14 Abril 2018
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Divaldo Franco em Santa Catarina

Florianópolis, 14 de abril de 2018

Conferencia Espírita de Santa Catarina

A Federação Espírita Catarinense – FEC -, promoveu a Conferencia Espírita  de Santa Catarina no dia 14 de abril de 2018, com o tema: Espiritismo: Ciência, filosofia e religião. O evento foi levado a efeito no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique Silveira, localizado em Canavieiras, em Florianópolis.

Estando presentes autoridades do Poder Judiciário, do Legislativo e do Executivo, bem como lideranças espíritas estaduais, Esther Fregossi, Presidente da FEC, presidiu a abertura do enriquecedor encontro iluminativo apresentando as boas-vindas, externando sua gratidão aos que a antecederam no labor federativo.

 

 

 

O Dr. Juan Danilo Rodríguez, médium espírita, médico de família, homeopata, psicólogo e escritor espírita, de nacionalidade equatoriana, fundador do primeiro centro espírita de seu país, em Quito, encontra-se atualmente radicado no Brasil desenvolvendo nobre projeto na Mansão do Caminho, onde reside, visando atender os portadores de necessidades especiais, principalmente os autistas. Convidado a dirigir-se ao público se disse honrado em compartilhar com todos a alegria do enriquecimento espiritual, sentindo-se grato pela oportunidade. Apresentou a saudação dos espíritas equatorianos e da Mansão do Caminho, salientando que nos dias atuais, mais do que nos anteriores, precisamos de Jesus, de esperança de dias melhores, sensibilizando os corações. Todos somos anjos em construção.

Para discorrer sobre A Gênese da Alma, Divaldo Franco apresentou elucidativo estudo sobre a cosmologia, a formação do Universo e do Planeta Terra, bem como dos seres nela viventes, desde as cadeias de açúcares até o homem dos dias atuais. Elucidando e facilitando a compreensão, o orador por excelência apresentou as enriquecedoras informações contidas na incomparável obra A Caminho da Luz, de Emmanuel e psicografado pela maior antena psíquica da humanidade, o venerando Chico Xavier.

As formas foram se transformando até alcançar os primeiros seres das camadas inferiores, sempre em perpétua transformação, ganhando complexidade sempre maiores. Assim, de conversão em conversão os seres vão transformando-se, atestando a magnitude divina. Apresentando uma breve história antropológica do homem e o nobilitante trabalho de notáveis pesquisadores, Divaldo Franco destacou o trabalho hercúleo de Allan Kardec, cientista emérito, codificador da Doutrina Espírita, ao descrever a história da gênese e da evolução do ser e da alma.

O homem sempre se preocupou em remontar à sua gênese. Vastíssimos registros, de todas as épocas, afirmam que essa procura povoou a sua ânsia de conhecer o seu princípio. Com uma certa visão de futuro, a humanidade foi perscrutando os campos obscuros de sua própria evolução. A ética, em se desenvolvendo na intimidade da criatura, vai transformando as práticas e os estudos adotados, até alcançar a conclusão de que Deus é o Senhor da Vida e a morte torna-se somente um novo renascer.

Os filósofos, com suas éticas, apresentaram estudos importantíssimos afirmando que a evolução é inevitável. Contudo, Jesus é incomparável ao cantar a sinfonia do Amor. Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Chico Xavier e outros, cada um em suas particularidades, estabeleceram pontes entre a Terra e o Céu, colocando em prática o amor apregoado e exemplificado por Jesus.

O Espiritismo, confirmando a existência da vida e das modificações das formas, desde os primeiros momentos da vida na Terra, dá ao homem a certeza da evolução material e o aprimoramento moral, principalmente, apontando meios claros e precisos na aquisição da plenitude, a busca pela angelitude. Desejando grande sucesso ao excelente evento, Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, superando os incômodos e as dores pós-operatórias, dá o seu imorredouro exemplo diário de dedicação operacional ao Cristo. O público, tocado em seus corações, levantou-se para aplaudi-lo, reverenciando-o com gratidão.

O incansável trabalhador do Cristo, na jovialidade de seus quase 91 anos de idade atendeu mais uma agenda de trabalho, protagonizando um enriquecedor trabalho com os jovens. Respondendo perguntas, adrede preparadas, o trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, disse para que não temam a ninguém, fazendo uso das ferramentas doutrinárias, explicando que o espiritismo é uma doutrina libertadora, além de ser consoladora por libertar a criatura humana de seus atavismos e vícios. Quem sabe compreende melhor as suas próprias dores e, então, poderá trabalhá-las melhor através do conhecimento adquirido.

Todo o ser comprometido em sua própria transformação ético/moral deve trabalhar com persistência e inspirar confiança nos seus circunstantes. Transformar é encarar a realidade sem fantasias. Quando for trabalhar com os mais idosos a postura deverá ser a de conquistar a confiança através do desenvolvimento dos atributos éticos/morais, exteriorizando, assim, a beleza da alma humana, porquanto, a beleza é Deus.

Com sentimento paternal, Divaldo aconselhou a jamais abdicar dos ideais. O que importa é o futuro, o vir a ser, uma permanente construção para o amanhã. Para elucidar que a cada aspecto negativo há outros de caráter positivo, o orador que arrebata multidões narrou bela história, a autobiografia de Ruth Stout, escritora norte-americana (1884 – 1980) que relata suas próprias experiências existenciais buscando auxiliar os jovens na busca de um propósito na vida, abordando a lição inesquecível que recebeu de seu avô na infância sobre as duas janelas existentes na vida de todos. A que se abre para a tristeza e o sofrimento e a outra que permite identificar a alegria e a beleza da vida. Com essa história tocante Divaldo deixou claro que diante das experiências de aflição, dor e sofrimento a criatura humana deve se lembrar de que há uma outra janela – a da alegria – que se deve buscar. A recíproca é também verdadeira, e assim, todas as vezes que estiver debruçado sobre a janela da alegria, deve se recordar que muitos outros irmãos se encontram no sofrimento e na tristeza. O dever é, portanto, de se deslocar na direção deles para lhes oferecer a solidariedade e o carinho, usando de compaixão. Observação: Essa rica história se encontra narrada em detalhes no capítulo 6 da obra O Colar de Diamantes, de Divaldo Franco, compilada por Délcio Carvalho, da Editora LEAL.

Recomendando o livro Depois da Morte, de Léon Denis, o arauto do evangelho e da paz, estimulou a leitura e o estudo, narrando parte da introdução da referida obra. Exortando a perseverança no bem, frisou que jamais desanimem, que amem sempre, oferecendo alegria aos tristes, através de um sorriso. Sobre as dores, destacou que não se decepcionem com os demais, guardando serenidade sempre.

O sentimento de melancolia, de nostalgia trazem embutidos o passado, assim, o esforço é de se autoestimar, amando-se. As aparências nada têm a haver com a realidade, o que é belo na atualidade poderá deixar ser no futuro. A jovialidade independe da idade cronológica, um sorriso, uma boa palavra possui o poder de mudar para melhor uma situação negativa, amenizando-a pelo menos. Todos os que optaram por fazer o bem, sem ostentação, encontraram a felicidade e a alegria de viver, porque exercitaram o amor.

A etapa de encerramento desse notável encontro com o saber foi iniciada pelo Coral Vozes de Santa Catarina, sob a regência do Maestro Robson Medeiros. As belíssimas apresentações encantaram o público que respondeu com calorosas salvas de palmas.

Divaldo Franco, o Paulo de Tarso dos dias atuais, abordou o tema: A Plenitude da Vida. Reafirmando que a plenitude é uma conquista árdua, que dispende esforços e superação de limites desafiadores, o médium e orador espírita narrou um fato por ele vivenciado em Nova Iorque e que somente o exercício da mediunidade com Jesus é capaz de desvelar o passado para que a realidade do momento possa ser corretamente decifrada A narrativa retrata a ação da lei de causa e efeito, o arrependimento e o emprego do amor como solução. Graças a mediunidade e o fato dos desencarnados poderem se comunicar com os encarnados foi possível impedir um suicídio duplo, marido e esposa, atormentados pela desencarnação prematura de seu pequeno filho.

Os eventos de vida possuem o dom de mudar completamente os rumos de uma existência aparentemente feliz, plenificada pelo bem-estar. Porém, o passado, sempre presente, chama o comprometido com a Lei Divina ao reajuste libertador. Falando sobre reencarnação, Divaldo disse que o ser humano ainda pratica vários delitos que necessitam ser reparados. A reencarnação apresenta essa oportunidade de exercitar a bênção do perdão, redimindo o passado, projetando o futuro através de uma vida reta e resignada no presente.

Essa bela e comovente história culminou na fundação do primeiro centro espírita de Nova Iorque, a Associação Espírita Allan Kardec, em Long Island. Plenitude é a alegria imensa do coração, é a oportunidade de encontrar beleza onde há miséria, amor onde há maldade. Como essa extraordinária história que envolve um portador do mal de Hansen, ou lepra, Divaldo Franco destacou que as deformidades morais, ínsitas ainda em muitos, assemelham-se a lepra que se apresenta nos corpos físicos, portanto, há a lepra do corpo e a da alma. A alma somente tem razão para se sentir feliz quando alcançar a conquista da plenitude.

Finalizando o magnífico evento, o primeiro de uma série no Estado de Santa Catarina, Divaldo recitou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Em agradecimento e reconhecimento, o público se dirigiu ao nobre orador com uma vigorosa salva de palmas.

A Presidente da FEC, Esther Fregossi, externou a sua gratidão aos expositores convidados, aos inúmeros voluntários e técnicos que desempenharam as suas funções desde há muitos dias, engradecendo o movimento espírita catarinense.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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