26 maio 2017
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Divaldo Franco na Europa
Colônia, Alemanha, 26 de maio de 2017

Concluída a atividade doutrinária em Berlim, Divaldo viajou para a belíssima cidade de Colônia, na Alemanha, na tarde de sexta-feira, 26 de maio de 2017, com muito sol e temperaturas pouco comuns para esta época do ano. No destino, Divaldo Pereira Franco foi recepcionado por mais de 300 pessoas que o aguardavam no salão de conferências do Marriot Hotel, na região central da cidade, para ouvi-lo discorrer sobre o tema “Die Wandlung des Menschen durch Selbsterkenntnis” (A transformação do ser humano através do Autoconhecimento).  Antes do início da conferência, o barítono Maurício Virgens se apresentou e encantou, com o seu imenso talento, emocionando os presentes.

Inicialmente Divaldo, como tem feito em todas as cidades deste roteiro, apresentou o seu querido amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, bem como o livro de sua autoria, intitulado ALLIYANA, que trata sobre a cura de enfermidades. É uma obra de natureza holística, não é um livro religioso, mas de auxílio aos que padecem as enfermidades.

 

 

 

O dedicado e incansável orador Divaldo Franco, iniciando a sua conferência, afirmou que se olharmos nossas próprias vidas, poderemos ter muitos planos que talvez não ocorram como planejamos, mas sempre poderemos buscar nossos ideais e prosseguir projetando o porvir. No Universo não existe situações estáticas, há um dinamismo constante. Segundo o grande físico e astrônomo inglês Sir James Hopwood Jeans (1877-1946), o Universo é um pensamento, e este pensamento vibra, tudo se move e se transforma, sendo o ser humano um dos agentes desta transformação.

Quando Sócrates apresentou sua filosofia, sua técnica era a da contestação, ele afirmava que o ser humano procede do mundo das ideias e, após a vida no mundo, volta ao mundo das ideias. As criaturas humanas devem tirar do mundo das ideias o que é, bem como os recursos de que necessita para evoluir. A psicologia moderna conclui que não existem doenças, existem doentes, apresentando um conceito plenamente identificado com a Doutrina Espírita, ou seja, a doença é o efeito de uma causa que reside no Espírito, na alma do homem. Poderemos fazer, sugeriu o lúcido
conferencista, uma incursão para encontrarmos dentro de nós mesmos as causas das aflições.

A nobre psicanalista alemã, Dra. Hanna Wolff, autora do livro “Jesus Psicoterapeuta”, concluiu que Jesus é um ser tão extraordinário que quem o conhece jamais permanece indiferente a Ele; ou ama-o, ou o detesta. Ela afirma que podemos resolver todos os nossos problemas através do autodescobrimento. Carl Gustav Jung asseverava que o estado de Individuação é um estado de plenitude. Para alcançá-lo será necessário vencer a própria sombra, o Ego.

Allan Kardec, continuou Divaldo, afirmava que somos convidados pelas leis que regem a vida a colhermos os frutos de nossas próprias ações. É necessário, portanto, transformar os nossos instintos em lógica e razão para alcançarmos a plenitude. É interessante notar que Jesus já afirmava que o Reino dos Céus está dentro de nós. Em várias circunstâncias o instinto está disfarçado de preservação da vida, isto é, os indivíduos reagem, quando poderiam agir. Somente poderemos nos autotransformar quando nos conhecermos intimamente.

A verdadeira lição da sabedoria é conhecer o mal, mas não se permitir agir no mal, transformando os instintos em razão. Todos temos um monstro interior, é o nosso arquétipo do mal, os conflitos, as paixões, no entanto, temos também um médico interno, que é o altruísmo, as virtudes, para tentarmos mudar, ao menos um pouco, o nosso temperamento.

A aquisição da consciência é um momento psicológico muito difícil. Segundo Jung, é quando o Ego toma conhecimento dos nossos conteúdos psíquicos, quando descobrimos quem somos, e, portanto, trabalhamos para nos corrigir.

O Espiritismo, esclareceu Divaldo, nos propõe uma visão otimista, transformadora, fazendo com que hoje sejamos semeadores de esperanças para sermos felizes ainda hoje. Finalizando a conferência indutora do autoconhecimento, logo após responder várias perguntas, elucidando e ampliando
o riquíssimo conteúdo, o sempre jovial servidor de Jesus exorou com sentida emoção, rogando à Deus que nos abençoe, que nos faça muito felizes, pois só o amor salvará a humanidade. Edith Burkhard, com sua versatilidade e aguçada percepção, verteu o expressivo conteúdo da conferência para o idioma alemão.

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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