24 maio 2017
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Copenhague, Dinamarca, 24 de maio de 2017

Na quarta-feira, 24 de maio de 2017, Divaldo Franco e amigos, dando prosseguimento às atividades de divulgação da Doutrina Espírita, desembarcaram em Copenhague, onde os aguardavam alguns amigos espíritas do GEEAK – Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec/Copenhague. De imediato, Divaldo e seus acompanhantes foram encaminhados ao hotel, tendo em vista a exiguidade do tempo, suficiente para um leve refazimento, preparando-se para o início da conferência, proferida para um público aproximado de 170 pessoas, dentre estas, muitos dinamarqueses, já o aguardavam.

Esta, certamente, será uma data histórica para o movimento espírita dinamarquês: o lançamento de O LIVRO DO MÉDIUNS no idioma dinamarquês, com prefácio de Divaldo Franco.

 

 

 

Divaldo abordou a mediunidade, apresentando fatos e protagonistas, em uma bela e didática exposição que contou com a tradução da Sra. Sônia Regina de Araújo, vertendo ao idioma local a instrutiva conferência.

Após a apresentação de algumas belas músicas interpretadas por trabalhadoras do grupo espírita, Divaldo deu início a conferência, apresentando o seu amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, do Equador, que, em breves palavras, descreveu algumas experiencias adquiridas com a mediunidade, que, no seu caso, manifesta-se em diversas nuances, como a psicofonia, a psicografia, a clarividência, a clariaudiência, entre outras, ensejando uma abordagem mais ampla à tão rica temática.

Com lucidez e didatismo, Divaldo Franco lembrou que a mediunidade está presente na vida da criatura humana desde os tempos primitivos. As tribos primitivas colocavam pedras em volta do fogo, simbolizando aqueles que haviam morrido.

A mediunidade foi a faculdade utilizada, também, pelos profetas, pelas pitonisas, que interpretavam a palavra dos mortos. A Bíblia, afirmou Divaldo, está repleta de fenômenos mediúnicos, como se pode aferir pela majestosa atuação de Jesus, intensa de contatos com os seres espirituais.

Relatando vários fatos, Divaldo citou locais e datas com uma exatidão impressionante de detalhes, demonstrando a presença da mediunidade ao longo da historia da humanidade. Com relação à Dante Alighieri e a sua obra, A Divina Comédia, Divaldo esclareceu que Dante, após a sua morte, se apresentou ao filho, revelando-lhe a existência do complemento dessa importantíssima obra, guardada em um cofre escondido atrás de um quadro. Somente o autor conhecia a localização do referido cofre e como abri-lo.

Em 20 de fevereiro de 1939, salientou o orador espírita, o Cardeal Eugênio Pacelli, que havia sido assessor do Papa Pio X, esse, já desencarnado, se lhe apareceu dizendo-lhe que se tornaria o novo Papa da Igreja. O Cardeal Pacelli ficou perplexo, pois que o Papa Pio XI ainda estava vivo. Pacelli questionou o Papa Pio X, que lhe reafirma a revelação: – tu serás o novo Papa. Efetivamente o Cardeal Pacelli foi eleito em 02 de março de 1939, adotando a denominação de Pio XII. Inúmeros outros casos emolduraram a esclarecedora conferência.

Narrou, também, como não poderia deixar de ser, sua própria trajetória com a mediunidade, como bem sabemos, com grande riqueza de detalhes, afinal, Divaldo vê e convive diuturnamente com os Espíritos, desde os seus quatro anos de idade. Destacando a importância em educar a mediunidade, Divaldo enfatizou a necessidade do estudo de O Livro dos Médiuns, um riquíssimo manancial de luzes.
Preparando para esse nobre exercício, a mediunidade, alertando e ou relembrando, salientou que ela deve ser exercida sob a bandeira da caridade. A mediunidade não pode ser objeto de mercantilização, cobrando pelas informações. O médium não tem o direito de obter rendimentos através do auxílio que os Espíritos prestam. Nas horas de folga, disse Divaldo, enquanto os outros vão se distrair, o médium vai praticar a caridade, emprestar as suas forças para o bem.

O Espiritismo tem a sua própria metodologia, é uma filosofia de vida, desmistificou a morte, ela não existe, é somente o portal para a dimensão espiritual. Assim, a vida continua, ensejando oportunidade para as comunicações entre os encarnados e os seres incorpóreos.

O Espiritismo, afirmou o querido orador, é o endereço de Deus, oferecendo-nos a mais notável psicologia, a psicologia do amor. Desta forma, a figura de Jesus sai das igrejas, indo para as ruas, dando condições e possibilidades aos homens de construírem uma sociedade mais justa e mais feliz.

Orador de escol, e profundamente comprometido em servir o Cristo, Divaldo Franco afirmou aos trabalhadores locais: Estamos, hoje, aplaudindo a publicação de O Livro dos Médiuns, na certeza que todos seremos beneficiados pelo seu estudo profundo e pela maravilhosa possibilidade de entrar em contato com os Espíritos.

Ao encerrar a conferência, Divaldo foi saudado e homenageado com um bolo pelo seu 90º aniversário. Doando-se um pouco mais, em nome de Jesus, ainda respondeu diversas perguntas formuladas a respeito deste palpitante assunto, a mediunidade.

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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