis de consciência. Demonstrando a fragilidade em que o homem ainda se debate, o orador por excelência fez forte advertência sobre o medo e a posse. Quanto mais o ser humano tem, mais deseja ter, porque não se restringe em possuir, quer sempre mais, possuir mais e, nesta luta pela posse, é possuído, quer controlar, e é controlado.

Sugeriu, então, o lúcido orador, possuir, sim, mas sem depender, ou seja, ser o seu mordomo, e não manter o hábito de ser o dono, pois, por mais durável que seja a posse, ela é sempre transitória. A vida física é passageira, e a sua transitoriedade está sustentada pelas emoções. Todos têm um desafio, isto é, viver, que não é apenas um ato de respirar e mover-se, é, também, o fenômeno se sentir, se perceber vivo e, para tal, é fundamental se estabelecer uma meta para a sua vida.

Na atualidade há uma sociedade rica de tecnologia, porém, com ausência de metas. A vida atual transcorre freneticamente, impedindo o homem de pensar, meditar, reflexionar. O Espiritismo surgiu, então, formulando uma resposta, faz uma análise profunda da filosofia clássica, contemporânea e existencial, afinal, todos desejam ser felizes. O advento do Espiritismo foi uma evolução diante do pessimismo das doutrinas religiosas da época.

Apresentando as excepcionais qualidades do maior psicoterapeuta da humanidade, Jesus, o Trator de Deus, conforme Chico Xavier designava Divaldo Franco, afirmou que o Evangelho de Jesus oferece à Humanidade as respostas para acalmar as ânsias do coração, o ardor da ansiedade, e para aquecer a algidez dos sentimentos. Ministrando uma verdadeira aula de autoconhecimento, o orador de escol sugeriu que todos façam a viagem para dentro de si, em busca de um sentido existencial e, através de um trabalho de natureza moral, alcançar, portanto, a plenitude.

A vida possui muitos desafios normais e muitos outros paranormais, o Espiritismo é a resposta para uma vida feliz. Allan Kardec foi o primeiro a provar cientificamente a sobrevivência da alma, e a morte deixou de ser o fim, tornando-se em portal para a dimensão espiritual, igualmente apresentou provas sobre a origem, a natureza e o destino dos Espíritos, bem como sobre a comunicabilidade com o mundo corpóreo.

Encerrando profícua atividade, afirmou:

A vida é bela;

Ponha sol na sua vida;

O milagre da vida é amar;

O mal que nos faz mal, não é o mal que nos fazem, mas, é o mal que nós mesmos fazemos, porque isto nos torna maus.

Em nobre gesto de gratidão e reconhecimento por parte dos assistentes, Divaldo Franco foi aplaudido de pé, intensamente, demoradamente. As vibrações de amor e paz pairavam no ar, oferecendo, assim, a oportunidade para que todos dali saíssem perfeitamente renovados, pelo amor em movimento.

Retornando para a cidade de Mannheim, de onde retornará à Salvador, no Brasil, após atender e cumprir os graves compromissos assumidos, ou seja, o de propalar o Evangelho de Jesus, o Semeador de Estrelas, uma vez mais, saiu a semear. Semeou as bases do Espiritismo, e os frutos opíparos já se fazem notar hoje, comprovando-os pelas diversas sociedades e grupos espíritas que ele ajudou a fundar e que consolam almas e elucidam mentes. Assim, o Espiritismo adquiriu cidadania na Europa e no mundo. Divaldo Franco, temos uma dívida de gratidão para contigo! Rogamos a Jesus e a Joanna de Ângelis te abençoar.

Texto e fotos: Ênio Medeiros

Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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