12 Abril 2018
12 Abril 2018, Comentários 0

Divaldo Franco em Santa Catarina

Itajaí, 12 de abril de 2018

Vida e morte, saúde e doença, são fenômenos no programa de cada indivíduo. (Divaldo Franco)

A Federação Espírita Catarinense – FEC – comemorando o seu 73º aniversário de fundação na data de 24 de abril, promoveu o Encontro com Divaldo Franco. O tema foi Consciência e Mediunidade, destinado aos trabalhadores e dirigentes espíritas, no Centro de Eventos Maria’s, em Itajaí, onde compareceram cerca de 1.200 pessoas.

Após esse evento, nos dias subsequentes, Divaldo estará em atividades doutrinárias em Florianópolis – dias 13 14 -, e Balneário Camboriú no dia 15 de abril, onde participará do 7º Movimento Você e a Paz. Em Florianópolis, no dia 13, estará presente na abertura da Exposição “Os Pacificadores – FEB”, em alusão aos 73 anos de fundação da FEC. Essa será uma atividade desenvolvida na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

No dia 14 de abril Divaldo irá participar da 1ª Conferência Espírita de Santa Catarina, cujo tema é: Espiritismo: Ciência, Filosofia e Religião, uma homenagem aos 150 anos de A Gênese. O evento será realizado no Centro de Eventos Henrique da Silveira, em Canavieiras, Florianópolis, no horário das 8h30min às 19h00min.

Esther Fregossi, Presidente da FEC, acolheu os participantes dando-lhes as boas-vindas, destacando que o evento é um verdadeiro banquete espiritual com o objetivo de renovação de conhecimentos e de energias, haja vista a presença de entidades espirituais de largo saber espírita e extensas folhas de serviços prestados à humanidade.

 

 

 

Divaldo Franco, após duas delicadas cirurgias realizadas no último dia 05 de abril, se fez presente no trabalho espírita, testemunhando seu acendrado devotamento a causa cristã e o amor ao Espiritismo, divulgando-o de forma ímpar, distribuindo as sementes do amor, mesmo enfrentando as dores e os incômodos do pós-operatório. É o cristão reafirmando, através do trabalho e do supremo amor ao próximo, a sua condição inarredável de servir ao Cristo superando os limites que a matéria impõe. Onde muitos param, Divaldo Franco vai muito mais além, dizendo-nos, pelo exemplo, que o amor é o combustível da vida.

O evento, dividido em duas partes, prólogo e perguntas e respostas, representou riquíssimo momento, onde o Semeador de Estrelas, termo cunhado por Suely Caldas Schubert, definiu o que é a mediunidade, apresentando dados históricos e ocorrências mediúnicas diversas. Salientou a criação de vários neologismos por Allan Kardec, facultando através de vocábulos mais apropriados o bom entendimento da Doutrina Espírita. Allan Kardec, filólogo e poliglota destacado, deu sobejas mostras de seu conhecimento sobre as diversas doutrinas de sua época.

A mediunidade é de natureza orgânica, o que significa que todos os indivíduos a possui e que se exterioriza em graus diversos. Apresentando um breve resumo histórico sobre a mediunidade, o insigne orador frisou que tanto no Velho Testamento como no Novo há narrativas de cunho mediúnico. O Novo Testamento, particularmente, está fundamentado nos fenômenos de natureza mediúnica. Allan Kardec teve a grandeza de estudar os fenômenos mediúnicos consolidando-os em O Livro dos Médiuns, compêndio primoroso que deve ser estudado por todos os médiuns que desejam servir Jesus.

Da psiquiatria a psicologia, dos pesquisadores antigos e modernos, das influências espirituais negativas e positivas, Divaldo Franco foi enriquecendo o conhecimento, libertando o saber, promovendo a criatura humana de forma digna, ética e moral. A mediunidade, salientou o trator de Deus, assim cognominado por Chico Xavier, pode trazer luzes ou sombras, dependendo da qualidade moral adquirida pelo médium.

As perguntas, adrede preparadas, foram respondidas com inúmeros exemplos elucidativos e motivadores, ensejou momentos de grande reflexão. Aos portadores de esquizofrenia recomendou que participem de reuniões doutrinárias para aprenderem a Doutrina Espírita, recebam o passe espírita, façam uso da água magnetizada, realizem a leitura e posteriormente o estudo de O Livro dos Médiuns, bem como, jamais abandonar o tratamento médico específico.

A prática mediúnica somente é recomendada aos que realizaram o estudo prévio de O Livro dos Médiuns, verdadeiro guia de bem proceder no labor mediúnico. Em primeiro lugar o estudo, a aquisição do conhecimento, depois o exercício da mediunidade, nessa ordem. A condição moral dos médiuns influi na qualidade das mensagens, dada a sintonia, a lei das afinidades. A Doutrina Espírita é código de ética e moral elevadas. Fora da caridade não há salvação, essa a base doutrinária. A moral e a ética são relevantes para se ter afinidade com Espíritos nobres, como estabeleceu Allan Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as suas inclinações más.

Sobre as práticas mediúnicas inovadoras, disse o nobre conferencista que a mediunidade não aceita novidades, essas ditas práticas inovadoras são fantasias vãs. O exercício do diálogo com os Espíritos deve ter por base a Lei de Amor, calcado na misericórdia. Recomendou que não se deixem ludibriar por fantasias, a base é a codificação estabelecida por Allan Kardec.

As condições para se desfrutar de boa saúde psicológica e psiquiátrica, no tocante a mediunidade, estão calcadas no estudo sério e continuado, esse o primeiro grande requisito, depois, e concomitante, o desenvolvimento da serenidade, da autoconfiança, do autoamor e do serviço ao próximo, como exercício do amor.

A prece é um mecanismo de grande alcance, facultando benefícios inestimáveis a quem é dirigida. O bom dialogador da prática mediúnica deve possuir fácil comunicação, ser portador de sentimento de compaixão, ter em mente que o objetivo não é o de convencer e nem de converter, mas de acolher, de orientar. Ele deve possuir bom senso, irradiar ternura e compaixão. A mediunidade é uma bênção de Deus, e as dores morais ensejam reflexões profundas e as angústias são feitas de reminiscências.

A ajuda divina é infinita, a mediunidade é uma bênção. Para bem desenvolver a mediunidade com Jesus se faz mister praticar o bem, pautar a vida pelos ensinamentos do Espiritismo, cultivar a beleza, a ternura, apesar de tudo o que ocorre, mantendo o coração em estado de afetuosidade, tornando-se um jornadeiro da Era Nova.

O Espírito Dr. Bezerra de Menezes, pela psicofonia de Divaldo Franco, expressou-se afirmando que as dores e as lágrimas são bênçãos e esperanças quando bem compreendidas e vivenciadas. Jesus, continuou, necessita de cada um para que se faça presente na vida do outro, incentivando o amor ao próximo, entre outras judiciosas orientações. Dr. Bezerra solicitou a intercessão da Mãe Santíssima para toda a humanidade.

Todos, profundamente tocados, se demoraram para deixar o local, e em silêncio e com fisionomias de alegria, os corações pulsavam em harmonia com os mensageiros divinos, que do alto distribuíam bênçãos em profusão.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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