15 maio 2018
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Divaldo Franco na Europa

Roma, 15 de maio de 2018

Na noite do dia 15 de maio de 2018, nas dependências do hotel Oly, na região central da belíssima Roma, atendendo ao convite dos amigos do Grupo Allan Kardec de Roma – GRAK -, o Semeador de Estrelas, Divaldo Franco, proferiu conferência para aproximadamente duzentas pessoas, contando com o auxílio de Deborah Trinchi para verter ao idioma italiano. A brilhante voz do cantor Maecio Gomes, interpretando algumas peças, enlevou o ambiente, sensibilizando os presentes.

 

 

 

Juan Danilo, iniciando as atividades, saudou os participantes em nome da Mansão do Caminho, chamando a atenção, uma vez mais, sobre o significado e a importância da educação na vida das crianças, fazendo referência à jovem educadora paquistanesa Malala Yousafzai (1997-), afirmando que somente a educação pode combater a violência e oferecer ao ser humano a dignidade necessária à evolução.

O nobre conferencista Divaldo Franco discorreu acerca da evolução do pensamento humano, abordando o período do pensamento instintivo e prosseguindo em direção ao período do pensamento arcaico ou Pré-Mágico, para avançar até o pensamento Mágico, sempre traçando um paralelo com o desenvolvimento da criança, desde as primeiras fases da vida.

Apresentando o pensamento de Emilio Mira y Lopes (1896-1964), psiquiatra, psicólogo e professor, Divaldo discorreu sobre as emoções em a criatura humana, que na fase do Pensamento Cósmico, prevalecem os sentimentos nobres que culminam no desenvolvimento do sentimento sublime do amor. Amar, portanto, é uma meta que se deve perseguir na existência.

Estamos no momento do pensamento Eletrônico, a tecnologia avança e tende a arrastar o ser humano para o individualismo, onde cada um se basta, isolando-se e rumando para a solidão, Segundo Rollo May (1909-1994), psicólogo e teólogo americano, estamos entrando num estado muito grave de Ansiedade, Enfermidade e Incapacidade, afinal, hoje a sociedade exige que todos sejam felizes, que não tenhamos problemas, nem conflitos.

Discorrendo sobre Buda e o Mito Narciso, Divaldo asseverou que tudo o que a cultura nos oferece tem um toque de beleza, porém, nem sempre a estética é ética, os fenômenos Narcisistas estão sempre em nossas vidas. Com relação a Sidarta Gautama, o Buda, o Embaixador da Paz no Mundo destacou que tendo sempre tudo a sua volta, saturou-se, perdendo o sentido da vida, tudo lhe era monótono e sem sentido, até compreender que o sofrimento está em tudo, e que o verdadeiro sentido da vida é amar, iluminando-se.

Reverenciando a figura do insigne codificador do Espiritismo, Allan Kardec, que em uma óptica otimista, asseverou que a verdadeira felicidade é servir, é tornar o amor em um ato de beleza muito natural. Kardec apresentou a maior conquista da filosofia, a morte da morte, é a vida que prossegue. A filosofia espírita liberta a criatura humana do Narcisismo.

O sentido da vida, afirmou Divaldo, é também ter um ideal, é fazer ao outro o que gostaria que o outro lhe fizesse. O mundo da competitividade empurra o ser humana para o triunfo, mas para que? Indagou. Por uma bela casa? Por um automóvel? Existem muitas pessoas que possuem muito, e muito além das necessidades, e não são felizes. O amor não necessita de posse, apenas precisa de doação. Estamos diante das agressões do mundo, porque estamos sendo agredidos dentro de nós mesmos pelos nossos próprios conflitos, desta, e de outras existências.

Encaminhando a conferência para o encerramento, ainda acrescentou: o Espiritismo faz o nosso pensamento sonhar na direção da plenitude e do reino do amor, vale a pena amar. O querido orador, sempre dando um toque divertido a suas interpretações, deixou todos totalmente à vontade, apresentando, ainda, várias de suas vivências, ilustrando perfeitamente a temática abordada, fazendo com todos se sentissem estimulados a prosseguir renovados.

Assim é Divaldo Franco, uma vez saindo para semear, colocando as mãos no arado Divino, nunca mais parou, sequer para olhar para trás. O Jovem agricultor de Jesus prossegue firme no ideal de servir e amar, semeando no solo ainda árido dos corações que sofrem.

 

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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