17 dezembro 2016
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Estudo das Obras da Série psicológica de Joanna de Ângelis

 

No período da tarde, a partir das 16h00min, foi realizado mais um encontro de estudo das obras da Série Psicológica de Joanna de Ângelis. O encontro é carinhosamente denominado de aulão. Esse trabalho é coordenado por Íris e Cláudio Sinoti. O tema foi: O Ser Real – Problemas da Evolução. O estudo foi todo baseado no capítulo I, da obra Autodescobrimento: Uma busca Interior, da mentora acima e psicografada por Divaldo Franco. Neste evento estiveram presentes caravanas de diversos Estados, do Paraguai e da Suiça.

Cláudio Sinoti conduziu os presentes para uma reflexão sobre os momentos atuais, onde os tempos são desafiadores, as crises se encontram instaladas em muitos pontos. Não obstante, a mídia de forma geral faz uma maciça divulgação de fatos lamentáveis, fazendo crer que estamos à beira do caos, porém, a humanidade possui motivos suficientes para saber que dias melhores estão por vir. Em sendo o ser humano um dínamo gerador de energias, cabe ao indivíduo dotado de certa lucidez aprender a cuidar do corpo físico, a controlar as emoções e como lidar com elas, tais o medo, a raiva, etc.

Na medida em que o ser humano se conscientiza sobre a sua realidade, inicia-se um processo de despertamento de valores antes ocultos. O objetivo é alcançar a harmonia entre o ser espiritual e o físico, deixando de dar importância maior ao que desagrada, para valorizar as ocorrências boas e salutares. Os caminhos para a cura real transitam pela mudança de hábitos mentais, pela aquisição de valores morais elevados, pensamentos edificantes, pelo estabelecimento do controle emocional, renascendo constantemente, renovando a consciência, autodescobrindo-se, tornando-se um ser integral.

Íris Sinoti tratou sobre os problemas da evolução, isto é, deslocando-se de uma posição inferior, para uma superior. Nesse processo, os indivíduos devem investir no seu autoconhecimento, identificando o que é mau e o que é bom e, que jazem na intimidade de cada criatura. Cada um possui um patrimônio próprio, construído pelos seus atos, montando a sua história conforme deseja. Métodos corretivos e educacionais são os estímulos que as Leis da Vida recorrem para o aprimoramento dos seres humanos. No processo de crescimento, o sofrimento se constitui em fator de aprimoramento, de instrumento de evolução, considerado o estágio atual da humanidade terrestre.

As boas intenções não são suficientes, é necessário partir para a ação. Todos estão capacitados para resolver situações afligentes. Apesar dos flagelos que dilaceram os indivíduos que se equivocam em relação às Leis Divinas, mantendo bom ânimo, luta constante contra as imperfeições e autodescobrindo-se, tornam-se vencedores, integrais. Cada indivíduo deve aproveitar todos os benefícios que as situações adversas apresentam, fortalecendo-se espiritual e moralmente.

Os problemas da evolução são constituídos pela não-aceitação dos problemas que experimenta, pelo egoísmo, pela autocomiseração, pelo amor-próprio exacerbado. A vitimização, a falta de coragem para os enfrentamentos necessários, as transferências psicológicas continuadas, adiando soluções, deixando que os desequilíbrios internos se avolumem, são outros tantos impedimentos para que a evolução seja alcançada com mais facilidade, construindo o homem de bem, o homem integral.

Palestra Doutrinária

Encerrado o aulão sobre as obras da série psicológica de Joanna de Ângelis, Divaldo Franco, coordenando a doutrinária da noite, apresentou um pequeno apanhado da evolução do pensamento científico, desde o século XVII quando a ciência se libertou do tacão da religião, enumerando pensadores, pesquisadores e empreendedores que não se deixaram abater pelas opiniões contrárias.

Conforme Francis Bacon (1561 – 1626), político, filósofo e ensaísta inglês, considerado como o fundador da ciência moderna, escreveu no século XVII: uma filosofia superficial inclina a mente do homem para o ateísmo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religião. No século XVIII, a ciência encontrou o apoio da filosofia.

Em estilo vibrante e comovente, Divaldo Franco contou a história real da jovem sueca Flopete, retratada na obra O Livro de San Michele, de Axel Munthe (1857-1949), médico, psiquiatra e escritor sueco. Munthe também foi conhecido por sua natureza filantrópica e por advogar os direitos animais. Estudou Medicina na Universidade de Uppsala, Montpellier e Paris, doutorando-se no ano de 1880. Interessou-se pelo trabalho pioneiro sobre neurologia do professor Jean-Martin Charcot (1825 – 1893), assistindo às suas aulas no Hospital Salpêtrière.

Divaldo apresentou, com a história de Flopete, aspectos de rara beleza sobre a caridade, a tolerância, a generosidade, a indiferença, o desamor, os preconceitos, as atitudes displicentes e cruéis adotadas entre aqueles que se denominavam cristãos, destacando os valores da educação moral e religiosa de jovens e crianças, sempre alicerçados nos bons exemplos.

Flopete, ao ver a filha de sete anos desencarnando, exclamou: Eu não posso beijá-la, ela é um lírio e eu sou toda podridão! Flopete havia fugido de Estocolmo. Tornou-se vendedora de ilusões em Paris. Isso foi motivo para que seu irmão a odiasse, e a todas as mulheres. Ao ver a irmã morrer, beijou sua mão e pediu-lhe perdão. A história da jovem Flopete é a história de milhares de outras jovens ao redor do planeta, retratando a degradação humana.

A ternura, o amor, o acolhimento aos filhos abandonados e de outros pais relapsos, devem ser oferecidos como se aos filhos natos fossem, tomando cuidados para que possam se tornarem homens de bens, úteis à sociedade. Os pais, adotivos ou não, devem auxiliar seus filhos a domarem as suas más inclinações, estimulando-lhes as virtudes. Amar a vida, esforçar-se para dar a vida caráter de dignidade, amar o próximo, estabelecer a solidariedade, a compaixão, a ternura, o amor, e a fraternidade são condições para fruir a felicidade. Por muito termos recebido, saibamos devolver em amor, auxiliando o estabelecimento do Reino de Deus na Terra, assim finalizou o discípulo do Cristo, que tomando a charrua em suas mãos, jamais olhou para trás, fazendo de sua vida de abnegação um exemplo, deixando pegadas luminosas, sinalizando o caminho da redenção.

 

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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