24 maio 2018
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Divaldo Franco na Europa

Bratislava/Eslováquia, 24 de maio de 2018

Conferência

No anoitecer de 24 de maio de 2018, foi a vez de a Eslováquia receber Divaldo Pereira Franco em sua bela capital Bratislava, onde o Espiritismo é muito pouco conhecido e divulgado. Cerca de quarenta pessoas aguardavam com grande expectativa a oportunidade de rever o incansável trabalhador do Cristo. Os amigos do grupo Verein für Spiritistische Studien Allan Kardec – VAK, de Viena, dedicados e incansáveis, se esforçam para manter um pequeno grupo de estudos da Doutrina Espírita, e sempre que Divaldo se encontra em Viena, estes amigos buscam promover o encontro em Bratislava visando fortalecer, e ampliar se possível, as sementes do Espiritismo naquele solo onde as pessoas guardam as marcas do sofrimento imposto pelo regime comunista.

 

 

 

Inicialmente o amigo Dr. Juan Danilo, dirigiu-se aos presentes apresentando-lhes o magnífico trabalho desenvolvido pela Mansão do Caminho, em Salvador/BA, fazendo com que todos pudessem ter uma ideia do imenso trabalho de dedicação e amor realizado pela nobre instituição.

O querido orador Divaldo Franco, que contou com a tradução do devotado amigo Josef Jaculak, vertendo para o idioma tcheco a conferência, discorreu sobre os possíveis caminhos para a felicidade. O Arauto do Evangelho e da Paz salientou que somente aquele que ama é imensamente feliz. O ego, muitas vezes, inibe a criatura humana de amar. O grande problema psicológico da atualidade é a falta de amor. Em verdade, os indivíduos possuem medo de amar, a menos que se trate de desejo, pois que confunde o sentimento de amor com as necessidades biológicas da libido.

Adentrou-se, também, o lúcido orador, pelos caminhos da mediunidade, e discorrendo sobre as suas próprias experiências adquiridas ao longo de mais de sete décadas convivendo com os Espíritos, facultou aos presentes a possibilidade de conhecer o vasto campo da mediunidade. Os que ali estavam, em sua maioria, jamais, ou raramente, tiveram a oportunidade de ouvir algo com tanta lógica, com tanta riqueza de detalhes contidas nas narrativas.

Era possível notar na expressão facial dos nativos daquele país, a alegria de poder estar ouvindo aqueles relatos enriquecedores, respondendo, por certo, às suas inquietações, desde a muito trazidas no íntimo. Que maravilha poder dar de beber a quem tem sede! Sede de conhecimentos, de vida, pois que esta é uma das características do Espiritismo, afinal, ele prova tudo o que diz.

A felicidade real afirmou Divaldo Franco, é a paz de espírito, é quando os indivíduos dominam as paixões inferiores, é quando domam os instintos animais e anelam, também, pela felicidade alheia, então sentem-se felizes, jubilosos. A Depressão foi outro ponto bem salientado pelo médium e orador espírita, particularmente no aspecto das influências espirituais negativas. Discorrendo sobre a reencarnação, questionou por que algumas pessoas são felizes na Terra, enquanto outras são desgraçadas, infelizes. Isto se dá pelos méritos alcançados na escala evolutiva de cada ser humano, tendo-se em vista que cada um recolhe a própria sementeira, e as reencarnações são oportunidades de construir trajetórias mais saudáveis e harmoniosas.

A imortalidade é vida, e alcançar a compreensão sobre ela é trabalhar para construir a própria felicidade. Conhecer torna-se um dever que todos devem abraçar. De alguma forma, afirmou o nobre seareiro do bem, os indivíduos estão procurando o sentido da vida, esse sentido é amar.

É interessante observar a forma alegre e jovial com que Divaldo aborda as temáticas propostas. Com sua enorme experiência, adquirida nestes mais de setenta anos de oratória, e de forma descontraída, faz com que todos relaxem através do riso, conduzindo, seguidamente, o público para tal mister. Através das várias décadas levando o espiritismo pelo mundo, Divaldo Franco sabe e conhece os variados costumes, o idioma, a alimentação, o clima em que a criatura humana está inserida, mas que em sua essência, ela é a mesma em toda parte do Globo. Ela chora, sofre e carrega seus conflitos e ansiedades, sem variar.

O “Trator de Deus”, como também é conhecido Divaldo Franco, expõe a mensagem do amor, fala às mentes, dirige-se à alma, e toca realmente os corações. Ao final, as pessoas retiraram-se bem diferentes de quando ali chegaram. Agora suas fisionomias estavam leves, descontraídas, alegres. Foram momentos de júbilo, de felicidade.

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

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