10 maio 2016
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Bruxelas, 10 de maio de 2016

Na última terça-feira, 10 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Bruxelas, Bélgica.

O evento teve como tema “O Triunfo da Vida: A Reencarnação Segundo o Espiritismo” e ocorreu na “Librarie UOPC”, com um público de 230 pessoas.

A conferência foi iniciada com a reflexão de que o grande desafio da vida é a criatura humana. Ao longo da História, o ser teria buscado a compreensão de sua realidade profunda, da sua origem e do seu destino. A imortalidade, que permanecera envolta nos mantos do mistério por muito tempo, encontraria, oportunamente, o esforço de alguns filósofos que lograram desvelar uma parte desse mistério.

Segundo explicado, a dificuldade para a aceitação da reencarnação surgiria, em grande parte das vezes, da forma superficial e fantasiosa com que é apresentada às pessoas, sem nenhum embasamento fático e científico. Seria necessário, então, uma religião científica, que oferecesse as provas e o claro entendimento lógico da questão.

 

A reencarnação explicaria o que somos hoje; seria a chave para se decifrar os enigmas da existência humana.

Divaldo referiu-se ao trabalho do Dr. Hemendra Nath Banerjee, da Univerisdade de Jaipur, um dos mais notáveis pesquisadores da reencarnação. Segundo o emérito cientista, toda vez que se falava sobre o tema, as pessoas adotavam uma das quatro posturas: a negação apriorística; a negação baseada na mera crença religiosa; a crença baseada no dogma religioso; e, por fim, a certeza sobre ela , com base na análise racional dos fatos e na lógica.

Sobre a primeira conduta, foi dito que não mereceria nenhum respeito intelectual por tratar-se de negação pura e simples, isenta de qualquer análise. A respeito da segunda conduta, foi explicado que o termo reencarnação somente passou a existir com o advento do Espiritismo, embora o conceito já estivesse presente na bíblia, como no capítulo 3 do Evangelho de João, que narra o encontro de Nicodemos com Jesus. Sobre a terceira conduta, foi esclarecido que a crença cega não tem estrutura para resistir às vivências humanas, podendo facilmente desfazer-se. E, por fim, foi analisada a quarta conduta, com a menção a diversos fatos estudados pelo Dr. Banerjee e que confirmam a reencarnação e oferecem a certeza, a fé inabalável sobre ela. Em seguida, o médium narrou a história de sua irmã Nair, suicida, que, mais tarde, reencarnara-se trazendo no corpo físico as marcas do ato criminoso, resgatando o desequilíbrio gerado em si mesma. Também narrou a história de uma outra irmã que tinha profundas dificuldades de relacionamento com o pai, cujas causas estavam presentes em uma reencarnação anterior.

Foram levantadas as mais variadas situações da vida para reflexões em torno do tema, como o fato de certos indivíduos nascerem sem problemas físicos e numa condição social e financeira favoráveis, enquanto outros renascem com doenças ou em favela; os casos de incesto; ou, ainda, os casos de gênios nas artes e nos diversos ramos científicos; todos eventos que somente à luz da reencarnação podem encontrar uma explicação plausível e lógica.

A respeito do esquecimento das existências anteriores, foi esclarecido que as lembranças, quase que invariavelmente, poderiam gerar-nos profundo constrangimento, pelo mal praticado, ou exacerbar nosso orgulho, de maneira que o renascimento em novo corpo físico, com o bloqueio da memória passada, ensejar-nos-ia a oportunidade de escrevemos uma nova história, uma história de amor, de perdão e reconciliação, aqui e agora, diluindo-se os conflitos do inconsciente e vivendo a mensagem da caridade em cada dia.

Como reflexão final, Divaldo exortou a todos para que, em qualquer situação ou sob a injunção de qualquer dificuldade, fôssemos felizes, recordando que as lágrimas pranteadas na noite da alma, transformam-se em pérolas abençoadas da experiência e da sublimação no alvorecer.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Dominique Chéron

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