18 maio 2017
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Mannheim, Alemanha, 18 de maio de 2017

Na manhã do dia 18 de maio de 2017, quinta-feira, Divaldo Franco se deslocou de Luxemburgo para a Alemanha, onde desenvolverá atividades doutrinárias em Mannheim, Stuttgart e Frankfurt. O primeiro compromisso em terras germânicas foi na cidade de Mannheim, onde a incansável Euda Kummer e demais trabalhadores do grupo espírita Freundeskreis Allan Kardec, o aguardavam para mais uma conferência espírita com o tema Die Wunder der Liebe (O Milagre do Amor), para um público de 170 pessoas, contando com a tradução de Edith Burkhard.

Iniciando a atividade, foi apresentada uma peça musical com a soprano Danice Dixon, que enlevou e cativou a todos. Na sequência Divaldo Franco apresentou o Dr. Juan Danilo Rodriguez, do Equador, e que está acompanhando-o nesta jornada europeia. Dr. Juan, em breve palavras, contou as suas experiências com a mediunidade e com a Doutrina Espírita.

 

 

O Semeador de Estrelas, Divaldo Franco, iniciando a conferência, asseverou que a historia da humanidade é um hino ao amor, porque o Universo é uma obra de amor. Para caracterizar e enfatizar o significado do amor, o eloquente conferencista citou as experiências realizadas pelo psicólogo ítalo-americano Leo Buscaglia, (1924-1998), professor na universidade da Califórnia, que decidiu, ao constatar que seus alunos ignoravam o verdadeiro sentido do amor, dar aulas sobre o amor. Segundo ele, a grande maioria das pessoas pensam que somente existe amor se houver libido e, que amor e sexo são a mesma coisa.

Despertando as criaturas para a sensibilidade, Divaldo discorreu sobre as nuances de ser amado e de ser desejado, as relações descartáveis, como se os indivíduos fossem objetos apresentados ao gosto dos outros. O amor, disse, é o sentido de viver a vida com alegria. Toda vez que nos isolamos, é o amor que está se despedindo de nós. Para fazer sexo, basta ser animal, destacando que somente o amor é capaz de estimular a produção de hormônios correspondentes para que seja bom antes, durante e depois da comunhão.

Todo indivíduo psicologicamente maduro ama e possui um ideal, enfatizando que ninguém pode viver sem um ideal. Ninguém pode viver sem o amor. O amor faz parte da vida, como verdadeira essência. Jesus, o maior psicoterapeuta da humanidade, estabeleceu que para sermos felizes bastam duas condutas: amarmos e não fazermos aos outros o que não queremos que nos seja feito. Aquele homem de Nazaré abriu os braços à humanidade e disse: Eu sou a luz do mundo. Ele elegeu como Seus amigos os simples, os humildes, os doentes, as mulheres desprezadas, explicando que são os doentes que necessitam de medicamentos. Todo aquele que ama é feliz.

Para que todos pudessem aquilatar a excelência do amor, Divaldo Franco narrou a experiência por ele vivida durante uma conferência em um pais da América Latina. O episódio se refere às ações do deus Huracán, considerado o deus que criou o povo asteca, referindo-se à confiança, à fé, e a certeza no que podemos muito realizar. (Esse episódio está na obra O Semeador de Estrelas, de Suely Caldas Schubert).

Estimulando a plateia a despertar, disse que é possível e necessário agir logo, de imediato, pois o sofrimento e a dor estão por toda parte. Narrando uma experiência recente por ele próprio vivida, quando deparou-se com um jovem caído sobre a calçada, em Salvador, Bahia, vitimado pela drogadição. Após breve dialogo, ele próprio, reunindo suas forças ergueu o jovem, que afirmou não poderia Divaldo dar-lhe o que ele realmente necessitava, um abraço. O jovem, porém, ignorava que estava diante de alguém que elegeu a caridade e o amor como diretriz de sua vida, seguindo os preceitos de Jesus. Ele recebeu o abraço afetuoso, carregado de compaixão, que definiu o início de uma nova etapa em sua vida. Ato contínuo, ele foi encaminhado à Mansão do Caminho e recebido com todo o amor que naturalmente é dedicado a todos os que batem àquela casa de amor. Os que vivem além da morte, esclareceu Divaldo, vem nos dizer: Ame! À nós que estamos na vida plena, eles nos falam do seu arrependimento de não terem feito todo o bem que podiam.

Ao encerrar a conferência, o estimado orador exclamou: – Eu vos deixo uma mensagem de amor, seja você quem ama, e se não for correspondido, mantenha seu sonho, nunca perca a esperança. E citou uma mensagem de Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica: “Por mais sabedoria que tenhas, por mais conhecimento que tenhas, quando estiver diante de alguém que venha te pedir algo, esqueça-te de tudo e lembra que estás diante de uma alma.”

A emoção pairava no ar, sensibilizando a todos, que certamente saíram dali com muitas reflexões acerca da vida, do amor. Foram momentos de refazimento espiritual para todos.

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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