20 maio 2017
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Frankfurt, Alemanha, 20 de maio de 2017

Na manhã do dia 20 de maio de 2017, sábado, Divaldo Franco e o grupo de amigos deixaram para trás a residência dos Kummer, em Mannheim, que há muitos anos o hospeda com todo carinho e dedicação, rumando para Frankfurt, onde já o aguardavam os amigos daquela cidade, capitaneados pela querida amiga Norma Buss. A missão de Divaldo foi a de realizar uma conferência com o tema Vida, Desafios e Soluções, para um público de 190 pessoas, contando com o auxilio da dedicada tradutora para o idioma alemão, Edith Burkhard.

Divaldo iniciou apresentando, como tem feito em todas as cidades deste roteiro, o querido amigo Juan Danilo Rodríguez, do Equador, que falou por alguns momentos à atenta plateia sobre suas experiências adquiridas no exercício de sua profissão de médico, e, também, como a Doutrina Espírita surgiu em sua vida, o que lhe possibilitou ampliar significativamente sua forma de encarar a vida e os seus eventos.

 

 

 

O estimado orador e médium baiano, iniciando a conferência, afirmou que a própria vida é um desafio, mas nós temos nas mãos muitas soluções, o Espiritismo, por exemplo, nos apresenta muitas possibilidades, tais como, saber que a vida prossegue, que reencontramos os seres amados, que os laços prosseguem além do corpo. Os desafios que se apresentam são inerentes à nossa própria trajetória evolutiva, eles sempre vêm precedidos de crises, e são resultado de nossos atos anteriores. Não fossem os desafios, os indivíduos se manteriam em um estado de inocência, de ausência do conhecimento.

Visando despertar os mais sublimes sentimentos, Divaldo narrou a emocionante história ocorrida na década de 1930, em uma aldeia no norte da Polônia, com o Rabino Judeu Samuel e o agricultor Herr Müller, que mais tarde se tornou soldado das tropas SS, sensibilizando a plateia. Esta é uma história de amor, persistência, abnegação, paciência e fraternidade.

As heranças arquetípicas de violência se constituem em um grande desafio: transformá-las para o amor e para o bem. O homem moderno possui a mais avançada tecnologia, porém carece de paz interior. A depressão devora, e os conflitos perseguem diariamente os indivíduos. Vive-se em constantes desafios. Frequentemente as criaturas se encontram armadas, quando deveriam seguir amando.
Divaldo Franco, como tem feito com frequência, narrou algumas de suas próprias experiências, adquiridas em contatos amiúdes com as pessoas. Viajando pelo mundo a maior parte do tempo, divulgando o Espiritismo, consegue com seu verbo eloquente, emoldurar suas vivências para que a plateia perceba a importância de aplicar os conceitos da Doutrina Espírita e, acima de tudo, os ensinamentos de Jesus, demonstrando a importância da paciência, da tolerância para com todos.

Desafios se apresentam a todo momento, afinal, o ser humano não é uma massa de carne que se dilui, é energia inteligente criada por Deus para a sua própria evolução. Muitas doutrinas afirmam que a vida continua, mas somente o Espiritismo traz de volta os que partiram, de forma lógica e inquestionável. Divaldo citou as experiências realizadas pelo Dr. Eben Alexander III (1953-), neurocirurgião americano que não acreditava em vida após a morte, até passar por uma experiência dramática. Ele entrou em coma profundo por oito dias, teve visões de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado. Dr. Eben escreveu o livro O Céu Existe, Eu Estive Lá. O nobre conferencista evidenciou, também, as pesquisas da psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), que após entrevistar milhares de pessoas declaradas clinicamente mortas, constatou que a vida continua a existir para além da expressão física da vida. Ela é a criadora da Tanatologia, sendo categórica em afirmar que existe vida após a morte.

Divaldo afirmou que o Espiritismo é a resposta para todos os enfrentamentos e desafios da vida. Viajando pelo mundo, em uma longa existência, com a experiência de 70 anos de oratória, ele pôde observar que as criaturas humanas são todas iguais, possuindo as mesmas ansiedades, os mesmos sonhos. As únicas diferenças que constatou são os nomes e os endereços dos indivíduos. O homem necessita de uma filosofia existencial que lhe dê o reino dos céus, na terra. Essa filosofia é o Espiritismo.

Ao encerrar, desejou a todos que sejam felizes hoje, mudando velhos hábitos, de forma muito fácil, optando pelo amor. Sem fundar nenhuma religião, Jesus apenas viveu e nos indicou o amor, amando o próximo para podermos amar a Deus. A proposta terapêutica do amor é a solução para qualquer situação, para todas as vidas, assim agindo, a criatura humana terá a solução para todos os problemas da vida.

Após atender as perguntas da plateia sobre questões variadas, o ínclito e incansável orador Divaldo Franco, juntamente com alguns amigos, saiu rapidamente em direção ao aeroporto de Frankfurt, para viajar à Amsterdã, na Holanda, onde chegará por volta das 24 horas, descansando ligeiramente e preparando-se para falar aos amigos da bela capital holandesa no dia seguinte, 21 de maio.
Notemos que este ritmo é sempre desenvolvido com alegria, com entusiasmo, bom ânimo, o que é natural para esse “jovem” de 90 anos, e quando, por uma ou outra razão, as dificuldades de variada ordem se lhe acercam, eis que o vemos estoico, entregando-se nas mãos de Jesus e a ele confiando sua vida. Mesmo, às vezes, com limitações, não desanima, nem reclama, deixando-nos, os que o acompanham, a lição prática da confiança irrestrita no Cristo. Não é nada fácil acompanhar o ritmo desse peregrino do Evangelho de Jesus, isto com 43 anos a menos, haja fôlego…

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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