26 maio 2016
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DIVALDO FRANCO NA EUROPA – 26/05/2016

Stuttgart, 26 de maio de 2016

Na quinta-feira passada, 26, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Stuttgart, Alemanha, com o tema “Violência e Paz”, que foi traduzida ao alemão pela intérprete Edith Burkhard.

O evento foi realizado na sede do “Gruppe SEELE” e contou com a presença de mais de 150 pessoas.

A abordagem do tema teve como ponto de partida as reflexões convergentes dos filósofos Protágoras, do século V a.C., e Immanuel Kant, do século XVIII. O primeiro afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”. O foco do processo cognitivo passava do objeto observado para o observador, o ser humano. A compreensão da realidade seria algo variável, de acordo com a capacidade de cada observador. Kant concordaria, nesse sentido, afirmando que a percepção da realidade variaria de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.

Numa percepção mais ampla e profunda da realidade, poder-se-ia dizer que a violência não seriam apenas os atos de agressividade, mas também toda e qualquer infringência às leis divinas ou naturais. Ao violá-las, a pessoa criaria um estado de desarmonia em si, maculando o seu equilíbrio, a sua paz e a sua saúde, e irradiando essas perturbações ao ambiente onde vive.

 

Foi recordado que no ano 2000, a UNESCO realizou o “Manifesto 2000”. Aquela organização internacional elaborou um estudo profundo com especialistas a respeito de como poderia ser alcançada a paz no mundo. A conclusão foi a de que esse desiderato poderia ser conquistado sem grandes dificuldades, desde que os governos de todas as nações comprometessem-se a seguir os itens incluídos no manifesto. Curiosamente, todos os seus itens, de alguma forma, derivavam de ensinamentos ou recomendações das diversas religiões do planeta, versando sobre a ternura, a afetividade, o amor, a compreensão, a tolerância. Os seis itens seriam: preservar a paz, onde quer que ela se encontre; rejeitar a violência; ser generoso e tolerante; procurar ouvir para compreender; respeitar a natureza; e, finalmente, redescobrir a solidariedade. Divaldo recordou também que no mesmo ano 2000, na cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi realizado o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas.

Divaldo asseverou que, fazendo-se uma radiografia das guerras, constatar-se-ia que ao longo da História a maior parte delas no mundo foi promovida pelas religiões. Mas, acrescentou, além das guerras externas, haveria as guerras interiores, quase que permanente na maioria dos seres humanos, e decorrentes dos conflitos íntimos pela falta de conexão do ego com o Self.

Essa fusão entre o ego e o Self seria realizada pelo Amor. O antídoto para a violência, então, seria amar; amar inclusive os que nos fazem o mal, de maneira a diluir o ódio com aquele sentimento que é de não-violência. A História oferecer-nos-ia exemplos notáveis de seres humanos que conseguiram neutralizar o ódio de milhares de criaturas pela força do amor, como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Mohandas K. Gandhi.

Divaldo esclareceu que a violência deve ser entendida também como toda ação nossa que é negativa para o próximo.

E afirmou, ainda, que a nossa paz depende de uma ação efetiva de nossa parte. Não basta evitar a violência. Temos de agir, positivamente, com comportamentos de não-violência. Essa ação de não-violência geraria um ambiente social de paz. Isso significa que, para conseguirmos agir como pacificadores, esparzindo a energia da paz pelo mundo, teríamos, antes, de estarmos interiormente pacificados.

E quais seriam os recursos necessários para atingirmos a paz interior? O Espiritismo, conforme assertiva, dar-nos-ia tudo o que pode tornar-nos plenos e pacificados. Com os seus postulados da imortalidade da alma, da reencarnação, da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação, e o código de ética que se constitui a mensagem psicoterapêutica do Evangelho de Jesus, qualquer indivíduo poderia realizar a viagem interior do autodescobrimento e da autoiluminação, para a superação das más inclinações, a solução dos conflitos íntimos e a conquista da plenitude.

Como mensagem final, Divaldo ressaltou que mesmo quando sintamos que perdemos quase tudo, devemos manter a esperança, que sempre sustenta-nos na vida, e cultivar sonhos que nos impulsionem a seguir adiante, amando e perdoando sempre, aos nossos irmãos e a nós mesmos.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

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