8 fevereiro 2016
8 fevereiro 2016, Comentários 0

Segunda “Gorda” de Carnaval. Enquanto milhares de pessoas buscam as extravagâncias de Momo e sua corte, em Goiânia mais de 3.000 pessoas se acotovelam na entrada do Centro de Convenções buscando a oportunidade de assistir a mais uma palestra de Divaldo Franco. O teatro Rio Vermelho com seus exatos 2.080 lugares tornou-se insuficiente para acomodar a multidão que desde às 17:00 aguardavam a liberação de entrada para a palestra cujo início estava agendado para as 20:00. Foi necessário acomodar os demais em auditórios providos de telões. A chuva forte de verão proporcionada pela Natureza já antecipava a chuva de bênçãos que a todos iria envolver.

 

Divaldo Franco iniciou abordando a Revolução Francesa de 1.789 que na esteira de destronar a monarquia absolutista aboliu igualmente a Aristocracia e a Igreja oficial abraçando o Materialismo filosófico. Pierre Gaspard Chaumette proclamou A Razão é o único e verdadeiro Deus. O Deus oficial apresentado pela Igreja era incompatível com a Natureza. O tempo, contudo, trouxe de volta pensadores, filósofos e cientistas que admitiam a existência de Deus que volta a tocar a alma da humanidade. Huberto Rohden filósofo e teólogo brasileiro denominava Deus como o Absoluto Anônimo. Divaldo cita então o Dr. Morrison e cita as 7 razões pelas quais esse renomado cientista americano afirma provar a existência de Deus. Por fim Divaldo aborda que mais significativo do que crer na existência de Deus é amá-Lo, amando nosso próximo e emocionando a todos os presentes aborda “Os Invisíveis” que não recebem de nós a devida atenção e consideração. Cita Madre Tereza de Calcutá que retira do monturo de lixo uma mulher à beira da morte, ali abandonada pelo próprio filho. Madre Tereza cuida dessa sofrida mulher que observando ser sua benfeitora uma religiosa lhe pergunta: Quem é teu Deus? E a caridosa Madre responde simplesmente: Você. E culminado sua apresentação Divaldo narrou um fato emocionante ocorrido recentemente.

Divaldo estava em um restaurante quando ao passar por um modesto servidor afro descendente, ouviu Joanna de Ângelis lhe falar na acústica da alma: Não vá embora desse local sem antes dar um abraço no profissional que te serve à mesa. Divaldo assim o fez agradecendo a fineza e profissionalismo com o qual fora servido. Oportunamente o servidor humilde buscou a companhia de Divaldo para agradecer-lhe o gesto de afeto e respeito. E Confessou que planejava naquele mesmo dia cometer suicídio pois fora diagnosticado com câncer terminal, mas que o carinho recebido daquele estrangeiro estranho levou-o a repensar sua decisão. Muitas vezes o ensinamento de Jesus “Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados e aflitos” pode ser alcançado com um simples, cordial, fraterno e sincero abraço.

Texto: Djair de Souza Ribeiro

Fotos: Sandra Patrocinio

 

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