13 Maio 2018
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Divaldo Franco na Europa

Bruxelas, 13 de maio de 2018

Na manhã do dia 13 de maio de 2018, logo nas primeiras horas, Divaldo Franco e amigos rumaram para Bruxelas, na Bélgica, em um deslocamento de automóvel que durou cerca de três horas. Na aprazível capital, os amigos os aguardavam para uma conferência ao anoitecer. Cerca de trezentas pessoas, que já haviam reservado seus lugares, aguardavam o momento de ouvir o querido orador que anualmente visita o país, trazendo sua mensagem de alegria e paz. Atendendo ao convite do Núcleo de Estudos Espíritas Camille Flammarion de Bruxelas – NEECAFLA -, Divaldo Franco apresentou o tema Fraternidade.

 

 

 

Como vem ocorrendo, o querido amigo Dr. Juan Danilo deu início as atividades da noite discorrendo sobre O Livro dos Espíritos e a Fraternidade, destacando a Mansão do Caminho, onde atualmente reside, como exemplo de fraternidade e solidariedade, afirmando que somente através da educação será possível formar melhores cidadãos para o futuro.

Ao iniciar o seu mister, Divaldo Franco citou Pierre Gaspard Chaumette (1763–1794), um dos revolucionários franceses que asseveravam haver expulsado Deus da França, passando, portanto, a ser o verdadeiro deus, a razão. Referindo-se a queda da Bastilha, afirmou que o século XIX havia se iniciado entre sombras, quando a voz de um jovem corso começou a comandar os destinos da França, Napoleão Bonaparte. Nesta mesma época ocorreu o nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, tendo estudado com Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827), o pai da pedagogia moderna. Mais tarde, o mundo passaria a conhecer Hippolyte como Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita.

O nobre conferencista aprofundou-se no século XIX, o século das doutrinas religiosas e o espiritualismo céptico. O conhecimento sobre Deus, a alma, a imortalidade, ou o nada, foram apresentados para reflexão. O nada passou a prevalecer, o objetivo era somente viver bem e gozar, porém, a figura da morte prosseguia enigmática. Em 18 de Abril de 1857 Allan Kardec apresentou uma filosofia científica que asseverava que a vida prossegue além da vida orgânica. Foi uma espécie de revolução, cujas armas são o amor, a caridade e o perdão. Apresentando a figura incomparável de Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade, e citando também grandes vultos da humanidade como Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Albert Schweitzer (1875-1965), entre outros, Divaldo discorreu sobre a excelência do amor. Schweitzer, a quem Divaldo teve oportunidade de conhecer e conversar pessoalmente, foi um homem extraordinário que, entendendo a mensagem do Homem de Nazaré, afirmava que é mais feliz aquele que dá.

Mergulhando nos dias atuais, Divaldo afirmou que o homem moderno está rico de tecnologia, de conquistas imediatas, da comunicação virtual, no entanto encontra-se cada vez mais solitário. A humanidade possui todas estas conquistas, mas, e o amor? Como está o amor na vida dos indivíduos? O amor é um sentido ético, que Sócrates nos ofereceu e Jesus nos exemplificou. Hoje o amor é psicoterapêutico, pois quem ama é feliz, porém, quem deseja ser amado é ainda criança psicológica. Ciência sim, afirmou, tecnologia também, mas o amor é fundamental.

A maior lição aprendida em sua longa trajetória, afirmou Divaldo, é que a criatura humana é a mesma em todos os lugares do Planeta. Dores, sofrimentos, aspirações e conflitos, são idênticos em toda parte, porém, a fraternidade é o laço que vai unir todas as criaturas. O Espiritismo chegou na hora certa para nos arrancar do pessimismo. A coisa mais bela da vida é poder servir sem exigir. Somos ricos de carências de amor, e aqueles que nos antecederam no caminho da morte voltam, e nos dizem, graças a mediunidade, que o sentido da vida é amar.

Encaminhando-se para o final, o Arauto do Evangelho afirmou que a Vida é o maior tesouro que a divindade nos proporciona. Ser feliz depende do nosso livre-arbítrio, pois, a felicidade é a nossa fatalidade, alcançada nesta ou em outra reencarnação. Nestes dias difíceis, destacou Divaldo, a voz daquele Homem de Nazaré, através dos Espíritos, vem nos dizer: Fraternidade! Fraternidade! E que devemos amar aos que estão a nossa volta e não através dos meios eletrônicos.

O Espiritismo é a doutrina da imortalidade, tudo na vida passa, e a esperança da plenitude permanece até hoje em nossas almas. Vale a pena amar! Após recitar o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, foi exaustivamente aplaudido de pé. Todos se apresentavam visivelmente emocionados com a mensagem incomum de esperança e paz. Tão logo encerrou a conferência, rapidamente Divaldo se recolheu, pois que na madrugada imediata, terá que se dirigir ao aeroporto de Bruxelas, rumando para Roma, próximo destino deste roteiro de luzes que se encontra apenas em seu início.

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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