24 novembro 2016
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Divaldo Franco em Buenos Aires/Argentina

24 de novembro de 2016

Retornando à sede da Confederación Espiritista Argentina – CEA -, concluindo sua passagem pela Argentina, Divaldo foi aguardado com ansiedade pelos amigos, ávidos de conhecimento, que lotaram as dependências de lá federación, entusiasmados num clima de verdadeira fraternidade que a todos envolvia.

Divaldo iniciou fazendo a narrativa da experiência autobiográfica de Ruth Stout (1884-1980), escritora norte-americana, que aos 4 anos presenciou seus irmãos chorando pela morte do cachorrinho querido. Compadecida, ela se lhes associou no pranto, ao que seu avô atento, levando-a pela mão, apresentou-lhe uma janela que permitia visualizar belíssimo roseiral florido que a fez de pronto sorrir, dizendo-lhe: Ruth, em nossas vidas sempre teremos muitas janelas abertas, tanto para a dor e o sofrimento, quanto para a alegria, o amor, a amizade.

 

 

Assim, sempre que estivermos diante de uma janela da vida, lembremo-nos que atrás de nós existem mais uma centena de janelas aguardando serem contempladas. Por isso a verdadeira felicidade consiste em saber se deslocar de uma para outra janela, que pelo esforço próprio sempre poderemos mergulhar em nosso mundo interior e buscarmos uma janela que nos renove para a beleza da vida.

Divaldo alertou que o sentido existencial da criatura na terra é a busca pela plenitude. Citando o médico sueco Axel Martin Fredrik Munthe (1857-1949), e também Jean-Martin Charcot (1825-1893), fisiologista francês, destacou os avanços científicos sobre os aspectos neurológicos dos seres humanos e as experiências com o inconsciente coletivo e individual.

Trabalhando os sentimentos, Divaldo narrou, como só ele consegue, com maestria, a história de Flopete, um ser que experimentou inumeráveis insucessos e sofrimentos, sensibilizando o público, criando um clima de grande emoção. A plateia parecia estar hipnotizada, pela beleza do conteúdo habilmente apresentado.

Encaminhando-se para a conclusão, Divaldo narrou de forma alegre e jovial as suas próprias experiências com a mediunidade, desde a sua infância, de maneira muito simples, como simples é a Doutrina Espírita em sua essência e os ensinamentos de Jesus.

Ao final Divaldo foi efusivamente aplaudido. Era visível a alegria e a gratidão estampadas na face dos presentes que pareciam não desejarem dali sair, certamente envolvidos pelas dúlcidas vibrações que pairavam no ambiente.

Foi uma noite de júbilos.

Texto e Fotos: Ênio Medeiros

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