19 novembro 2015
19 novembro 2015, Comentários 0

O médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco realizou na noite desta terça-feira, 17/11, uma palestra pública na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, no espaço do Hospital Dr. Adolfo Bezerra de Menezes. Mesmo sob forte temporal, o evento teve um público de cerca de 4000 pessoas.

Evocando a teoria do físico britânico Peter Higgs e a sua recente comprovação a demonstrar a existência do denominado “bóson de Higgs”, também conhecido como a partícula de Deus, Divaldo discorreu sobre a jornada da Ciência ao longo da História, ressaltando que, se no século XVII a Ciência apartou-se da religião, retomando a proposta do atomismo grego – e desse contexto teriam participado cientistas e filósofos como Thomas Hobbes, Pierre Gassendi, John Locke e Francis Bacon – após séculos de avanços do conhecimento humano, a Ciência e a Religião, finalmente, estariam fazendo as pazes, sendo Deus compreendido como o ente supremo do Universo e a causa primária de todas as coisas.

 

Seguindo, ainda, com a filosofia do século XVII, o palestrante destacou o pensamento de Blaise Pascal, físico e matemático francês, que asseverou que a Humanidade de seu tempo encontrava-se em uma grande e perigosa encruzilhada. Segundo esse pensador, a conduta humana teria dois guias fundamentais: o primeiro, denominado espírito de geometria, que seria a razão, a lógica; o segundo, o espírito de finesse, que seria a gentileza, a bondade. O equilíbrio do indivíduo e, por via de consequência, a harmonia social, dependeriam do equilíbrio entre esses dois elementos, a formar o espírito do coração. Pascal afirmara mais: que se o espírito de geometria prevalecesse, as pessoas passariam a se entredevorar. O panorama de sofrimentos, iniquidades, violência e guerras do século XXI, conforme concluído pelo orador, seria o cumprimento daquela profecia.

Referindo-se ao fato de que tudo é, essencialmente, energia e que vivemos num mundo de pensamentos, ondas, raios e vibrações, foi recordada a carta de Albert Einstein à sua filha, na qual o eminente físico alemão fala a respeito do amor como sendo a maior e mais poderosa força do Universo, superando o eletromagnetismo, a gravidade e as forças quânticas forte e fraca.

Divaldo trouxe inúmeras demonstrações no sentido de que a Ciência, realmente, está abrindo-se para a exploração do transcendente e, por meio dessas investigações, provando a realidade imortalista, corroborando, mesmo que involuntariamente, os postulados espíritas. O programa Genoma Humano, as descobertas do Dr. Dean Hamer, geneticista americano, as experiências pessoais do Dr. Eben Alexander III, neurocirurgião americano, as revelações da Astrofísica e da Física Quântica, são alguns exemplos dessa reaproximação da Ciência com a Religião e, portanto, com Deus.

De acordo com o palestrante, constitui-se um grande paradoxo esse estado calamitoso da Humanidade, nas áreas moral, emocional, psicológica e espiritual, face ao expressivo progresso científico-tecnológico por ela alcançado, inclusive considerando esses avanços nos estudos da transcendência.

A depressão, conforme mencionado e com base nas declarações da Organização Mundial de Saúde, é a segunda maior causa de mortes no mundo e alcançará a primeira posição até o ano de 2025, notadamente por meio do suicídio, o que denota que algo não está bem na criatura humana.

Para abordar essa crise individual, de natureza ético-moral – gênese de todas as outras crises no mundo-, Divaldo discorreu sobre o ser denominado fisiológico, isto é, aquele cujo nível de consciência, ainda adormecida, estabelece como metas exclusivas a alimentação, o sexo e o repouso. Falou, também, sobre os aspectos comportamentais predominantes das pessoas: o individualismo, a sexolatria e o consumismo.

Avançando em sua análise, recordou a proposta do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que defendia a necessidade imperiosa de o ser humano estabelecer um sentido profundo para a sua existência, um ideal nobre, e de vivenciá-lo, sob pena de experimentar os efeitos nefastos do vazio existencial, como a própria depressão.

E, evidenciando o perfeito diálogo entre a Ciência e o Espiritismo, apontou a missão consoladora e libertadora de consciências da Doutrina Espírita, a nos responder as indagações fundamentais sobre quem somos, de onde viemos, qual a nossa destinação e qual o sentido profundo de nossa existência, que é amar, dentro daquele padrão proposto por Jesus na Sua exortação: “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”.

O amor, explicou o médium, é psicoterapêutico e liberta-nos de todos os conflitos que jazem em nosso mundo íntimo, promovendo-nos a um estado de equilíbrio e saúde integral, devendo ser vivenciado tanto na manifestação dirigida ao próximo, especialmente dentro do lar, como no autoamor e autoperdão.

Concluindo sua dissertação, Divaldo afirmou que somos todos bem-aventurados pela simples oportunidade da reencarnação e, como exaltação de agradecimento, declamou os versos do Poema da Gratidão, de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Edgard e Sandra Patrocínio

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