2 dezembro 2016
2 dezembro 2016, Comentários 0

Na manhã do dia 02 de dezembro de 2016, Divaldo se deslocou via rodoviária, de Barcelona para a cidade de Réus, ambas na Espanha. Em Réus está situado o Centro Espírita Manuel e Divaldo – CEMYD. Por volta das 11h00min, Divaldo Franco, acompanhado por seus amigos inseparáveis do CEMYD e por Juan Danilo, de Quito/Equador, visitaram as novas instalações do Centro Espírita, quando o Semeador de Estrelas inaugurou-as. Foram realizadas uma série de atividades previamente preparadas. Na oportunidade, Divaldo demonstrou, pela palavra emocionada, a sua gratidão, destacando a importância dos Centros Espíritas, as novas Casas do Caminho.

Às 19h30min proferiu uma conferência pública nas dependências do CEMYD, organizadora do evento. Antes da atividade, o amado médium baiano cumprimentou seus velhos amigos e conhecidos de Réus e de cidades vizinhas, bem como recebeu Milcíades Lezcano e sua família, do Paraguai, que estão acompanhando Divaldo em sua viagem doutrinária nas terras de Teresa de Ávila.

 

Realizadas as apresentações de praxe ante um público de 150 pessoas, que lotaram o ambiente, o coral Joanna de Ângelis, do CEMYD, cantou a comovente música popular de Israel Yerushalayim Shel Zahav em sua versão em espanhol – Jerusalén de oro -, emocionando os presentes. Com essas notas musicais foram dadas as boas-vindas ao Cantor do Amor dos dias atuais, iniciando-se a conferência cujo tema foi: Perturbações espirituais.

“O problema da criatura humana é a própria criatura humana”, estas foram as palavras de introdução da conferência dirigida aos amigos de Réus. O ser humano está satisfeito, especialmente no mundo ocidental, por sentir que suas necessidades primárias estão atendidas. Observa-se, todavia, uma sociedade mergulhada no caos de aparências perenes, com graves enfermidades morais e os terríveis transtornos de todos os tipos.

As doenças mais proeminentes têm sido objeto de estudos aprofundados e observações pela ciência médica. No final do século XVIII, o Hospital Salpêtrière, em Paris/França, foi palco de um dos eventos mais surpreendentes da história da psiquiatria, quando Philippe Pinel foi nomeado médico-chefe do hospital e decidiu libertar 53 pacientes com doenças mentais graves internados no pavilhão dos horrores. Com este ato benevolente, intentava fazer cumprir o estipulado na declaração dos direitos humanos, proclamada na França revolucionária, em benefício de todos os povos. Da mesma forma, esses fatos foram repetidos, na sua quase integralidade, em outras partes da Europa, como Londres e Roma.

Divaldo Franco, com detalhes, surpreendeu o público expondo várias experiências médicas e psiquiátricas em diversas partes do globo. A observação médica de então determinava que ações como o enforcamento, choques ou eletrochoque poderiam vir a curar a esquizofrenia dos pacientes.

Diante das perturbações, Divaldo levantou a séria questão da depressão e do suicídio, com destaque para o paradoxo vivenciado pela sociedade moderna. Estima-se que neste atual século o suicídio será a primeira causa mortis, quando paradoxalmente comparado com o momento do holocausto nazista no campo de concentração de Auschwitz, os condenados nem mesmo pensavam em exterminar sua própria vida.

As doutrinas religiosas, como um todo, não conseguiram parar esta nova onda de suicídios, apesar de a tradição histórica da humanidade sempre falar sobre a imortalidade da alma. Coube ao Espiritismo, através da investigação científica, e mais especificamente, a mediunidade pode provar, sem qualquer dúvida, a existência da vida antes do nascimento e depois do túmulo.

Entusiasticamente Divaldo Franco falou aos corações amigos e atentos sobre as suas primeiras experiências íntimas com a mediunidade, desde os seus 4 anos de idade. Contando minuciosamente sua carreira como médium, até ser encaminhado a um Centro Espírita, depois de sofrer um episódio de obsessão física, e, também, a insidiosa ação do Espírito apelidado “Máscara de Ferro” que decidiu afastar-se dele por causa da mudança de sintonia mental e espiritual, que a luz da Doutrina dos Espíritos proporcionou.

Estamos em um momento em que as obsessões campeiam em todos os lugares, sendo necessário que os espíritas saibam lidar muito bem com esse escolho da mediunidade. Os problemas surgem principalmente quando se prega a fraternidade universal, porém não se suporta aos que estão ao seu lado. É imperativo retornar à simplicidade de coração e à tolerância, como Voltaire disse: Eu não concordo com você, mas isso não impede de ser respeitado o direito de ser como você é… Entendimento, compreensão, um pedido de desculpas, mesmo se o perdão não é aceito, são atitudes que devem ser adotadas por todos os espíritas. Podemos ter inimigos, mas o principal é não sermos inimigos de ninguém.

Despertando sentimentos inebriantes com palavras que tocaram o coração e a razão, Divaldo terminou recitando o Poema da Gratidão, provocando lágrimas em alguns ouvintes. Após demorados aplausos, foi realizada uma pequena apresentação, na Espanha, do Movimento Você e a Paz, pelo Coral Joanna de Ângelis e componentes do Grupo de Teatro Victorien Sardou, ambos CEMYD. Foi o ponto final deste magnífico dia com Divaldo Franco, semeando estrelas…

Texto: Xavier Llobet
Fotos: Manuel Sonyer
Versão para o português: Paulo Salerno

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