16 novembro 2015
16 novembro 2015, Comentários 0

O Pavilhão 2 do Centro de Eventos da Festa da Uva foi palco para mais uma conferência de Divaldo Franco em Caxias do Sul. A atividade foi uma promoção da União Municipal Espírita local, com o apoio do Conselho Regional Espírita da 3ª Região, órgãos de difusão e descentralização do Movimento Espírita da Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Estiveram presentes mais de quatro mil e quinhentas pessoas, ávidas para enriquecerem-se com as imorredouras lições do Espiritismo.

Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, recebido de pé com uma grande salva de palmas, afirmou que a ciência se encontra frente a alguns enigmas ainda não decifrados, embora já tenha se adentrado no conhecimento do macro quanto do microcosmos. Porém, no campo sociológico houve pouca evolução no comportamento de ordem moral. O Embaixador da Paz no Mundo destacou que a ciência a partir do Século XVII, tornando-se independente da religião, logrou grandes avanços. Blaise Pascal, pensador do Sec. XVII, afirmava que o ideal seria o indivíduo desenvolver o espírito do coração, aliando a razão e a gentileza. O Século atual é considerado o período da inteligência, da cibernética, mas também é o século da solidão.

Essa solidão tem causado a depressão, e os indivíduos aturdidos por esse cavaleiro do apocalipse perdem o sentido existencial, a meta de vida, uma razão para viver, perdendo-se por vivenciar fatores que denigrem o ser humano. Thomas Hardy, novelista e poeta inglês, afirmava que o homem havia perdido o endereço de Deus, completando Divaldo, à luz da experiência de vida do homem moderno, que o homem perdeu o endereço de si mesmo.

A busca pela aquisição de bens materiais e pelos valores transitórios das paixões, como fugas psicológicas, têm propiciado ao homem experimentar quadros de depressão, onde a vida perde seu significado. A par dessa situação, há uma sociedade de abnegados amantes da criatura humana que amam com as mais vibrantes fibras do amor. A vida, disse o Professor Divaldo, não é um amontoado de sensações, mas de um somatório de sentimentos. O medo, a ira e o amor, foram fatores abordados para explicar que os indivíduos, conforme a evolução, os desenvolvem como mecanismos de crescimento.

Deve se amar por necessidade. O amor é a alma da vida. Cada indivíduo é o que pensa. Quem ama é feliz. Essas sentenças foram utilizadas para dizer que na Terra cada indivíduo transita em um determinado nível de consciência. A grande proposta do amor é o autoconhecimento. Quanto mais se ama mais saúde se possui. Quando o indivíduo se ama não experimenta a depressão. A depressão possui dois fatores básicos, endógenos e exógenos. Assim, é importante que cada um encontre e desenvolva um sentido para a vida, a aprender viver e amar. Quem ama é infinitamente feliz. Nesses períodos de crise é necessário manter o bom ânimo, a esperança e a confiança nas ações do amor.

Com pitadas de humor e narrativas enriquecedoras, Divaldo Franco prendeu a atenção do público, que magnetizado pelo verbo eloquente e esclarecedor, manteve-se em grande atenção, sorvendo os ensinamentos para bem-viver e amar incontinente a si mesmo e ao próximo. Em agradecimento, o público de pé novamente aplaudiu o lídimo trabalhador do Cristo, o Paulo de Tarso dos dias atuais,

Divaldo Pereira Franco.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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