22 maio 2017
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Estocolmo, Suécia, 22 de maio de 2017

Na manhã do dia 22 de maio de 2017, segunda-feira, Divaldo Pereira Franco viajou de Amsterdã, Holanda, para a capital da Suécia, Estocolmo. No aeroporto da capital sueca, os amigos espíritas da cidade o recepcionaram, bem como ao grupo que o está acompanhando, encaminhando todos ao hotel. A Conferência que versou sobre o tema Reencarnação teve início ao final da tarde. Divaldo está na Suécia pela 21ª vez. Foi no ano de 1979 que ele iniciou a divulgação do Espiritismo nesse país escandinavo.

O dia 22 de maio de 2017 ficará marcado, de forma indelével, no calendário do movimento espírita sueco. Nesta data ocorreu o lançamento de O Evangelho Segundo o Espiritismo traduzido para o idioma Sueco. O público presente neste ato solene e na conferência foi formado por 200 pessoas. Divaldo Franco foi assessorado pelo filho da abnegada trabalhadora espírita Adele Baruffaldi, o querido Tim, traduzindo para o sueco a conferência.

 

 

 

Divaldo, como nos encontros anteriores, nos países que já visitou este ano, apresentou o seu querido amigo, Dr. Juan Danilo Rodríguez, uma das belas esperanças doutrinárias para o futuro, portador de várias mediunidades, médico de família, residente em Quito, capital do Equador. Dr. Juan é um apóstolo diante do autismo, tendo criado uma organização para atender portadores dessa síndrome em sua cidade, fundou, também, o primeiro Centro Espírita de Quito. Em sua ligeira exposição, narrou brevemente a experiência vivida de uma reencarnação anterior com uma paciente sua, que chamou muito a atenção do público presente.

Iniciando a conferência, Divaldo destacou o trabalho e as experiências do parapsicólogo indiano, o Dr. Hemendra Nath Banerjee (1929-1985). O Dr. Banerjee asseverava que a criatura humana possui duas manifestações mentais: a memória cerebral e a memória extracerebral, desejando demonstrar que após a vida física, essa prossegue. O intrépido orador brasileiro afirmou que a reencarnação é uma doutrina muito antiga, antes mesmo de Cristo. Com Sócrates e Platão ela passou a ser examinada pela filosofia. Na história da religião Cristã, a Reencarnação está presente, ela faz parte da vida.

Quem nunca se perguntou, por que alguns nascem com deformidades congênitas, por que gêmeos em condições diversas? Por que algumas pessoas alcançam sucesso no que fazem, sem muito esforço, enquanto outras, embora com grandes esforços, quase nada obtém de positivo? Por que a antipatia e a afeição entre as pessoas?

Deixando os questionamentos em aberto, Divaldo, tal qual fez o Dr Juan, chamou a atenção ao narrar a experiência vivida e relativa à uma reencarnação sua. Divaldo deixou os presentes estupefatos ao contar, com muita riqueza de detalhes, um caso ocorrido com ele na primeira vez que esteve na Europa, no ano de 1967. Ocorre que desde os 4 anos de idade, Divaldo Franco pronunciava uma espécie de dialeto que ninguém compreendia, sempre conversando e cantando naquela língua esquisita de criança.

Em 1967, estando em Paris para divulgar o Espiritismo, ele resolveu dar um passeio de ônibus, sozinho, a despeito de seus anfitriões discordarem dessa ideia. Assim, ao passar por um local, resolveu descer, atravessou um bosque e se deparou com um convento de religiosas. Ao bater, na intenção de entrar para conhecer, o acesso lhe foi negado. Após muito insistir, a abadessa deixou-o entrar.

No palratório ele informou que desejava rever o local. Foi informado que seria impossível, pois para tal, teria que passar pelo local onde as freiras se encontravam. Ali não poderia entrar pessoas do sexo masculino. É impossível, reafirmou a superiora. Divaldo, então, informou que havia sido o fundador daquele local em 1526. Atônita, ela sugeriu que ele procurasse um psiquiatra. Destaque-se que todo esse diálogo se deu em francês, língua que Divaldo não fala. Para surpresa da abadessa, ele afirmou que conhecia todo o convento por dentro, e que atras do altar mor, existe uma passagem que conduz ao pátio do convento, o que ninguém sabia. Ela teve um choque, e ao verificar, comprovou a informação.

A abadessa, então, deixa ele percorrer os locais, mostrando detalhes a ela, inclusive a cela onde ele, Divaldo naquela existência anterior, havia “morrido”. Eles conversaram durante toda a tarde, e à noitinha a abadessa o levou de volta à Paris, curiosíssima para saber O QUE ERA AQUILO? Divaldo, então, deu a ela as obras básicas do Espiritismo em francês. Tornaram-se amigos, reencontraram-se várias vezes. Divaldo descobriu, mais tarde, que a música que ele cantarolava quando criança, e que ninguém em sua cidade sabia o significado, era o hino da França.

Depois desta narrativa impressionante, Divaldo discorreu sobre mais algumas de suas experiências relacionadas à reencarnação, provocando perplexidade pela exatidão das narrativas e a riqueza dos detalhes. O nobre orador relembrou que existem mais de vinte mil casos de reencarnação registrados na Universidade da Virgínia, nos EUA. Ilustrando essas ocorrências, Divaldo Franco apresentou os fatos iniciais da atual reencarnação de Kim Ung-Yong, sul-coreano nascido em 22 de maio de 1962, que, quando bebê, com 4 meses de idade, falou com seus pais, chocando-os. Com 6 meses escreveu um poema completo, e aos 9 meses teve publicado seu primeiro livro de poesias. Quando completou 1 ano foi entrevistado pelos repórteres, tal era já a sua fama. Aos 8 anos recebeu o título de Dr. Honoris Causa em Matemática Espacial e Cálculo Diferencial. Quando questionado sobre o seu saber, ele respondia: – eu me lembro, eu não sabia que sabia, mas me dei conta que sei. Como explicar, senão através da reencarnação?

Ao finalizar a conferência, recheada de conceitos complexos, sendo traduzida para um idioma nada simples, sem perder a lógica do raciocínio, o que é muito difícil, Divaldo concluiu que o objetivo maior é chamar a atenção para um tema que deve ser examinado à luz da neuropsiquiatria, da psicologia acadêmia, visando explicar as psicopatologias das alienações mentais sem nenhum antecedente de matriz biológica.

Muito aplaudido, em gratidão, Divaldo ainda respondeu à várias perguntas, sugerindo: Ame, e nunca se arrependerá!

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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