8 outubro 2015
8 outubro 2015, Comentários 0

O incansável e abnegado trabalhador da vinha do Senhor, Divaldo Pereira Franco foi recebido na Confederação Espírita Argentina, Rua Sánchez Bustamante, 463 – Ciudad Autónoma de Buenos Aires, com muito carinho. Estava sendo ansiosamente aguardado por todos. Presentes, irmãos de diversas regiões da Argentina, como do Ushuaia, no extremo sul da argentina, de Córdoba, Rosário, Baia Blanca, Mar del Plata, Mendonça, La Plata, e também do Uruguai, do Paraguai e do Brasil.

Em homenagem aos 50 anos de fundação da Institución Espírita Juana de Ángelis, representando os fundadores, o Sr. Francisco Condoleo, recebeu o carinho de todos. O atual presidente, o Sr. Gustavo Martinez, ao fazer uso da palavra, fez referências a Jesus, aos fundadores que se encontram na Pátria Espiritual, à mentora Joanna de Ângelis e ao querido Divaldo Franco, emocionando a todos os presentes.

Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, relembrando os corações amigos que passaram nesses 50 anos, relatou a presença dos amigos que agora, do além-túmulo, na vida que prossegue em outra faixa vibratória, vêm trazer o seu carinho neste momento especial.

No Século XVII, três filósofos que afirmavam que não poderiam crer naquilo que não conseguiam ver, destacaram que também não poderiam crer em Deus, que de fato não existia para eles. O atomismo era, segundo eles, o deus a ser aceito. Tudo que há na matéria é uma evolução dos átomos. Tudo se encaminha para o caos e o aniquilamento. Afirmavam, igualmente, que a religião era um equívoco.
Com o advento do Iluminismo, no Século XVIII, com Voltaire, Jean Jacques Rousseau, a humanidade se adentrava no chamado materialismo histórico.  Em 1812 Napoleão Bonaparte, fez um contrato com o Vaticano, trouxe de volta a crença em Deus. A história do mundo, no Século XIX, se transformou. Neste período um novo filósofo traria a doutrina do positivismo, uma balança entre o materialismo e o espiritualismo, denominada de filosofia da humanidade.

Em sua brilhante abordagem dos fatos históricos, Divaldo destacou a trajetória do professor Hyppolite Léon Denizard Rivail, que em 18 abril de 1857 lançou O Livro dos Espíritos, iniciando a era do Espiritismo. Para ideias novas, dizia o ínclito codificador, eram necessários termos novos. Apresentou uma proposta religiosa para religar a criatura ao criador. Investigando esta nova doutrina por grandes nomes da história, como Cesare Lombroso, William Crookes, entre outros, validaram a novel doutrina através de suas pesquisas sérias e isentas.

Na área da psiquiatria e da psicologia, em 1889, Jean-Martin Charcot, médico e cientista francês, professor no Hospital da Salpêtrière, em Paris/França, abriu as portas da faculdade para que Freud pudesse declarar que o cérebro humano possui o subconsciente, ao que Jung corroborou, acrescentando a existência do inconsciente.  Mais tarde Freud apresentaria o superconsciente, e que o cérebro trata-se de um edifício de três andares. Quase todos, na humanidade terrestre atuam no nível instintivo, como herança do inconsciente profundo.

Em 1905 Albert Einstein apresentou a teoria da relatividade, começava, assim, a física clássica. Crer na matéria, hoje, é falta de cultura, ignorância da relatividade. Estamos diante de um mundo novo, os átomos dão a impressão de algo que não existe. Einstein afirmava que tudo o que há no universo são ondas, energias, tudo invisível, transitando em ondas que não se confundem, a ciência que não se vê, mas que aí está.

Divaldo fez referência a doutrina hippieista, nos anos 70 do Século XX, facultando a liberação da mulher, mas rumando para a libertinagem, em uma confusão com a liberdade. Neste momento a mulher adentrou-se nos vícios, em superioridade relativamente aos homens. Nesta busca por afirmar-se, o homem vive entre três valores, que se destacam equivocadamente: o individualismo, ensejando uma sociedade muda; o advento de um novo alfabeto, onde as relações humanas acontecem somente pelas redes sociais; e a busca desenfreada pelo simples prazer sexual e pelas drogas. Para onde estamos caminhando, indagou o conferencista.

Salientou que o verdadeiro papel do sexo, deve ser exercido com ternura, com diálogo, com amor, distinguindo-nos, afinal, dos animais, que também fazem sexo e não se amam. Amamos de fato, ou necessitamos do outro? O amor é como uma brasa, necessita que se tire a camada dura do exterior que o quotidiano vai acomodando em nossas vidas.

Estamos num momento revolucionário, o materialismo domina. Vivemos em uma sociedade dividida entre os visíveis e os invisíveis, passamos por pessoas que não são percebidas, são desconsideradas, enquanto políticos e personalidades internacionais de grandes órgãos agem de forma corrupta e são tratados com referências que de fato a conduta equivocada não faz jus.
Referindo-se ao Papa Francisco, elogiou o grande missionário do amor, que descobre os irmãos invisíveis, buscando os que sofrem, um missionário que repudia o luxo, a abastança, despojado como Jesus Cristo. Prega e vive Jesus.

Educador de escol, Divaldo Franco explanou sobre as provas cientificas da existência de Deus, dando uma verdadeira aula de biologia, de anatomia, de física, de química, de matemática, de

astronomia, geologia, etc. Conduziu toda a plateia para momentos de descontração com sua forma jovial, contando vivências próprias, dando um toque de humor, de leveza à conferência.

Para referir-se sobre a forma como a sociedade humana vem configurando as relações afetivas entre pais e filhos, Divaldo narrou a emocionante história do casal Stanford, da Califórnia/EUA, e de seu filho Leland Stanford Jr., fazendo referência aos pais que colocam em segundo plano a família, os filhos, no intuito de ganhar dinheiro para dar presentes e objetos, visando compensar a ausência. Sugeriu Divaldo que não nos preocupemos em dar presentes, mas que busquemos dar a nossa presença, em momentos de convivência e amor. Amor é convivência, afirmou o nobre orador.

João, o Evangelista, asseverou que Deus é amor. O amor é a alma do Universo, é a lei mais poderosa do Universo.  Desejou que todos descubram o amor, recordando que aquele que ama é feliz. Foi aplaudido efusivamente. Os presentes, visivelmente emocionados, não se continham de tamanha gratidão. Apesar do grande número de participantes, o clima era de muita harmonia, de ternura e gratidão, evidenciando o valor da família espírita Argentina, gentil, verdadeiros amigos, irmãos.

Texto e fotos: Ênio Medeiros

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