28 maio 2018
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Divaldo Franco na Europa

Helsinque, 28 de maio de 2018

Conferência

A segunda-feira, 28 de maio de 2018, foi intensa para Divaldo Franco na Finlândia, já no período da manhã, no hotel, concedeu uma longa entrevista respondendo várias perguntas anteriormente formuladas sobre a Doutrina Espírita, seguido por Juan Danilo, que também foi entrevistado. Após ligeiro almoço, Divaldo Franco e os amigos que o acompanham seguiram para o local da conferência pública e, no final da tarde, lá estava o Arauto do Evangelho discorrendo sobre o Espiritismo para um auditório composto por cerca de duzentas pessoas, a maioria finlandeses, com a presença, também, de alguns brasileiros.

 

 

 

Contando com a tradução do amigo finlandês Pekka Kaarakainen para o idioma local, o Dr. Juan Danilo, como tem ocorrido neste roteiro pela Europa, iniciou as atividades relatando suas experiências na fundação do primeiro centro espírita do Equador, na cidade de Quito, onde residia até há alguns meses. Atualmente Juan reside em Salvador, na Mansão do Caminho, demonstrando, em seu relato, a atuação da Providência Divina que a tudo preside, utilizando-se de caminhos, nem sempre convencionais. O querido amigo apresentou as atividades que são desenvolvidas na Mansão do Caminho, junto à comunidade local, constituindo-se, essas atividades, em um trabalho de verdadeiro amor, iluminando consciências, levando também o pão para o corpo e o alimento para a alma.

Iniciando a sua conferência, Divaldo Franco afirmou que o ser humano penetrou no macrocosmo, nas micropartículas e alcançou a energia. Combateu e venceu epidemias, encurtou as distâncias, permitindo que se viva, hoje, em uma espécie de aldeia global. Porém, apesar de todas estas e outras conquistas, ainda não aprendeu a conviver bem entre si.

No momento cultural atual, afirmou, quando se fala sobre o amor, a impressão que se sente é a de se estar ultrapassado. O amor foi desfigurado pelo ser humano, transformando-o em um impulso das paixões carnais. No entanto, esclareceu, o amor é sempre muito atual, deixou de ter um sentido religioso para ser psicoterapêutico. Divaldo narrou experiências vividas ao longo de várias décadas na Mansão do Caminho, sensibilizando os ouvintes atentos. Nada mais apropriado para falar sobre o amor, do que exemplificar através das ações dessa obra que é toda voltada ao amor, afinal, a sua, é uma vida de amor ao próximo, como ensinou Jesus. O lúcido orador mergulhou nos ensinamentos de Jesus, o maior filósofo e psicoterapeuta da humanidade, demonstrando a excelência do amor. Hoje a psiquiatria e a psicologia recomendam a leitura do Evangelho como processo terapêutico.

Citando Charles Richet, Prêmio Nobel de Medicina, médico fisiologista francês, Divaldo Franco discorreu sobre a metapsíquica, sobre a parapsicologia, adentrando-se na imortalidade da alma. Apresentando dados e fatos sobre o surgimento do Espiritismo, abordou amplamente a mediunidade, trazendo vivências suas, uma vez que desde os quatro anos de idade, não apenas vê os espíritos, mas os ouve e conversa com eles, fazendo com que a atenta plateia pudesse ter uma noção muito ampla da realidade da Doutrina Espírita, do seu significado na vida de todos.

O Espiritismo, afirmou Divaldo, vem repetir as lições de Jesus. E como estava discorrendo sobre o amor, destacou a importância do exercício da caridade, embora a Finlândia seja um país rico, existe a miséria moral e emocional, o alcoolismo, o suicídio, entre outros dramas que assolam as criaturas humanas. O homem moderno vive em uma hora em que a tecnologia apresenta muito conforto, porém, somente o amor concede o estado de felicidade. Não devolva o ódio a ninguém, seja você aquele que ama e tem paz.

É por amor que os Espíritos auxiliam e amparam os indivíduos e orientam para proceder bem aqui na Terra, a fim de colher os bons frutos quando adentrar na vida além desta vida, na imortalidade.

Encerrando sua enriquecedora conferência, após ter respondido inúmeras questões formuladas pelos presentes sedentos de conhecimentos novos sobre o Espírito imortal, o peregrino do Cristo, agradeceu a presença amorosa e o carinho com que o receberam. Igualmente, solícito, atendeu aos inúmeros pedidos de autógrafos, fotos, despedidas, afirmando que pretende ainda retornar ao país, que visita pela terceira vez, pois que se depender dele, pretende ultrapassar o centenário na terra.

Muito aplaudido, e de pé, os finlandeses, que em geral são introvertidos, renderam suas homenagens, cativados pela simplicidade, a espontaneidade e a natural abordagem com que Divaldo Franco se expressa. Certamente notaram que o seu, é um discurso legítimo, porque vive conforme prega. Retornando ao hotel, logo se recolheu, tendo em vista que o próximo amanhecer já o encontrará no aeroporto, rumando para Oslo, na Noruega.

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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